Na Hipocrisia do mundo você se descobre,
e, se encontra, quando vive um grande amor
Vicente Alencar

sexta-feira, 4 de março de 2016

Lula não muda o repertório em entrevista após depoimento


Ex-presidente repetiu a cantilena de sempre e não explicou nada em seu pronunciamento em que diz que "não acertaram a cabeça da jararaca", numa alusão a si mesmo
Publicado por Revista ISTOÉ em Sexta, 4 de março de 2016

POSSO TE SALVAR


Um Homem

 Um Homem 

 
                                       Carolina Ramos
 
 
Quando li o título, do e-mail que dizia:- "Confesso que estou estarrecido com Maurício Macri", confesso, que gelei, por temer nova decepção!
 
Sou fã desse "moço" desde que eleito! Mesmo após aquele jeitão infantil de festejar a eleição que balançou meus critérios e alfinetou novamente o meu ceticismo.
 
Mas... depois de ler o e-mail que acabo de receber, quem o festejou daquele mesmo jeitinho pueril, fui eu! Espontaneamente, respirei fundo e com animada satisfação, vibrei por não ser obrigada a engolir mais um gole amargo de desencanto e desesperança! 
 
A solução gaiata do autor do artigo, Othon de Carvalho, é sensacional! Após citar o quanto o Pres.  Macri fez pela Argentina, em apenas dois meses de governo, colocando seu país nos trilhos, o que é de pasmar, indaga o articulista já sugerindo:
 
"Será que Macri não toparia prestar umas 4 horas semanais de trabalho voluntário aqui no Brasil?!"
 
Fácil concordar, com a sugestão, uma vez que Macri faz, por seu povo, simplesmente o que, em campanha, prometeu que faria!
 
Quem dera nosso admirável vizinho, aceitasse o convite, vindo a passar umas férias por aqui, trazendo consigo sua cartilha de ação, para nos ensinar a ler com acerto e voltar a crer em promessas! Que viesse com ele também seu pacote de decisões sábias, para iluminar passos inconsistentes ou acomodados, que nos conduzem ao nada! 
 
Não esquecesse ainda de trazer consigo, aquele patriotismo que impulsiona o desassombro dos seus atos, a estimular os nossos e nos abrir os olhos, ante a certeza de que o dinamismo, que lhe conduz as ações, e o ajuda a alavancar o brio dos que nele confiam, também pode ser encontrado aqui no nosso querido Brasil, perdido entre gente infeliz, que alivia os pés no samba ou  nos campos desportivos, mas esquece da força que tem se marchar, unida, rumo à redenção de sua Pátria!
 
A verdade é uma só: - Se a Argentina pode, o Brasil também pode!!!!! Pode, sim, e até com muita vantagem!!! Mas... que não nos falte, como até agora, decisão para subir um degrau acima da nossas limitações, enfrentando e expulsando o mal que por aqui se instalou e que, infelizmente, tornou tudo errado!
 
           Ao que parece, falta ainda algo e que diferencia esses dois países! Algo que, ao que tudo indica, parece difícil de ser encontrado por nós! 
 
E esse algo é, simplesmente, um Homem! Precisamos dele, com toda a urgência!  Argentina, ao que parece, já encontrou o seu! Não teremos nós a mesma capacidade para encontrar o nosso?! Recuso-me a aceitar!
 
Será tão difícil assim, encontrar um Homem, digno, correto, inimigo das farsas e das bravatas, que ame seu povo, cumpra o que a ele promete e que sendo capaz de sacudir o Brasil, desperte-o deste intolerável torpor que o desintegra?!
 
De um Homem assim, é que esta Nação precisa, capaz de provar ao mundo que, apesar dos pesares, ainda é merecedora de crédito! E que o nosso Brasil, mesmo abusando do discutível “jeitinho” que lhe é peculiar, é um país governável, caso conscientizado e liberto da ação danosa dos que o querem ver soterrado, para exuma-lo depois, sob outra bandeira.

Trabalho de alunas do Curso de Dança entra em cartaz nesta quinta-feira (3), no Dragão do Mar


Trabalho de alunas do Curso de Dança entra em cartaz nesta quinta-feira (3), no Dragão do Mar

O espetáculo de dança "Nácar", de alunas dos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Dança da Universidade Federal do Ceará, foi contemplado no edital de artes do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. O trabalho fará parte da Temporada de Arte Cearense todas as quintas-feiras de março (dias 3, 10, 17 e 24), no programa Quinta com Dança Experimental, sempre às 20h.

"Nácar" foi desenvolvido pelas estudantes Victória Andrade (Bacharelado) e Tamires Sales (Licenciatura). "Em 'Nácar', aparece a investigação das formas de se mostrar do escondido. Um embate entre as imagens, os desejos e as dúvidas de duas mulheres imersas na textura de suas saias", resumem as realizadoras.

As apresentações ocorrem no teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Rua Dragão do Mar, 81, Praia de Iracema). Os ingressos custam R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia) e podem ser adquiridos na bilheteria daquele equipamento.

Fonte: Victória Andrade, do espetáculo "Nácar" – e-mail: vicks_andrade@hotmail.com

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Inscrições para seleção de professor substituto do Iefes ocorre de 8 a 10 de março

O Instituto de Educação Física e Esportes (Iefes) da UFC recebe inscrições, de 8 a 10 de março, para seleção de professor substituto. De acordo com o Edital n° 45/2016 (http://goo.gl/6itw7l), a vaga é para o setor de estudo "Metodologia do treinamento aplicada à atividade física", com regime de trabalho de 40 horas semanais.

Os candidatos ao processo seletivo devem ter título de doutor. Caso não haja inscrições de interessados com a titulação mencionada, a seleção terá inscrições reabertas no período de 15 a 17 de março para mestres. A ausência de candidatos com mestrado indicará novo período de inscrições, de 21 a 23 de março, desta vez para graduados.

Informações detalhadas sobre remuneração, taxa de inscrição, etapas do processo seletivo, entre outras, podem ser acessadas no site da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (http://goo.gl/6itw7l).

Fonte: Divisão de Concursos e Provimento da UFC – fone: 85 3366 7407

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Projeto Descobrindo a Biblioteca agenda semana de recepção de novos alunos

O Sistema de Bibliotecas da UFC está com inscrições abertas para o projeto Descobrindo a Biblioteca, atividade voltada para os alunos ingressantes no semestre 2016.1, que visa apresentar os serviços ofertados pelas bibliotecas da Instituição. A iniciativa ocorre de 14 a 25 deste mês e faz parte da programação de recepção dos recém-ingressos, que inclui cursos e palestras nas unidades acadêmicas.

Nas palestras serão abordados temas como regulamento das bibliotecas, guia de serviços, acervo, catálogo on-line, meios de acesso do usuário, livros eletrônicos, campanha de preservação do acervo, dentre outros. As coordenações dos cursos e diretorias de unidades acadêmicas podem solicitar apresentações para sua semana de recepção através de agendamento na biblioteca setorial que atende à unidade.

Mais informações na coordenação do Descobrindo a Biblioteca, com os bibliotecários Nonato Ribeiro e Weslayne Sales, pelo telefone (85) 3366 9514, ou pelos e-mailsnonatobiblio@gmail.com e weslaynesales@gmail.com.

Fonte: Comissão de Educação de Usuários da Biblioteca Universitária – fone: 85 3366 9514


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A delação de Delcídio

A delação de Delcídio

Revelações do senador à força-tarefa da Lava Jato, obtidas por ISTOÉ, complicam de vez a situação da presidente Dilma e comprometem Lula

Débora Bergamasco, de Curitiba

Pouco antes de deixar a prisão, no dia 19 de fevereiro, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) fez um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato. ISTOÉ teve acesso às revelações feitas pelo senador. Ocupam cerca de 400 páginas e formam o mais explosivo relato até agora revelado sobre o maior esquema de corrupção no Brasil – e outros escândalos que abalaram a República, como o mensalão.
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Com extraordinária riqueza de detalhes, o senador descreveu a ação decisiva da presidente Dilma Rousseff para manter na estatal os diretores comprometidos com o esquema do Petrolão e demonstrou que, do Palácio do Planalto, a presidente usou seu poder para evitar a punição de corruptos e corruptores, nomeando para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) um ministro que se comprometeu a votar pela soltura de empreiteiros já denunciados pela Lava Jato. 
 
O senador Delcídio também afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha pleno conhecimento do propinoduto instalado na Petrobras e agiu direta e pessoalmente para barrar as investigações - inclusive sendo o mandante do pagamento de dinheiro para tentar comprar o silêncio de testemunhas. O relato de Delcídio é devastador e complica de vez Dilma e Lula, pois trata-se de uma narrativa de quem não só testemunhou e esteve presente nas reuniões em que decisões nada republicanas foram tomadas, como participou ativamente de ilegalidades ali combinadas –a mando de Dilma e Lula, segundo ele. 
 
Nos próximos dias, o ministro Teori Zavascki decidirá se homologa ou não a delação. O acordo só não foi sacramentado até agora por conta de uma cláusula de confidencialidade de seis meses exigida por Delcídio. Apesar de avalizada por procuradores da Lava Jato, a condição imposta pelo petista não foi aceita por Zavascki, que devolveu o processo à Procuradoria-Geral da República e concedeu um prazo até a próxima semana para exclusão da exigência. Para o senador, os seis meses eram o tempo necessário para ele conseguir escapar de um processo de cassação no Conselho de Ética do Senado. Agora, seus planos parecem comprometidos. 
 
As preocupações de Delcídio fazem sentido. Sobretudo porque suas revelações implicaram colegas de Senado, deputados, até da oposição, e têm potencial para apressar o processo de impeachment de Dilma no Congresso. O que ele revelou sobre a presidente é gravíssimo. Segundo Delcídio, Dilma tentou por três ocasiões interferir na Lava Jato, com a ajuda do ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. “É indiscutível e inegável a movimentação sistemática do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e da própria presidente Dilma Rousseff no sentido de promover a soltura de réus presos na operação”, afirmou Delcídio na delação. 
 
A terceira investida da presidente contou com o envolvimento pessoal do senador petista. No primeiro anexo da delação, Delcídio disse que, diante do fracasso das duas manobras anteriores, uma das quais a famosa reunião em Portugal com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, “a solução” passava pela nomeação do desembargador Marcelo Navarro para o STJ. “Tal nomeação seria relevante para o governo”, pois o nomeado cuidaria dos “habeas corpus e recursos da Lava Jato no STJ”. Na semana da definição da estratégia, Delcídio contou que esteve com Dilma no Palácio da Alvorada para uma conversa privada. 
 
Os dois conversavam enquanto caminhavam pelos jardins do Alvorada, quando Dilma solicitou que Delcídio, na condição de líder do governo, “conversasse como o desembargador Marcelo Navarro, a fim de que ele confirmasse o compromisso de soltura de Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo”, da Andrade Gutierrez. Conforme acertado com a presidente, Delcídio se encontrou com Navarro “no próprio Palácio do Planalto, no andar térreo, em uma pequena sala de espera”, o que, segundo o senador, pode ser atestado pelas câmeras de segurança. Na reunião, de acordo com Delcídio, Navarro “ratificou seu compromisso, alegando inclusive que o dr. Falcão (presidente do STJ, Francisco Falcão) já o havia alertado sobre o assunto”. 
 
O acerto foi cumprido à risca. Em recente julgamento dos habeas corpus impetrados no STJ, Navarro, na condição de relator, votou pela soltura dos dois executivos. O problema, para o governo, é que o relator foi voto vencido. No placar: 4x1 pela manutenção da prisão.
A ação de uma presidente da República no sentido de nomear de um ministro para um tribunal superior em troca do seu compromisso de votar pela soltura de presos envolvidos num esquema de corrupção é inacreditável pela ousadia e presunção da impunidade. E joga por terra todo seu discurso de “liberdade de atuação da Lava Jato”, repetido como um mantra na campanha eleitoral. Só essa atitude tem potencial para ensejar um novo processo de impeachment contra ela por crime de responsabilidade. 
 
Segundo juristas ouvidos por ISTOÉ, a lei 1.079 que define os crimes de responsabilidade diz no artigo nono, itens 6 e 7, que atenta contra a probidade administrativa – e é passível de perda de mandato – usar de suborno ou qualquer outra forma de corrupção para levar um funcionário público a proceder ilegalmente ou agir de forma incompatível com a dignidade, a honra e o decoro. O que também poderá trazer problemas para Dilma é o trecho da delação de Delcídio a respeito da compra da refinaria de Pasadena, no Texas, considerada um dos negócios mais desastrosos da Petrobras e que foi firmado em 2006 com um superfaturamento de US$ 792 milhões, quando Dilma presidia o Conselho de Administração da estatal. 
 
A versão da presidente era de que ela e os conselheiros do colegiado não tinham conhecimento de cláusulas desfavoráveis a Petrobras, mas Delcídio no anexo 17 da delação é taxativo: “Dilma tinha pleno conhecimento de todo o processo de aquisição da refinaria”. “A aquisição foi feita com conhecimento de todos. Sem exceção”, reforçou o senador. Não seria a primeira vez que Delcídio desmentiria Dilma na delação. No anexo 03, o senador garante que ela teve participação efetiva na nomeação de Nestor Cerveró para a diretoria da BR Distribuidora, contrariando o que ela havia afirmado anteriormente. 
 
No relato aos procuradores, Delcídio disse que “tem conhecimento desta ingerência (de Dilma), tendo em vista que, no dia da aprovação pelo Conselho, estava na Bahia e recebeu ligações de Dilma”. Ex-diretor internacional da Petrobras, Cerveró foi preso em janeiro de 2015, acusado de receber propina em contratos da estatal com empreiteiras. Até então, a indicação de Cerveró era atribuída a Lula e José Eduardo Dutra, ex-presidente da BR Distribuidora, falecido no ano passado. Mas segundo Delcídio, a atuação de Dilma foi “decisiva”. A presidente ligou para ele duas vezes. 
 
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Teor explosivo: Depoimento prestado no STF por Delcídio do Amaral (PT-MS) aguarda a homologação.
Na parte inferior, o termo de acordo e os principais tópicos da delação  
 
Na primeira, a presidente telefonou “perguntando se o Nestor já havia sido convidado para ocupar a diretoria financeira da BR Distribuidora”. “Depois, ligou novamente, confirmando a nomeação de Nestor para o referido cargo”, o que se concretizou no dia 3 de março de 2008. Cerveró foi o pivô da prisão de Delcídio. Em 25 de novembro do ano passado, pela primeira vez desde 1985, o Supremo mandava prender um senador no exercício do mandato. Um dos motivos apontados pelo ministro Teori Zavascki foi a oferta de uma mesada de R$ 50 mil para que Cerveró não celebrasse um acordo de delação premiada. 
 
Na delação, Delcídio não só forneceu detalhes do pagamento como fez uma revelação bombástica: disse que o mandante dos pagamentos à família Cerveró foi o ex-presidente Lula. O senador petista trata do tema no anexo 02 da delação. Segundo Delcídio, Lula pediu “expressamente” para que ele ajudasse o amigo e pecuarista José Carlos Bumlai, porque ele estaria implicado nas delações de Fernando Baiano e Nestor Cerveró. Bumlai, segundo o senador, gozava de “total intimidade” e exercia o papel de “consigliere” da família Lula – expressão usada pela máfia italiana e consagrada no filme “O Poderoso Chefão” para designar o conselheiro que detinha uma posição de liderança e representava o chefe em reuniões importantes. 
 
A transcrição da delação pelos procuradores diz no que consistia a ajuda exigida por Lula a Bumlai: “No caso, Delcídio intermediaria o pagamento de valores à família de Cerveró”. Na conversa com o ex-presidente, de acordo com outro trecho da delação, Delcídio diz que “aceitou intermediar a operação”, mas lhe explicou que “com José Carlos Bumlai seria difícil falar, mas que conversaria com o filho, Maurício Bumlai, com quem mantinha boa relação”. O acerto foi sacramentado. Depois de receber a quantia de Maurício Bumlai, a primeira remessa de R$ 50 mil foi entregue em mãos pelo próprio Delcídio ao advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, também preso pela Lava Jato. 
 
Os repasses de dinheiro se repetiram em outras oportunidades, de acordo com Delcídio, por meio do assessor Diogo Ferreira. O total recebido foi de R$ 250 mil. Para os procuradores que tomaram o depoimento de Delcídio, a revelação é de extrema gravidade e pode justificar a prisão do ex-presidente Lula. Integrantes da Lava Jato elaboram o seguinte raciocínio: se o que embasou a detenção de Delcídio, preventivamente, foi a tentativa do senador de obstruir as investigações, atestada pela descoberta do pagamento a Cerveró, o mesmo se aplicaria a Lula, o mandante de toda a artimanha.
 
Não seria a primeira vez que, durante a delação aos integrantes da Lava Jato, Delcídio envolveria Lula na compra do silêncio de testemunhas. De acordo com o senador, Lula e o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, Antonio Palocci, em meados de 2006, articularam o pagamento a Marcos Valério para que ele se calasse sobre o mensalão. O dinheiro, um total de R$ 220 milhões destinados a sanar uma dívida, segundo Delcídio, foi prometido por Paulo Okamotto. Aos procuradores, o senador relatou uma conversa com Lula em que ele o alerta: “Acabei de sair do gabinete daquele que o senhor enviou a Belo Horizonte (Okamotto). Corra, Presidente, senão as coisas ficarão piores do que já estão”. 
 
Na sequência, Palocci ligou para Delcídio dizendo que o Lula estava “injuriado” em razão do teor da conversa, mas que ele (Palocci), a partir daquele momento, “estaria assumindo a responsabilidade pelo pagamento da dívida”. Valério, de acordo com o senador petista, não recebeu a quantia integral pretendida. De todo o modo, diz o trecho da delação, “a história mostrou a contrapartida: Marcos Valério silenciou”. Ainda sobre o mensalão, Delcídio – ex-presidente da CPI dos Correios – disse ter testemunhado na madrugada do dia 5 de abril de 2006 as “tratativas ilícitas para retirada do relatório (final da CPI) dos nomes de Lula e do filho Fábio Luís Lula da Silva em um acordão com a oposição”. Assim, segundo o anexo 21 da delação, Lula se salvou do impeachment. 
 
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Implicações: Juiz Sérgio Moro ganha novos elementos contra Lula
 
O senador ainda lembrou aos procuradores uma frase do ex-ministro José Dirceu: “Pode checar quem ia à Granja do Torto aos domingos. Te garanto que não era eu”. Sem dúvida, afirmou Delcídio, tratava-se de uma referência a Delúbio Soares e Marcos Valério. Hoje, de acordo com Delcídio, um dos temas que “mais aflige” o ex-presidente Lula é a CPI do Carf. O colegiado apura a compra de MPs durante o governo do petista para favorecer montadoras e o envolvimento do seu filho, Luis Claudio, no esquema. Segundo o senador petista, “por várias vezes Lula solicitou a ele que agisse para evitar a convocação do casal Mauro Marcondes e Cristina Mautoni para depor”. 
 
O consultor Mauro Marcondes, amigo de Lula desde os tempos do ABC, e sua mulher foram presos na Operação Zelotes, da PF, acusado de intermediar a compra de MPs. Documentos integrantes da Operação mostram que a LFT, uma empresa de marketing esportivo pertencente a Luis Claudio Lula da Silva, recebeu R$ 1,5 milhão na mesma época em que lobistas foram remunerados por empresas interessadas na renovação da medida provisória. Afirmou Delcídio aos procuradores da Lava Jato: “Lula estava preocupado com as implicações à sua própria família, especialmente os filhos Fábio Luís e Luis Cláudio”, fato confirmado a ele por Maurício Bumlai. 
 
Outra CPI, desta vez a dos Bingos (encerrada em 2006), segundo Delcídio, teria agido para proteger a presidente Dilma. A declaração vem no bojo de uma revelação que compromete a campanha da presidente em 2010. No anexo 29 da delação, o senador petista afirmou que “uma das maiores operações de caixa 2 para a campanha de Dilma em 2010 foi feita através do empresário Adir Assad”, condenado no fim de 2015 por ser um dos operadores do esquema do Petrolão. 
 
“Orientados pelo tesoureiro de campanha de Dilma, José Di Filippi, os empresários faziam contratos de serviços com as empresas de Assad, que repassava recursos para as campanhas eleitorais”. De acordo com Delcídio, o encerramento prematuro e sem relatório final da CPI dos Bingos deveu-se exclusivamente a esse fato. “Quando o governo percebeu que as várias quebras de sigilo levariam à campanha Dilma 2010, determinaram o encerramento dos trabalhos”, afirmou. Parte dos depoimentos de Delcídio foi tomado dentro do próprio Supremo Tribunal Federal. 
 
Segundo informou à ISTOÉ um dos procuradores responsáveis pelo acordo de delação, para que Delcídio conseguisse deixar a carceragem, em Brasília, sem ser notado, foi montada uma verdadeira operação de guerra envolvendo dezenas de policiais. Desde o início das tratativas a preocupação maior de Delcídio foi justamente com o vazamento prematuro do acordo. Por isso, as insistentes negativas de seus advogados. Até livrar sua pele no Senado, ele preferia o sigilo. Com o novo cenário, de altíssima octanagem, Brasília estremece. Pior para Delcídio. Melhor para os fatos.
 
 
Dilma interferiu na lava jato
 
No anexo 01 da delação, o senador Delcídio do Amaral revela que em três ocasiões a presidente Dilma Rousseff, no exercício do mandato, e o ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tentaram interferir na Lava Jato. Nomeação do ministro Marcelo Navarro para o STJ fez parte de acordo para soltura de executivos presos.
 
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1 – A Primeira Investida do Planalto
 
A despeito dos discursos do governo com relação à sua isenção nos rumos da operação Lava jato, é indiscutível e inegável a movimentação sistemática do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da própria presidente Dilma Rousseff no sentido de tentar promover a soltura de réus presos no curso da referida operação. Faz parte dessa articulação o advogado Sigmaringa Seixas, figura influente quando se trata, no governo, de indicações para os tribunais superiores. Nas conversas com José Eduardo Cardozo, Dilma se refere a Sigmaringa como ‘the old man’.
 
A primeira investida do Planalto para tentar alterar os rumos da Lava Jato salta aos olhos pela ousadia: o encontro realizado em 07/07/2015 (18 dias após a prisão de Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo) entre Dilma, José Eduardo e o presidente do STF, Ricardo Levandowski, numa escala em Porto (Portugal) para supostamente falar sobre o reajuste de verbas do Poder Judiciário. A razão apontada pela Presidência é absolutamente injustificável... ...A razão principal do encontro, em verdade, foi a mudança nos rumos da Lava Jato. Contudo, a reunião foi uma fracasso, em função do posicionamento retilíneo do ministro Lavandowski, ao afirmar que não se envolveria.
 
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2- A Segunda Investida do Planalto
 
Em virtude da falta de êxito na primeira investida, mudou-se a estratégia, que se voltou, então, para o STJ, José Eduardo esteve em Florianópolis em agenda institucional... ... A ideia era indicar para uma das vagas no STJ o presidente do TJ de Santa Catarina, Nelson Schaefer. Em contrapartida, o ministro convocado, Dr. Trisotto, votaria pela libertação dos acusados Marcelo Odebrecht e Otavio Azevedo. A investida foi em vão porque Trisotto se negou a assumir tal responsabilidade espúria. Mais um fracasso de José Eduardo em conseguir uma nomeação”.
 
3- Terceira Investida do Planalto
 
Após os dois fracassos anteriores, rapidamente desenhou-se uma nova solução que passava pela nomeação de Marcelo Navarro, desembargador do TRF da 5ª Região, muito ligado ao ministro e presidente do STJ, Dr. Francisco Falcão. Tal nomeação seria relevante para o governo, pois o nomeado entraria na vaga detentora de prevenção para o julgamento de todos os Habeas Corpus e recursos da Lava Jato no STJ. Na semana da definição da nova estratégia, Delcídio do Amaral esteve com a presidente Dilma no Palácio da Alvorada para uma conversa privada. Conversaram enquanto caminhavam pelos jardins do Palácio e Dilma solicitou que Delcídio conversasse com o desembargador Marcelo Navarro a fim de que ele confirmasse o compromisso de soltura de Marcelo e de Otavio... 
 
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... Conforme o combinado, Delcídio do Amaral se encontrou com o desembargador Marcelo Navarrro no próprio Palácio do Planalto, no andar térreo, em uma pequena sala de espera, o que poderá ser atestado pelas câmeras do Palácio. Nessa reunião, muito rápida pela gravidade do tema, o Dr. Marcelo ratificou seu compromisso, alegando inclusive que o Dr. Falcão já o havia alertado sobre o assunto. Dito e feito. A sabatina do Dr. Marcelo pelo senado e correspondente aprovação ocorreram em tempo recorde. Em recente julgamento dos habeas Corpus impetrados no STJ, confirmando o compromisso assumido, o Dr. Marcelo Navarro, na condição de relator, votou favoravelmente pela soltura dos dois executivos (Marcelo e Otavio). Entretanto, obteve um revés de 4X1 contra seu posicionamento, vez que as prisões foram mantidas pelos outros ministros da 5ª turma do STJ.”
 
 
Dilma sabia de tudo do acerto de Pasadena
 
O senador conta que como presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Dilma Rousseff, sabia que por trás da compra da Refinaria de Pasadena havia um esquema de superfaturamento para desviar recursos da estatal. Ela poderia ter barrado as negociações, mas os contratos foram aprovados pelo Conselho de Administração em tempo recorde e a Petrobras teve um prejuízo de US$ 792 milhões, como foi comprovado pela Lava Jato e pelo TCU.
 
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“Dilma Rousseff, como então presidente do Conselho de Administração da Petrobras, tinha pleno conhecimento de todo o processo de aquisição da Refinaria de Pasadena e de tudo o que esse encerrava. A alegação de Dilma de que ignorava o expediente habitualmente utilizado em contratos desse tipo, alegando desconhecimento de cláusula como put option, absolutamente convencional, é, no mínimo, questionável. Da mesma forma, discutir um revamp de refinaria que nunca ocorreu, é inadmissível. A tramitação do processo de aquisição de Pasadena durou um dia entre a reunião da Diretoria Executiva e o Conselho de Administração. Delcídio esclarece que a aquisição de Pasadena foi feita com o conhecimento de todos. Sem exceção”.
 
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Dilma queria Cerveró na Petrobrás
 
O senador revela como, em 2008, Dilma Rousseff atuou de forma decisiva para que Nestor Cerveró fosse mantido na direção da Petrobras. Na ocasião, Cerveró perdeu o cargo de diretor Internacional por pressão do PMDB, mas Dilma conseguiu coloca-lo na Diretoria Financeira da BR Distribuidora.
 
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“Diferentemente do que afirmou Dilma Rousseff em outras oportunidades, a indicação de Nestor Cerveró para a Diretoria Financeira da BR Distribuidora contou efetivamente com a sua participação. Delcídio do Amaral tem conhecimento dessa ingerência tendo em vista que, no dia da aprovação pelo Conselho, estava na Bahia e recebeu ligações de Dilma... 
 
...Não é correta a informação de que a Diretoria Financeira da BR Distribuidora tenha sido produto de entendimento exclusivo de Lula e Dutra (José Eduardo). Dilma Rousseff teve atuação decisiva, comprovada através das ligações mencionadas, quando da sua chegada ao Rio de Janeiro para a reunião do Conselho de Administração da Petrobras. Dilma Rousseff ligou para Delcídio perguntando se o Nestor já havia sido convidado para ocupar a Diretoria Financeira da BR Distribuidora. Depois, ligou novamente confirmando a nomeação de Nestor para o referido cargo, o que restou concretizado na segunda-feira, 03/03/2008, quando da posse de Nestor na BR Distribuidora e de Jorge Zelada na área internacional da Petrobras”.
 
 
CPI dos bingos protegeu Dilma
 
No anexo 29 da delação premiada, o senador Delcídio do Amaral descreve aos membros da Lava Jato uma operação de caixa dois na campanha de Dilma em 2010 feita pelo doleiro Adir Assad. Segundo Delcidio, o esquema seria descoberto pela CPI dos Bingos, mas o governo usou a base de apoio no Congresso para barrar a investigação dos parlamentares.
 
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“Uma das maiores operações de caixa dois da campanha de Dilma em 2010 foi feita através de Adir Assad. Orientados pelo tesoureiro da campanha, José Filippi, os empresários faziam contratos de serviços com as empresas de Assad, que repassava os recursos para as campanhas eleitorais. Esse expediente foi largamente utilizado e o encerramento prematuro e sem relatório final da CPI dos Bingos deveu-se exclusivamente a esse fato. Quando o governo percebeu que as várias quebras de sigilo levariam à campanha de Dilma, determinou o encerramento imediato dos trabalhos”.
 
 
Lula mandou pagar Cerveró
 
Um dos relatos mais explosivos feitos pelo senador Delcídio do Amaral à operação Lava Jato está no anexo 2. O senador revela aos procuradores que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comandou o esquema do pagamento de uma mesada a Cerveró para tentar evitar sua delação premiada. Foi por intermediar esses pagamentos que Delcídio acabou na cadeia. Lula não queria que o ex-diretor da Petrobras mencionasse o esquema do pecuarista José Carlos Bumlai na compra de sondas superfaturadas feitas pela estatal.
 
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“Lula pediu expressamente a Delcídio do Amaral para ajudar o Bumlai porque supostamente ele estaria implicado nas delações de Fernando Soares e Nestor Cerveró. No caso, Delcídio intermediaria o pagamento de valores à família de Cerveró com recursos fornecidos por Bumlai. Delcídio explicou a Lula que com José Carlos Bumlai seria difícil falar, mas que conversaria com o filho, Maurício Bumlai, com quem mantinha uma boa relação. Delcidio, vendo a oportunidade de ajudar a família de Nestor, aceitou intermediar a operação. 
 
A primeira remessa de R$ 50.000,00 foi entregue pelo próprio Delcidio do Amaral em mãos do advogado Edson Ribeiro, após receber a quantia de Mauricio Bumlai, em um almoço na churrascaria Rodeio do Iguatemi, em 22/05/2015 (em anexo existe base documental para isso). As entregas de valores à família de Nestor Cerveró se repetiram em outras oportunidades. Nessas outras oportunidades quem fez a entrega foi o assessor Diogo Ferreira (em anexo existe base documental disso). O total recebido pela família de Nestor foi de R$ 250.000,00. O próprio Bernardo (filho de Nestor Cerveró) recebeu em espécie do Diogo. 
 
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Lula comprou o silêncio de Marcos Valério
 
O ex-presidente cedeu às chantagens do publicitário Marcos Valério que exigiu R$ 220 milhões para se calar na CPI dos Correios sobre os meandros do Mensalão. Em seu depoimento, Delcídio afirma que ele e Paulo Okamotto (presidente do Instituto Lula) tentaram negociar o pagamento, mas que foi o ex-ministro Antônio Palocci quem assumiu essa tarefa.
 
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“Em 14/02/2006 foi conversado sobre o pagamento de uma dívida prometida por Paulo Okamotto em Belo Horizonte, a fim de que Marcos Valério silenciasse em relação às questões do mensalão. Nos dois dias seguintes, Delcidio do Amaral se reuniu sucessivamente: primeiro com Paulo Okamoto, a fim de que ele cumprisse com o prometido em Belo Horizonte (de acordo com Marcos Valério o valor seria de R$ 220 milhões); segundo com o ex-presidente Lula, sendo que na conversa Delcidio disse expressamente ao presidente: ‘acabei de sair do gabinete daquele que o senhor enviou à Belo Horizonte. Corra presidente, senão as coisas ficarão piores do que já estão’.
 
No dia seguinte, Delcidio recebeu uma ligação do então ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, na qual este disse: ‘parece que sua reunião com o Lula foi muito boa, né?’. A resposta de Delcidio foi a seguinte: ‘não sei se foi boa para ele’. Na sequência, o ministro da Fazenda, Palocci, ligou para Delcidio dizendo que Lula estava ‘injuriado’ com ele em razão do teor da conversa. Contudo, Palocci disse que estaria, a partir daquele momento, assumindo a responsabilidade pelo pagamento da dívida. Marcos Valério recebeu, mas não a quantia integral pretendida. De todo modo, a história mostrou a contrapartida: Marcos Valério silenciou.” 
 
 
“Exclusão de Lula e Lulinha da CPI dos correios evitou o impeachment”
 
No anexo 21 da delação, Delcídio relata a forte atuação de Lula e aliados sobre os parlamentares da CPI dos Correios. O senador, que presidiu a CPI, afirma que a votação do relatório que poupou o ex-presidente foi duvidosa.
 
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“Lula se salvou de um impeachment com a exclusão de seu nome e de seu filho Fábio Lula da Silva (o Lulinha) na madrugada do dia 05/04/2006 do relatório final da CPI dos Correios, que foi aprovado em votação polêmica e duvidosa naquele mesmo dia”.
 
 
Lula pressiona CPI do CARF para proteger a família
 
Delcidio afirmou aos procuradores da Lava Jato que, como líder do governo, foi pressionado por Lula para que Mauro Marcondes e Cristina Mautoni não fossem depor na CPI que apura a venda de Medidas Provisórias. Ele revelou que o ex-presidente temia que o casal pudesse implicar seus filhos no escândalo.
 
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“Delcidio do Amaral tem conhecimento de que um dos temas que mais aflige o presidente Lula é a CPI do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). A preocupação do ex- presidente foi elevada especialmente quando da convocação de Mauro Marcondes e sua esposa Cristina Mautoni. Por várias vezes o próprio Lula solicitou a Delcidio que agisse para evitar a convocação do casal para depor perante a CPI. Lula alegava que estava muito preocupado com eles.
 
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 Mas, em verdade, Lula estava preocupado com implicações à sua própria família, especialmente com os filhos Fábio Luiz Lula da Silva e Luiz Claudio Lula da Silva. Esse fato foi confirmado a Delcídio por Maurício Bumlai, que conhece muito bem a relação dos familiares de Lula com a casal. Em resposta a insistência de Lula, Delcídio, como líder do governo no Senado, mobilizou a base do governo para derrubar os requerimentos de convocação do casal na reunião ocorrida em 05/11/2015, onde logrou êxito”.
 
 
Bumlai é o consigliere da família Lula
 
No anexo 6 de sua delação premiada, Delcidio descreve as relações de Bumlai com o ex-presidente e sua família. Fala sobre os negócios escusos envolvendo o pecuarista e a Petrobras e cita as obras no sítio de Atibaia.
 
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“Ao contrário do que afirma o ex-presidente Lula, José Carlos Bumlai goza de total intimidade com ele, representando de certa maneira o papel de ‘consigliere’ da família Lula.... 
 
De todas as ações ilícitas de Bumlai, uma das mais relevantes é a aquisição/operação, pela Petrobras, da sonda Vitória 10.000, cujos desdobramentos políticos e financeiros são muito maiores do que os divulgados. O negócio foi feito com a finalidade de quitar uma dívida de Bumlai com o Banco Schahim, divida essa de R$ 12 milhões. O contrato girou em torno de US$ 16 milhões... A realidade é que o contrato não só quitou a dívida de Bumlai como pagou dívidas da campanha presidencial de Lula em 2006...
 
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Bumlai foi o principal responsável pela implementação do Instituto Lula, disponibilizando de todo o aparato logístico e financeiro. Foi também a pessoa que ficou responsável, em um primeiro momento, pelas obras do sítio de Atibaia, do ex-presidente Lula. Delcidio tem conhecimento de que Bumlai já tinha contratado arquiteto e engenheiro para a realização das obras, o que foi abortadopor Léo Pinheiro, outro grande amigo do presidente, que pessoalmente se dispôs a fazer o serviço através da OAS em um curto espaço de tempo”.
 
 
Pedágio na CPI da Petrobras
 
Delcído diz que os senadores Gim Argello (PTB-DF) e Vital do Rego (PMDB-PB) e os deputados Marco Maia (PT-RS) e Fernando Francischini (SD-PR) cobravam de empreiteiros para não serem convocados na CPI da Petrobras.
 
“Delcidio do Amaral sabe de ilicitudes envolvendo o desfecho da CPI que apurava os crimes no âmbito da Petrobras. A CPI obrigava Léo Pinheiro, Júlio Camargo e Ricardo Pessoa a jantarem todas as segundas-feiras em Brasília. O objetivo desses jantares era evitar que os empresários fossem convocados para depor na CPI. Os senadores Gim Argello, Vital do Rego e os deputados Marco Maia e Francischini cobravam pedágio para não convocar e evitar maiores investigações contra Léo Pinheiro, Júlio Camargo e Ricardo Pessoa.” 
 
 
Créditos das fotos nesta matéria: Gilberto Tadday; Antônio Cruz/Agência Brasil; Ichiro Guerra; Marcos Oliveira/Agência Senado; Rodrigues Pozzebom/Agência Brasilfotos: Ernesto Rodrigues/Estadão Conteúdo; Juca Varella/Estadão Conteúdo; Márcio Fernandes/ Estadão Conteúdo

 

AINDA NÃO DA PRA COMEMORAR, MAS TA QUASE



Amigos,
 
De fato, a delação de Delcídio do Amaral (consta que esse “do” foi incluído por orientação numerológica, para dar sorte) é uma notícia alvissareira para quantos sabemos de todos os desmandos do PT, da liderança do Lula sobre todos os atos ilícitos praticados no Governo, e da plena ciência da Dilma, que para mim não passa de uma inocente útil de todo o processo criminoso (ainda que tão inútil ao País). Para mim, nem para urdir crimes ele teria competência.
 
Porém, creio que ainda não podemos deflagrar o foguetório que há tanto tempo reservamos para a comemorar o “Fora Dilma”, o “Fora PT”, e o “Dentro Lula” – para dentro da cadeia, obviamente. Isso porque vão desqualificar o Delcídio, vão destruir provas, vão usar o Judiciário aparelhado e ainda vão ficar à tona, demorando a afundar, como, aliás, ainda está acontecendo com Renan Calheiros e Eduardo Cunha, presidindo Poderes, embora mais sujos que pau de galinheiro.
 
A verdade é que o nosso sistema de Governo está montado de maneira a permitir a  corrupção, usando as virtudes da república para distorcer a democracia, já que cada mandato eletivo está tabelado em dólar, para que se possa gastar em campanha muito mais do que o eleito receberá em subsídios funcionais – dinheirama destinada a captação de sufrágio, seja por meio propaganda enganosa, seja por meio de prebendas, seja por meio e assistencialismo barato.
 
Será que alguém se candidata a qualquer coisa neste País para praticar virtude cívica ou justiça social? Claro que não. O objetivo menor é o que vem no contracheque, mas também as vantagens paralelas às expensas da “viúva”, mas principalmente a possibilidade de enriquecer e se locupletar no cargo público. Alguma rara exceção servirá para confirmar a regra.
 
Abração,
 
Reginaldo.   

UFC realiza hoje (4) mais uma etapa de ações contra o mosquito Aedes aegypti


UFC realiza hoje (4) mais uma etapa de ações contra o mosquito Aedes aegypti

Será realizada nesta sexta-feira (4), em Fortaleza, Russas, Crateús e Quixadá, mais uma etapa das ações da UFC no combate ao mosquito Aedes aegypti, mosquito vetor da dengue, zika e chikungunya. Confira a programação:

Em Quixadá, o doutorando em Saúde Coletiva Clemilson Nogueira Paiva, da Faculdade de Medicina da UFC, profere palestra para escolas e comitês gestores municipais. A ação será realizada na Escola Estadual César Cals, às 8h. (Avenida Juscelino Kubitschek, 385 – Alto S. Francisco). 

Em Russas, a palestra será realizada pela enfermeira Alana Alves, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFC, que falará sobre características das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. A atividade ocorre no Centro de Atenção Integrada à Criança e ao Adolescente (CAIC) Senador Carlos Jereissati (Rua 25, s/n), às 9h.

Em Crateús, a palestra será proferida pelo Prof. Carlos Henrique Alencar, da Faculdade de Medicina da UFC. A atividade acontece às 13h30min, no auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE – Av. Geraldo Marques Barbosa, 567 – Venâncios).

Em Fortaleza, vistoria e limpeza de eventuais focos do mosquito nas dependências da Reitoria da UFC serão realizadas ao longo da tarde. 

Leia mais: UFC promove série de ações de combate ao mosquito Aedes aegypti: http://goo.gl/akyjC3

Fonte: Pró-Reitoria de Extensão da UFC – fone: 85 3366 7452


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Pós-Graduação em Engenharia Agrícola discute proposta de convênio com universidade alemã




Pós-Graduação em Engenharia Agrícola discute proposta de convênio com universidade alemã

A Universidade Federal do Ceará e a Bergische Universität Wuppertal, da Alemanha, formalizaram intenção de convênio por meio de carta assinada pelos professores Daniel Albiero, do Departamento de Engenharia Agrícola do Centro de Ciências Agrárias da UFC, e Benedikt Schmülling, representante da instituição europeia.

O Prof. Schmülling chegou ao Brasil no dia 17 de fevereiro e participou de diversas reuniões de trabalho na UFC. A parceria entre Schmülling, especialista em mobilidade elétrica (veículos elétricos), e Albiero, referência em projetos de máquinas agrícolas (tratores), originou-se da proposta de criação de um trator elétrico com suprimento de energia proveniente de fonte renovável (solar/eólica/biogás), com o objetivo de ser usado na agricultura familiar do semiárido. O projeto foi aprovado pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

PÓS-GRADUAÇÃO – A proposta de convênio integra estratégia de internacionalização do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola (PPGEA) da UFC, que já tem excelência nacional (nível 5), segundo a Capes. Hoje, o Programa tem parcerias com as seguintes universidades estrangeiras: Universidade de Potsdam, Instituto de Pesquisas da Terra de Potsdam e Universidade de Ciências Aplicadas de Colônia (Alemanha); Universidade de Lleida, Centro Florestal da Catalunha, Universidade Politécnica de Valência (Espanha); Universidade de Buenos Aires e Universidade Nacional de Cuyo (Argentina); Universidade de Zurique (Suíça); Universidade de Concepción (Chile); Universidade de San Simon (Bolívia); Escola Politécnica Nacional de Quito (Equador); e AgroParisTech (França).

A quantidade de parcerias internacionais se reflete no desempenho dos docentes do PPGEA, que, de um total de 20 membros titulares, 10 são bolsistas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Fonte: Coordenadoria de Extensão do Centro de Ciências Agrárias – fone: 85 3366 9735

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Departamento de Economia Doméstica inscreve para seleção de professor substituto

Estarão abertas, de 7 a 9 de março, inscrições para seleção de professor substituto no Centro de Ciências Agrárias da UFC. Conforme o Edital nº 39/2016 (http://goo.gl/VZTiBM), a única vaga está no Departamento de Economia Doméstica, no setor de estudo "Economia, Métodos Quantitativos e Gestão de Políticas Públicas", em regime de 20 horas semanais de trabalho.

Os candidatos devem possuir o título de doutor, e pagam taxa de inscrição no valor de R$ 74,00. A remuneração inicial é de R$ 2.983,59.

Caso não haja candidato aprovado na seleção, as inscrições ficarão reabertas nos dias 11, 14 e 15 de março, para portadores do título de mestre. Persistindo a situação, haverá nova reabertura de edital, nos dias 17, 18 e 21 de março, exigindo-se dos candidatos o diploma de graduação.

Mais informações no edital mencionado, publicado no site da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas da UFC (http://goo.gl/VZTiBM).

Fonte: Divisão de Concursos e Provimento da UFC – fone: 85 3366 7407

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Grupo Iluminuras abre inscrições para curso sobre o lugar do sertão na literatura

O Grupo Iluminuras, ligado ao Departamento de Literatura da UFC, está com inscrições abertas, até 15 de março, para o curso de extensão "Sertão: Lugar onde Guimarães Rosa e Cearenses Se Encontram". A iniciativa é uma parceria com a Biblioteca de Ciências Humanas e o Acervo do Escritor Cearense (AEC).

Neste ano, serão trabalhados o conto "O recado do morro", do mineiro João Guimarães Rosa (1908-1957), e o romance A casa, da cearense Natércia Campos (1938-2004). De acordo com os responsáveis pelo projeto, o objetivo do curso é incentivar o gosto pela leitura e promover a aproximação entre pessoas através das obras literárias. Além disso, tem o intuito de reforçar os laços de localização e compartilhamento que as artes proporcionam por meio de diversas expressões, como a leitura em voz alta, o bordado e a escrita crítica.

A coordenação é das professoras Neuma Cavalcante e Odalice de Castro e Silva, com organização de Lídia Barroso e Mylla Amaral, integrantes do Iluminuras.

INSCRIÇÕES – Os interessados devem enviar e-mail para acervodoescritorcearense@gmail.com, informando nome completo e telefone para contato. São ofertadas 30 vagas. As aulas têm início em 25 de março e ocorrem todas as sextas-feiras, das 14h às 17h, no auditório da Biblioteca de Ciências Humanas, localizada na área 1 do Centro de Humanidades (Av. da Universidade, 2683, Benfica). Ao fim do curso, será concedido certificado aos participantes.

Fonte: Mylla Amaral, organizadora do curso e bolsista do Grupo Iluminuras – fone: 85 99792 9267



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quarta-feira, 2 de março de 2016

J Udine Vasconcelos - SONETO DE PERDÃO.

 
J Udine Vasconcelos
1 de março às 14:32
 
SONETO DE PERDÃO.

Devemos perdoar "setenta vezes sete",
Diz o Senhor no Santo e divino Evangelho.
É um número simbólico, porém compete,
Irmão, a cada um de nós, perdoar-se ante o espelho...

Devemos perdoar, sim, infinitamente,
Aos diletos irmãos, porque quem perdoa, ama!
O perdão é um dom. Peça a Deus, em sua mente,
Essa dádiva plena de ardorosa chama,

Que há de incendiar a sua alma de santidade!
Quem perdoa comete um ato de caridade...
Todo ressentimento e dor se afastarão...

Teu ser ficará leve, sem ódio e peçonha.
Então, amigo, vive a vida em Amor, e sonha,
E sonha na Paz com o Deus da Salvação!

J. Udine - 11-09-2011.