Quando a tarde declina na linha do horizonte, Com o seu sol se esvaindo em vívido sangue, Chega a noite com seu negro manto bifronte, E mostra a lua a emergir do mar, ainda exangue...
A lua, em plenilúnio, bela e sensual, Irrompe, como que, das águas, e vai subindo... E os seus raios espraiam, em luzes de cristal, Sobre o dorso do mar, um colorido lindo...
Como é belo o luar dos verdes mares bravios! Quem os contempla, em luz, sente n’alma arrepios, Dada à excelsa beleza em forma de aquarela...
Meu Deus! Não há luar mais belo que o da minha terra, Nem um mar mais bonito e grandioso, que encerra, Em sol, a grã beleza que nos refestela...
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