Na Hipocrisia do mundo você se descobre,
e, se encontra, quando vive um grande amor
Vicente Alencar

quarta-feira, 29 de abril de 2020

ESPERANÇA E APREENSÃO Fortaleza, 8/4/20 Rui Martinho Rodrigues Publicado no jornal O Povo.


ESPERANÇA E APREENSÃO

Acontecimentos de grande impactos provocam transformações. O coronavirus abalou o mundo. Surgem esperanças e apreensões. Teremos um mundo mais solidário, mais proteção para os vulneráveis e mais cooperação internacional? Ou mais dominação, neocolonialismo para conter riscos transnacionais, mais clientelismo, mais poder para o Leviatã no vácuo provocado pela falência de outras formas de organização? Contrariamente, haverá a falência do Leviatã, a semelhança da queda do Império Romano? Poderes particulares se fortalecerão, de modo diferente, mas comparável ao advento do feudalismo?

O radicalmente novo é improvável. Transformações convivem com a preservação de parte do que havia antes, inclusive para se viabilizar, a exemplo Nova Economia Política de Vladimir Ilitch Lênin (1870 – 1924). Transitoriedade e mudança andam juntas. A revolução dos bichos, fábula de George Orwell (Eric Arthur Blair, 1903 – 1950), prometia o nivelamento social da forma que para José D’Assunção Barros (1967 – vivo), na obra “Igualdade e diferença”, seria igualdade de todos em tudo. O que fez, porém, foi o que Barros designa como igualdade de alguns em tudo, privilegiando os porcos. Transformações profundas e rápidas são revoluções. Começam como libertárias e instituem mais repressão e oligarquias conforme Milovam Djilas (1911 – 1995) denunciou na obra “A nova classe”. Castas dirigentes instituídas por revoluções, ao modo da nomenklatura soviética e da monarquia hereditária da Coreia do Norte, desnudam os descaminhos das revoluções e confirmam a lei de ferro da oligarquia, de Robert Merton (1910 – 2003).

A esperança depositada nos funcionários e políticos que pilotam o Estado é semelhante ao entusiasmo do seus antípodas. A ilusão do fim da heteronomia, da coercibilidade do ordenamento jurídico, para os que antegozam o desmoronamento do Estado, conforme o anarquismo, é semelhante ao sonho dos estatólatras. Não esqueçamos, todavia, que as mudanças poderão não ser tão profundas, nem permanentes ou agradáveis e há lugar para temores.

Fortaleza, 8/4/20

Rui Martinho Rodrigues

Publicado no jornal O Povo.

LEIA E PRESTIGIE OS AUTORES BRASILEIROS


terça-feira, 28 de abril de 2020

PREVÊ PARA PROVER Fortaleza, 1/4/20. Rui Martinho Rodrigues Publicado no focus.jor e no blog da ACLJ.


PREVÊ PARA PROVER

Nos primórdios da Admininstração Científica houve uma grande tomada de consciência, por parte de gestores, da necessidade de prever oportunidades e necessidades. Assim a provisão de meios para suprir as primeiras e aproveitar as últimas se torna possível. Sucede, todavia, que o passado é irrecuperável, o presente é fugidío e o futuro é inescrutável. A margem de imprevisibilidade pode, todavia, ser reduzida. Elaborar conjuntos de cenários possíveis e até prováveis pode orientar o planejamento. O dia em que a terra parou, de Raul Seixas (1945 – 1989) não estava entre os cenários de nenhum planejador no mundo. A surpresa, a gravidade da pandemia e a nova divisão internacional do trabalho produziram uma tragédia e desnudaram uma realidade negligenciada.

O Ministro da Saúde anunciou que 90% do material de uso hospitalar, no mundo inteiro, é produzido na China. Grande parte de insumos para a produção de fármacos procede da Índia. A dependência na área de artigos ligados aos problemas de saúde seriam os únicos cuja produção está tão concentrada geograficamente? Não. A indústria de eletrodomésticos, no Brasil, anunciou recentemente, a iminente paralisação da produção por falta de componentes fornecidos pela China, em razão das condições sanitárias da “Terra do Meio”, por ocasião do anúncio. O mundo aceitou uma enorme dependência em relação a um só país. A dependência será recíproca? Não. Os chineses dependem, em certa medida, do acesso ao mercado ocidental. Mas em situações de emergência fornecedores fazem mais falta do que consumidores. Registre-se, ainda, que a economia chinesa já tem um mercado interno considerável. Não é tão dependente de exportações.

A condição de maior fornecedor se soma à de maior cliente de minérios, soja, milho, proteína animal entre outros bens. A grande disponibilidade financeira dos chineses deu a Pequim a condição de figurar entre os maiores investidores e fontes de créditos, se não for o maior. Uma diplomacia que dispõe de tantos e tão valiosos trunfos é poderosa demais. Nem precisaria de poder militar, se o mundo não passa sem os seus componentes eletrônicos, material hospitalar e tantas outros ítens importantes, somados os créditos e investimentos. Fica difícil resistir aos desejos de um gigante tão poderoso.

Portugal e Grécia fizeram oposição, no seio da União Europeia, a tentativa de erguer barreiras contra certas práticas comerciais chinesesas. O representante português não fez segredo: Portugal foi socorrido pela China quando precisou. A Grécia falida cedeu um porto aos chineses e recebeu dinheiro. Sirilanca contraiu dívidas com a China. Não podendo pagar, nem suportar as condições de refinanciamento, aceitou a exigência do Credor: ceder um porto por 99 anos aos chineses, juntamente com uma área em torno do porto. Algo semelhante ao que o imperialismo britânico fez com a China no séc. XIX.

Como chegamos a uma situação tão vulnerável? Os capitais do mundo empreenderam, com apetite pantagruélico, a busca pelos “negócios da China”. O ocidente tornou-se pouco atraente. Carga tributária, sindicalismo combativo e outras preocupações afastaram os investidores. A China ofereceu a oportunidade de negócios sem tantos obstáculos. O estoicismo dos orientais proporcionou uma baixa propensão marginal ao consumo, conjugada com a propensão marginal a poupar elevada. O ocidente, dominado pelo hedonismo, com elevada propensão ao consumo e baixa propensão a poupar, contraiu dívidas difíceis de administrar. O declínio do ocidente, vaticinado por Oswald Splengar (1880 – 1936), desponta como uma possibilidade real e iminente, sem embargo da crítica que se pode fazer a tendência política do historiador citado.

Fortaleza, 1/4/20.

Rui Martinho Rodrigues

Publicado no focus.jor e no blog da ACLJ.

Cearenses podem receber ligação do IBGE: durante pandemia, coleta de dados será via telefone

Cearenses podem receber ligação do IBGE: durante pandemia, coleta de dados será via telefone


Com rotina ajustada ao isolamento social causado pelo COVID-19, as pesquisas do IBGE estão em campo de uma forma diferente: sem sair de casa. A suspensão da coleta presencial da PNAD Contínua, do IPCA e de outras pesquisas não vai interromper a divulgação de dados sobre emprego, inflação e muitos outros.
Desde o final de março, seguindo as orientações do Ministério da Saúde relacionadas ao quadro de emergência de saúde pública causado pelo novo coronavírus, as coletas de dados do IBGE estão sendo feitas remotamente, por telefone ou internet.
No entanto, parte da população, que faz parte da amostra consultada para a PNAD, está receosa em responder à pesquisa. No caso da PNAD, os agentes do IBGE ligam para o morador. Por isso, o IBGE disponibilizou canais que ajudam a identificar se o agente de pesquisa que ligou para o morador é mesmo do IBGE. O contato pode ser feito por:

- Telefone: 0800 721 8181; que atende ligações de celular e fixo
E-mail: ibge@ibge.gov.br

Em todos esses canais, o morador pode fazer a confirmação pelo nome, nº de matrícula, RG ou CPF do entrevistador.
Além disso, é importante lembrar que todos os dados fornecidos ao IBGE são sigilosos e utilizados apenas para fins estatísticos. Com as respostas da população às pesquisas, será possível retratar melhor o país e sua população, para elaboração de políticas públicas e planejamentos de investimentos públicos e privados.
Acompanhe os dados e informações do IBGE relacionadas ao COVID – 19 em https://covid19.ibge.gov.br/
Para saber mais sobre a coleta remota, acesse https://respondendo.ibge.gov.br/coleta-por-telefone.html


--
Supervisão de Documentação e Disseminação de InformaçõesUnidade Estadual do IBGE no Ceará
(85) 9 8806-7833 (Whatsapp) 

COLUNA DO VICENTE ALENCAR - EDIÇÃO Nº 1670 TERÇA-FEIRA, 28 DE ABRIL DE 2020

COLUNA DO VICENTE ALENCAR
EDIÇÃO Nº 1670
TERÇA-FEIRA, 28 DE ABRIL DE 2020
FORTALEZA - CEARÁ - NORDESTE - BRASIL
Colaboradores:
Assis Mendonça Neto.
Antonio de Alencar.
Jovino Nunes.
Ester Araújo.

LEMBRE-SE: CALÇADA NÃO É ESTACIONAMENTO!

O HOSPITAL DO DIABÉTICO PRECISA SER CRIADO EM
FORTALEZA PARA QUE TODOS OS PACIENTES DO CEARÁ SEJAM MELHOR CUIDADOS. DIABÉTICOS MORREM A MÍNGUA
EM NOSSA TERRA POIS NÃO TEM DINHEIRO PARA COMPRAR OS SEUS REMÉDIOS. 

QUEM GANHA SOMENTE UM SALÁRIO MÍNIMO NÃO PODE CUIDAR DA SAÚDE E ESTES REMÉDIOS QUE SE DIZ SÃO DISTRIBUIDOS PELOS GOVERNOS, NEM SEMPRE FUNCIONAM. O REMÉDIO SEMRE "ESTÁ FALTANDO...".
PENSEM NISSO!

FORTALEZA 
Aqui nasceram: 
Professor e Poeta Batista de Lima.
Professora e Poetisa Giselda Medeiros.
Engenheiro Carlos Mendonça Gomes.
Jornalista Cidrac Ratts.
Poetisa Oneida Pontes.

CEARÁ
Aqui nasceram:
Escritora Francinete Azevedo.
Jornalista Alfredo Sampaio.
Narrador Esportivo Carlos Fred.
Poeta Pereira de Albuquerque.
Escritora Ione Arruda.

.NORDESTE
Aqui nasceram:
Escritor José Augusto Bezerra.
Escritor Filgueiras Sampaio.
Radialista João de Medeiros Ramos.
Médico e Escritor José Maria Chaves.
Médico e Poeta Geraldo Bezerra.

BRASIL
Aqui nasceram:
Escritor Genuíno Sales.
Jornalista Edvar Costa.
Médico e Escritor Eurípedes Chaves.
Cantor Dílson Coelho.
Maestro Alberto Nepomuceno.

JORNALISTA NÃO PODE DIZER: "Estão falando que...".  ""Estão dizendo que os filhos do Presidente..." . "Não pode um Profissional de IMPRENSA  fazer isso. O Jornalista trabalha com o fato. Ou é, ou não é. 
Não se pode sair por aí fazendo declarações assim. Isso não é Jornalismo".
O conceito é antigo, Jornalismo é coisa seria. Por sinal sempre digo: Jornalista faz noticia, picareta faz fofoca".


ATENÇÃO MOTORISTAS:
Calçadas NÃO SÃO ESTACIONAMENTO.
Respeite o direito do pedestre, ele não pode ser prejudicado.

Hoje de 22 às 23 horas o Programa Vicente Alencar - Educação, Cultura e Esporte pela Rádio Assunção Cearense AM 620. Também no seu celular no seu tablet e no seu computador nos 5 Continentes. Não há distância que nos separe. Obrigado pela audiência. Graças a Deus temos 1 milhão de ouvintes.

"Parece que foi ontem" Programa do Radialista e Prefeito (Campos Sales) Moesio Loyola continua dominando a audiência no horário de zero hora as 4 da manhã. Todos são atendidos em seu gosto musical.

Médica e Escritora Vanessa Gomes de Morais com grandes planos - em que pese o momento que vivemos - para o Centro Cultural do Ceará.

Mulungu um dos municípios de melhor produção no Maciço de Baturité está verdinho, verdinho. O inverno vem sendo dos melhores no seu território deixando a todos felizes.

Alguns exagerados, quase imbecis e idiotas, aventaram a possibilidade de impichar o integro Presidente Jair Bolsonaro, um homem limpo, que tem condições de falar e fala o
que deseja e sabe.

Os esquerdistas e comunistas que continuam tentando infernizar o Brasil, criticando o Presidente JB, não se conformam com a derrota nas ultimas eleições.

Os Caras Lisas, mentirosos e safados que residem em Fortaleza, Ceará e nos demais Estados do Brasil, PREGAM A BURRICE A IGNORÂNCIA ENGANANDO OS menos inteligentes. E COMO TEMOS BOBÕES NO Brasil. Em todos os segmentos da Sociedade.

Os 57 milhões de votos recebidos pelo Presidente tiveram o destino certo e por isso mesmo o mais alto mandatario da Nação está ali forte e firme. 

O ex-Ministro Sérgio Moro, que, como Juiz Federal foi excelente, mas como Ministro da Justiça não foi tão bem, será investigado para que todos nós saibamos, se, as acusações feitas contra o Presidente JB são realmente verídicas.

Continua a expectativa de todos aqueles que fazem o futebol de salão do Ceará pela reforma o mais breve possível do Ginásio Aécio de Borba Vasconcelos, justa homenagem a um dos maiores desportistas do Ceará em todos  os tempos.

Atenção! Evite trafegar pela Rua Pereira Filgueiras em virtude do grande número de buracos em sua via. Também na mesma situação  a Avenida Visconde do Rio Branco.

Uma grave herança dos últimos Governos no Ceará. Tanto o da Capital como Estadual: passem pela calçada do antigo Cine São Luís após às 19 horas. Ali "residem" mais de 300 habitantes de rua. Todas as noites estão por lá. Confiram.

É preciso que o Ministerio da Saúde e o Presidente Jair Bolsonaro exijam dos Hospitais Publicos e Privados, um boletim diário, circulando as 18 horas, informando:

Quantos estão internados?
Quantos em estado grave?
Quantos foram recuperados?
Qual o número de mortes?

Infelizmente a IMPRENSA MARRON os Coveiros Sociais sómente divulgam o número de mortos, verdadeiras HIENAS prejudicando a população brasileira. Já pensaram nisso?

UMA PERGUNTA QUE MILHARES DE PESSOAS FAZEM:
É melhor ter um Presidente da República de língua solta, que diz o que quer e o que sabe ou um Presidente Ladrão?

MOTO - A MORTE SOBRE DUAS RODAS!

PS:-
Os cemitérios estão lotados de insubstituiveis!


LEIA E PRESTIGIE OS AUTORES BRASILEIROS:

LIVROS:

1 - JUAREZ BARROSO: O POETA DA CRÔNICA CANÇÃO.
Autora: Natercia Rocha.
Editado em 2018 pela Revista Substânsia.

2 - ALVORADA 
Autor: Antônio D'Ávila
Editado em 1963 pela Companhia
Editora Nacional.

3 - LÍNGUA PORTUGUESA - Antologia.
Autor: Aníbal Bruno.
Editado em 1943 pela Companhia Editora Nacional.

4 - MEMÓRIAS DE UM PROMOTOR
Autor: Bruno Maia.
Editado em 1981 pela Secretaria de Cultura e Desporto do Ceará.

5 - MUNICÍPIOS DO CEARÁ
Autor: Dorian Sampaio.
Editado pela Stylus Comunicações em 1990.

6 - ENSAIOS DE LITERATURA E CINEMA.
Autor: Régis Frota.
Publicado em 2011 pela Editora do Autor.

7 - PERSONALIDADES DO CEARÁ.
Autor: Luciano Diógenes.
Publicado em 2005  pela Tiprogresso.

8 - ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS - Históriae Acadêmicos.
Autor:José MueriloMaretins.
Publicado em 2013 pela Expressão Gráfica.

9 - ONDE ESTAVA JESUS DOS 13 AOS 30 ANOS?
Autor: Jeovah Mendes.
Editado pela IMPRECE em  2019.

10 - MOTE MIGRANTE
Autor: Paulo Camelo.
Publicado em 2019 pela Editora do Autor.

Escute, onde você estiver nos 5 Continentes:
PROGRAMA VICENTE ALENCAR - EDUCAÇÃO,
CULTURA E ESPORTE. 
Horário: 22 às 23 horas de Segunda a Sexta-Feira.
620 AM.
Também no celular, no tablet e na internet.
Não há distância que nos separe.

Não esqueça:
"... MELHORES DIAS VIRÃO".

A União Brasileira de Radialistas-UBR informa:

O BRASIL É O CELEIRO DO MUNDO.
Neste 2020 mesmo com todos os problemas que temos, a
nossa produção na AGRICULTURA tem a maior safra dos últimos 20 anos.

E aí esquerdopatas, que acham disso?

LEIA E PRESTIGIE OS AUTORES BRASILEIROS


segunda-feira, 27 de abril de 2020

O LABIRINTO DA CIÊNCIA - Fortaleza, 31/3/20. Rui Martinho Rodrigues. Publicado no blog da ACLJ.


O LABIRINTO DA CIÊNCIA

A instituição universitária tem origem medieval. Tem os genes do corporativismo de suas origens. Sobreviveu às transformações históricas, demonstrou versatilidade e resistência. Entre os séculos XV e XIX, porém, limitou-se a defender saberes estabelecidos com posturas dogmáticas. Posteriormente a riqueza e o poder sentiram agudamente a instrumentalidade do conhecimento válido. Letrados, peritos e escribas ganharam importância, conforme descreve Carl Wright Mills (1916 – 1962), na obra ‘A elite do poder”. Os três tipos citados são variações do intelectual, ou mais precisamente, seus precursores, conforme Raymond Arond (1905 – 1983), na obra “O ópio dos intelectuais”. Os feitos da Revolução Científica do séc. XVII, no campo das ciências da natureza, trouxeram prestígio para a ciência. As distinções entre diferentes ciências, porém, escapam ao grande público. Nem toda ciência “proíbe” resultados diversos de suas previsões, escapando ao teste de validação, que é a falseabilidade proposta por Karl Raymond Popper (1902 – 1994), na obra “Conjecturas e refutações”.

A validação percorre caminhos tortuosos. A ciência é o conhecimento mais confiável no campo fenomênico. Usufruir do prestígio que ela proporciona rende farta colheita. O adjetivo “científico” adquiriu status de vaca sagrada. A história do conhecimento científico, todavia, é um cemitério de erros. Quatro modelos de átomo se sucederam em aproximadamente duzentos anos. A queda de cada um deles é o enterro de um erro da ciência. O conhecimento avança corrigindo erros. Não por ser infalível. Nem sempre a validação do conhecimento é monolítica. A divergência é muito frequente na comunidade científica. A validação por ela nem sempre é cristalina.

O número de publicações sofre distorção do paradigma dominante, como assinala Thomas Samuel Kuhn (1922 – 1996), em “A estrutura das revoluções científicas” e pode atender a interesses de grupos. Artigos científicos podem ser devolvidos com a sugestão de que o autor cite fulano e sicrano, promovendo-os. Existe, ainda, o despreparo de alguns doutores. Eles nem sempre são doutos. A orientação acadêmica, já o dissemos no livro “Pesquisa Acadêmica” (está esgotado, não é propaganda), chega a recomendar um número mínimo e máximo de páginas para trabalhos científicos, ignorando a complexidade do objeto, a natureza do estudo, o estilo do autor e outros aspectos. C. W. Mills afirmou: o sociólogo que não for capaz de se expressar em até cento e cinquenta páginas não sabe o que quer dizer. Depois escreveu “A elite do poder”, com cerca de quatrocentas páginas. Consultores ad hoc avaliam bibliografias pelo ano da edição das obras citadas e recomendam a escolhas de objetos que estejam na moda. Livro sobre norma técnica já foi publicado com o título de metodologia científica por ignorar o que seja tal coisa.

Karl Emil Weber (1864 – 1920) discorreu sobre ciência como vocação, distinguindo ciência de política. Hoje prevalece o entendimento de que tudo é política. Certamente o é. Impende, todavia, discernir entre diferentes significados de política. Politizar problemas técnicos é um grave erro, como invocar em vão o nome da ciência pode ser uma farsa. Louis Althusser (1918 – 1990), após sair da prisão, negou que tivesse interesse em voltar ao meio universitário. Justificou desqualificando o ambiente acadêmico onde viveu e foi prestigiado. Não é um meio pior que a sociedade em geral, mas está longe de ser melhor. Isso vale para a política. Misturar as duas coisas é reunir os defeitos de ambas.

Fortaleza, 31/3/20.

Rui Martinho Rodrigues.

Publicado no blog da ACLJ.

REPOSTAGEM CPFOR - 20 de Maio de 2018

CLUBE DOS POETAS DE FORTALEZA - CPFOR
         Fundado em 06 de Outubro de 2000
      Acesso a Internet em 12 demaio de 2010
                  Fortaleza - Ceará - Brasil
 
 
        Domingo, 20 de Maio de 2018
        Reproduzido em 25 de Abril de 2020
        (Estamos todos em Casa, recordando dias passados
        em face da "Prisão Domiciliar" o que é lamentável!)
 
MENINO ARTISTA
João Gomes da Silveira
(Autor do livro POESIA PARA A GAROTADA)
 
Um menino artista
fez de jenipapo
um brinquedo bom,
um belo artefato.
 
Madeiro comum,
antes foi levado
ao sol e, ao fogo,
depois, sapecado.
 
Taco de madeira,
esculpido a mão,
virou peça d'arte,
mercê do artesão.
 
Arte fina, agora,
hábil bailarino, 
um pião cochila
na mão do menino.
 
Dança mais e mais,
pião, teu bailado,
na palma da mão
do guri levado.
 
Como bailarinas
dança bem, pião,
que teu dono, agora, 
virou artesão.
 
PASSARINHANDO
Luciano Maia
(Autor do livro ALDEA LONXANA).
 
À Mario Quintana, in memoriam.
 
Com um versosolar tu passarinhas
em branco voo a altura de um poema.
bisco encontrar nesse cenário as minhas
respostas ao intérmino problema
do engenho de tecer em poucas linhas
um rumo que supere esse dilema.
escuta sobre o muro as entrelinhas
cantando como grilos... depois rema
teu verso o lago azul da melodia
vinda, quem sabe, de um distante mar.
Mas, ao se aquietar na noite o dia
inventas novos versos a inspirar
a tua alma e em voo a poesia
volta, outraez, a te passarinhar.
 
 
LIBERDADE
Vicente Alencar
(Do livro POESIAS ENTRANDO PELA NOITE)
 
A liberdade de criar 
pertence ao coração.
 
Ele chama, conversa, 
dita o que quer
e o que deseja.
 
Todo o seu corpo 
atende ao chamado.
 
Ali, naquele momento
és apenas um ser
que ama.
 
Nada impedirá
seus pensamentos,
sua paixão,
o seu conforto de querer.
 
A liberade de criar
faz teu coração dizer
tudo o que quer.
 
E você se encanta
e até se espanta
com tanto amor.
 
 
FUGA NECESSÁRIA
Marcio Catunda
(Autor do livro SINTAXE DO TEMPO)
 
Como fazer para que não percebam
que conheço as psicose deles?
Como suportá-los,  sem que eu me torne um deles?
Como não me confundir com a doidice deles?
Como não revelar as nossas difereenças indiscretamente?
Como adaptar-me à pontualidade absoluta?
À subserviência da arte de dizer sempre sim?
À hipocrisdia ridente em nome de interesses espurios?
 
 
A TELA
Ubiratan Aguiar
(Autor do livro PASSAGEIRO DFO TEMPO)
 
A tela é vida em cores,
no movimento dfos traços,
feitos por pincéis e braços,
assinalando a visão dos autores.
 
A tela retrata amores,
no agasalho dos regaços,
fantasiando os espaços,
no clarão dos refletores.
 
Assim colocadas em exposição,
o artista póe alma e coração,
suas alegrias e conquistas.
 
A origem do ser, da criatura,
numa lição viva de cultura,
na leitura dos galeristas.
 
 
SOMBRA DE MIM MESMO
Eduardo Fontes
(Autor do livro DEVANEIOS)
 
Ontem, eu era
um menino valente,
um menino sonhador
de olhosa postos no céu,
e na natureza!...
 
Nas lagoas refletindo
o sol e as estrelas!
 
Esbelto no seu cavalo,
sem cabresto,
na sua bicicleta sem freios,
na sua coragem sem receios...
 
Hoje, sou uma sombra
de mim mesmo -
covarde a esmo,
sem brinquedo,
sem grandeza,
pensando na morte
mais que na vida -
uma sombra de mesmo!...
 
"A Poesia é uma mensagem do coração" (Jornalista Vicente 
Alencar).

Nosso Contato:
Jornalista e Radialista Vicente Alencar: