Na Hipocrisia do mundo você se descobre,
e, se encontra, quando vive um grande amor
Vicente Alencar

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Niemeyer


Niemeyer

                Transmudou-se Oscar Niemeyer para a eternidade, o último dos comunistas idealistas, gênio que conseguiu materializar a poesia em conjunto arquitetônico, espalhando por todo mundo espécie de arte de embelezamento com linhas curvas fazendo monumentos e prédios que irão por muito tempo, lembrá-lo que aqui passou deixando um lastro de luminosidade. Porquanto, se dizia ser comunista como seu próprio hobby, embora não o pregasse, já que, por ser dotado de uma inteligência privilegiada, bem sabia que comunismo não resolve problema de ninguém, muito pelo contrário, cria tantos outros, pois temos o exemplo de Cuba que criou uma legião de famintos.
            Mesmo assim, Niemeyer, seja qual fosse o regime, iria viver muito bem. Por conseguinte, passaria a fazer parte da cúpula dominante.
            Na realidade, o Estado não serve para ser patrão, e sim para garantir as nossas vidas, patrimônio e liberdade. Infelizmente, o nosso não está servindo nem para isso.
            Empregados, empregadores deverão se unir em torno da produção, com todos participando de dentro de certa proporcionalidade dos lucros. Está é a verdadeira história que Niemeyer quis se referir, depois seguiu rumo à eternidade para finalmente ser julgado perante o Tribunal Divino.
            Na verdade, o comunismo veio para corrigir os erros gritantes do capitalismo cruel. No entanto, da mesma maneira como foi implantado, acrescentou aqueles um certo número de outros mais terrificantes.
            Agora, para Niemeyer, o comunismo só iria ser bom, já que recebia de Fidel o mais caros charutos do mundo, e quando chegava à Cuba da família Castro, era recebido como um semi-deus, assim quem é que não queria ser comunista?



Edgar Carlos de Amorim
Escritor

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