Niemeyer
Transmudou-se Oscar Niemeyer para a eternidade, o último dos comunistas
idealistas, gênio que conseguiu materializar a poesia em conjunto
arquitetônico, espalhando por todo mundo espécie de arte de embelezamento com
linhas curvas fazendo monumentos e prédios que irão por muito tempo, lembrá-lo
que aqui passou deixando um lastro de luminosidade. Porquanto, se dizia ser
comunista como seu próprio hobby, embora não o pregasse, já que, por ser dotado
de uma inteligência privilegiada, bem sabia que comunismo não resolve problema
de ninguém, muito pelo contrário, cria tantos outros, pois temos o exemplo de
Cuba que criou uma legião de famintos.
Mesmo
assim, Niemeyer, seja qual fosse o regime, iria viver muito bem. Por
conseguinte, passaria a fazer parte da cúpula dominante.
Na
realidade, o Estado não serve para ser patrão, e sim para garantir as nossas
vidas, patrimônio e liberdade. Infelizmente, o nosso não está servindo nem para
isso.
Empregados,
empregadores deverão se unir em torno da produção, com todos participando de
dentro de certa proporcionalidade dos lucros. Está é a verdadeira história que
Niemeyer quis se referir, depois seguiu rumo à eternidade para finalmente ser
julgado perante o Tribunal Divino.
Na
verdade, o comunismo veio para corrigir os erros gritantes do capitalismo
cruel. No entanto, da mesma maneira como foi implantado, acrescentou aqueles um
certo número de outros mais terrificantes.
Agora,
para Niemeyer, o comunismo só iria ser bom, já que recebia de Fidel o mais
caros charutos do mundo, e quando chegava à Cuba da família Castro, era
recebido como um semi-deus, assim quem é que não queria ser comunista?
Edgar Carlos
de Amorim
Escritor
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