Na Hipocrisia do mundo você se descobre,
e, se encontra, quando vive um grande amor
Vicente Alencar

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

CRIME E POLÍTICA CRIMINAL. - Rui Martinho Rodrigues.


CRIME E POLÍTICA CRIMINAL.
Edmar Santos nos brindou com uma instigante reflexão sobre conceitos antigos e dominantes. O tema foi o crime e a política criminal. Analisou o maximalismo penal, abordando a “prisão em massa” em razão da “criminalização dos despossuídos” e o aumento da população carcerária; as condições da vida nos cárceres, realmente transformados em centros de recrutamento, aperfeiçoamente, comando, controle e coordenação do crime.
O Direito Penal máximo encontra receptividade junto a gente simples. Universidades, imprensa, juristas, judiciário não são tão propensos ao modo draconiano de tratar o crime. Somos um dos raros – senão o único país do mundo no qual uma condenação até quatro anos de prisão não leva à reclusão, ensejando formas mais brandas de punição. Temos quatro instâncias recursais ofertadas à defesa do réu e infinitos recursos. O Judiciário é tolerante com recursos procrastinatórios. Temos prescrição da pretensão punitiva e da pretensão executória da pena, com prazos mais exíguos do que na maioria dos países. Temos visita íntima aos encarcerados (países mais desenvolvidos não permitem contato direto entre condenados e visitantes). A primariedade dos condenados é restabelecida cinco após o cumprimento da condenação. Não temos pena de morte, perpétua, mutiladora nem infamante. Só temos sanção restritiva de liberdade, pecuniária e restritiva de direitos. A execução da sanção não pode passar de trinta anos. Temos progressão do regime de execução submetida a critérios mais benevolentes do que no Direito britânico, japonês e de tantos outros países desenvolvidos. Nada disso é Direito Penal draconiano.
Leis incriminadoras, encarceradoras, majorando penas têm se multiplicado. A gravidade da sanção não é importante para a dissuasão do crime. A certeza da aplicação da pena é que tem esse efeito, bem o disse Edmar Santos. Temos, porém, uma parcela ínfima de crimes esclarecidos e punidos. Logo, temos impunidade, não temos “prisão em massa”. Não se prendem todos os suspeitos, acusados ou condenados, nem sequer a maioria deles. Há milhares de mandados de prisão em aberto. Inúmeros criminosos contumazes convivem livremente com a população.
Temos uma grande e crescente população carcerária e, por força de velhos conceitos hegemônicos que precisam ser repensados, como bem o disse Edmar Santos, não olhamos para a profunda e abrupta revolução dos custumes. A perda de referências partilhadas, a banalização dos mores, o desprestígio dos agentes tradicionais de controle social, como pais, professores, clérigos e os mais velhos em geral deixou o Estado como o único agente de controle das condutas antissociais. Logo, não é surpresa que haja aumento da população carcerária. Mais condutas antissociais levam ao crescimento do número de presos ou à impunidade. Temos as duas coisas. Uma parcela da opinião pública, dos policiais, do Ministério Público e da magistratura tende para o punitivismo em razão da elevada criminalidade.
As condições de vida nas penitenciárias são calamitosas. Melhorar a situação dos apenados é uma reivindicação justa, mas exige recursos. De onde tirá-los? Da educação, segurança pública, serviços de saúde ou infraestrutura logística? A boa gestão dos presídos poderá melhorar a situação. Aperfeiçoamentos na lei de execução penal poderiam contribuir para impedir que as penitenciárias sejam centros de administração do crime.
A condição social dos apenados é posta, no primoroso artigo de Edmar Santos, como própria dos excluídos, usando a categoria classe social e econômica como unidade de análise. Acertadamente, porém, propõe que remodelemos antigos conceitos. A categoria de análise “classe” é uma das antigas concepções hegemônicas que precisam ser repensadas, conforme sugere Edmar Sntos. A teoria de estratificação invocada por Edmar Santos, inspirada em Karl Heirinch Marx (1818 – 1883) é dicotômica, divide a sociedade, com toda a sua diversidade e complexidade, em apenas dois grupos: “despossuídos” e “possuidores”, ou “exploradores” e “explorados”, “oprimidos” e “opressores”. Cada um destes grupos seria internamente homogêneo. Despossuídos seriam um conjunto de pessoas semelhantes no essencial, por força de suas condições materiais. A inserção confessional, geracional, étnica, comportamental ou cultural é considerada epifenominal.
Os integrantes de classes distintas seriam diferentes no essencial. Não importa que o índice de suicidios, orientação sexual, filiação confessional, dissolução conjugal, uso de drogas lícita e ilícitas seja comum a ambas as classes. As condições materiais determinam, sim, diferenças do que depende da capacidade aquisitiva. “Oprimidos” e “opressores” usam drogas lícitas e ilícitas. Uns consomem drogas de menor preço, outros as mais caras. Ambos têm a mesma diversidade de orientação sexual, mas satisfazem-nas em lugares diferenciados pelo preço; praticam crimes, mas a espécie de delitos varia conforme a oportunidade oferecida pela posição social. Grandes empresários e políticos (opressores) fazem fraude em licitação. “Oprimidos” assaltam a mão armada, ops, nem todos, em ambos os grupos. Esta é uma teoria de estratificação social baseada na origem da renda (capital ou trabalho) e é reducionista, como demonstrado.
Outra teoria das classes, inspirada em Karl Emil Maximilian Weber (1856 – 1920), considera a quantidade de renda como critério de distinção das classes. Assim não teríamos apenas duas classes, mas uma segmentação do tipo A, B, C, D e E. Esta reconhece que as possibilidades financeiras determinam condições de vida material, sem atribuir a orientação sexual, a dissolução conjugal, o uso de drogas, as práticas delitivas, o índice de suicídio ou as ideias políticas às classes. Escapa do reducionismo e é a teoria usada nas pesquisas eleitorais, mercadológicas e etc. Afinal o dinheiro vindo do capital ou do trabalho, quando nas mesmas quantidades, compra as mesmas coisas. Um assalariado bem remunerado, como artistas, atletas e técnicos desfrutam das mesmas benesses de quem tem ganhos de capital. A estratificação pela origem da renda, dicotômica, separando “opressores” de “oprimidos” serve para discurso de protesto. Não é usada nas pesquisas. A maioria dos presos é pobre porque o tipo de crime que eles praticam é mais fácil de investigar e lhes faltam bons defensores.
Edmar Santos tem razãoquando diz que precisamos repensar os velhos conceitos hegemônicos. Acrescentemos: a começar pela estratificação baseada na origem da renda, embora quem assim procede possa tornar-se estigmatizado, receba rótulos pejorativos, perca a condição de membro da inteligentsia e o status de superioridade moral de quem diz “espelho meu, espelho meu, quem é mais generoso do eu, que defendo os oprimidos”?
Não importa que o “sistema explorador”, desde que foi itroduzido no mundo, seguindo a esteira da modernidade, tenha aumentado os anos de escolaridade, os anos de vida, o desenvolvmento da ciência e tecnologia, criado sistemas de assistência social, expulsado o escravismo para o crime, dado proteção às minorias e melhorado todos os indicadores de qualidade de vida.
Fortaleza, 21-1-19.
Rui Martinho Rodrigues.

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

PAREIDOLIAS - 21 de Janeiro de 2019

SOCIEDADE DE CULTURA
LATINA DO BRASIL - SCLB
Regional do Ceará 
INSTALADA EM FORTALEZA
EM 15 DE ABRIL DE 2004


21 de Janeiro de 2019

PAREIDOLIAS
O presidente da Academia Cearense de Médicos    Escritores-ACEMES, Professor José Maria Chaves está convidando para a palestra do Professor Paulo Gurgel, que se realizará À NOITE DE HOJE, DIA 21, ÀS 19 HORAS E 30 MINUTOS.

Acontecerá no auditório do Núcleo de Obesos do
Ceará - Av. Antonio Sales, 1540, olhando para o Carrefour.

O Professor Paulo Gurgel discorrerá sobre PAREIDOLIAS,
que chama a atenção pelo titulo e pelo tema. Todos os seus amigos, conhecidos, alunos e ex-alunos são convidados.

GONZAGA MOTA
ex-Governador do Estado e Professor da Universidade Federal do Ceará, atualmente Livreiro - Rua Beni Carvalho, 159 - Conjunto 104 -
está convidando para o lançamento de seu livro MEUS POEMAS ILUSTRADOS.

A noitada de autografos ocorrerá entre 18 e 21 horas na Livraria Benfica, que se localiza no Shopping Benfica, Av. Carapinima, 2.200.

Exatamente na QUINTA-FEIRA, dia 14 de Fevereiro. Poetas, Escritores, Amigos, conhecidos,Professores, alunos e ex-alunos de Gonzaga, são convidados para o evento.

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Indicação de cordelista para a Comenda Patativa do Assaré 2019 da SECULT

Caros confrades e confreiras,
Comunico que fiz a indicação do cordelista Luís Carlos Rolim de Castro - LUCAROCAS - para receber a Comenda Patativa do Assaré 2019, promoção da Secretaria de Cultura do Ceará.
Lucarocas vem contribuindo, de forma marcante, para a valorização da cultura popular do Ceará e do Nordeste, levando a muitos municípios dessa região a sua arte e o seu talento. Os companheiros da Academia Fortalezense de Letras tiveram a oportunidade de ouvir a brilhante exposição do poeta LUCAROCAS, na Oficina do III LITERAR, Grupo D, coordenado pelas confreiras Rita de Cássia e  Maria da Graça, em 16/09/2017, sob o tema "Cordel: a importância do cordel, a rima, os repentistas, a temática nordestina".
Além do mais, coincidentemente LUCAROCAS ocupa a Cadeira n.º 11, da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza, cujo patrono é Patativa do Assaré.
Desejo a todos um bom domingo.
Abraços,
Seridião Correia Montenegro
Presidente da AFL

SOAMARCE 005/2019


PRINCÍPIO DE INCÊNDIO NA FRAGATA RADEMAKER 
Um princípio de incêndio na Fragata Rademaker, causou intoxicação em pelo menos 20 pessoas, de acordo com informações dos bombeiros. O navio faz parte da Operação Aspirantex 2019 e está atracado no porto de Itajaí com outras embarcações. As vítimas foram atingidas pela fumaça tóxica emanada do incêndio e logo foram atendidas ou encaminhadas para atendimento hospitalar, conforme o grau de intoxicação. Informações não confirmadas dizem que o incêndio aconteceu na  cozinha da embarcação.            
A Operação Aspirantex 2019 tem duração de 20 dias, e visitação pública prevista nos portos de Montevidéu, no Uruguai, Rio Grande, Itajaí e Paranaguá. Em Itajaí há três navios da operação atracados. Além da fragata 
Rademaker, há uma embarcação no píer turístico e outra na Delegacia da Capitania dos Portos.                                                  Fonte: Poder e Naval 

REINAUGURAÇÃO DO PRÉDIO DO DEPARTAMENTO DE INTENDÊNCIA DA EAMCE 

No dia 16 de janeiro de 2018 foi realizada na Escola de Aprendizes Marinheiros do Ceará, a cerimônia de reinauguração do prédio do 
Departamento de Intendência, com a presença do Deputado Federal Francisco Lopes da Silva, autor da emenda parlamentar que viabilizou o recurso orçamentário para a realização da referida obra. A Emenda 

Parlamentar foi aplicada em face da urgente necessidade de recuperação, principalmente do telhado do prédio, cuja estrutura estava completamente comprometida pela ação do tempo. A obra, que durou cerca de 03 meses, consistiu na substituição do madeiramento e cobertura de telhas, além da modernização do sistema elétrico, pintura geral e aquisição de mobiliário. 
Na ocasião, o Deputado falou sobre sua admiração pela Marinha, que remonta aos tempos de infância, quando sua família morava num Sítio em frente a EAMCE, e quando sua mãe, exercendo a simples profissão de lavadeira, se fazia muito agradecida quando chegava navio da Marinha no porto, quando então era convocada para lavar e passar as roupas dos marinheiros.                                    Fonte: EAMCE 

CAPITANIA DOS PORTOS DO CEARÁ DIVULGA O CALENDÁRIO PARA O EXAME DE CAPITÃO AMADOR I/2019 
A licença de Capitão Amador é concedida a maiores de 18 anos, que já possuam a Carteira de Mestre Amador e foram aprovados no exame de 
Capitão Amador, permitindo a condução de embarcações a vela ou a motor em mar aberto, sem limites geográficos. As provas para habilitação de Capitão Amador no Brasil acontecem duas vezes por ano – Abril e Outubro – e são realizadas nas Delegacias e Capitanias dos Portos. A Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos do Ceará divulgou o calendário para a realização do exame em 2019, conforme a seguir: 
 - Inscrições para o exame 15/JAN a 15/FEV/2019; 
- Aplicação do exame: 24/ABR/2019 as 14:00h (horário de Brasília); 
- Divulgação dos resultados: até 17/JUN/2019 e 
- Instruções gerais, programa do exame e referências bibliográficas constantes do anexo 5-A da NORMAM 03/2005. 
Para maiores informações, contatar o Setor de Habilitação e 
Embarcações da Capitania dos portos do Ceará.                          Fonte: CPCE 

IBDL 21/01/2019

INSTITUTO BRASILEIRO DE DIVULGAÇÃO LITERÁRIA      
                                     Criado em 01 de Março de 2009
                                      e-mail: institutobdl@gmail.com
                               NOSSOS VALORES PARA O MUNDO
                                     FORTALEZA - CEARÁ - BRASIL
                                  Consultor: Jornalista Vicente Alencar.
                                e-mail: vicentealencar25@yahoo.com.br
                                   
   
21 de Janeiro de 2019. 


1 - O Presidente Seridião Montenegro da Academia Fortalezense de Letras apresentou  o nome do escritor LUCAROCAS - Luis Carlos Rolim de Castro para concorrer ao Prêmio Patativa do Assaré, promoção das Secretaria de Cultura do Estado. 

2 - A Cultive Litterature Art Solidarite, organização cultural que tem sede em Geneve, na Suiça, anunciando promoção - Antologia - que contará com  nomes de poetas e escritores brasileiros.

3 - O Professor e Cientista Político Rui Martinho
Rodrigues, Presidente de Honra da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo-ACLJ, foi homenageado em Lavras da Mangabeira, com a Medalha Fideralina Augusto Lima, o mais representativo destaque feminino daquela cidade sul-caririense.

4 -  A solenidade realizou-se na última sexta-feira na Câmara Municipal de Várzea Alegre, com a ACLJ sendo representada pelo Presidente Reginaldo Vasconcelos e pelo Advogado Adriano Vasconcelos.

5 - Um dos últimos livros do Professor Rui Martinho Rodrigues intitula-se Fideralina Augusto Lima -  Política, Papeis Sociais, Parentesco e Educação, onde situa a Patrona do Município
como a principal figura de sua época.

CALÇADA NÃO É ESTACIONAMENTO - RESPEITEM O DIREITO DOS PEDESTRES!

6 - Encontra-se em Fortaleza em viagem de férias 
o Professor Bastos Freitas, da Academia Maranhense de Ciências e primeiro Reitor da
Universidade do Maranhão, acompanhado de sua mulher Cléia.

7 - O Coral da Unimed que se destaca nas apresentações em Fortaleza, esteve sábado no Gran Marquise, enriquecendo a solenidade de posse da nova Diretoria da Sociedade


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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

COMO É BOM CONHECER O QUE É BOM (Vicente Alencar)


Sugerir é pouco; eu diria que é importante ler o texto, porque além de ser de graça, tem o meu testemunho, pois já cheguei aos meus 90, e ainda continuo seguindo essas belas lições!
Boa noite
Chico Pontes 


Regina Brett, tem  90 anos de idade. Assina uma coluna no The Plain Dealer, Cleveland, Ohio.

Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi.

Meu hidrômetro passou dos 90 em agosto, portanto  aqui vai a coluna mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno.

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente.  Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.

5. Pague o total seus cartões de crédito, nunca o mínimo.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

8. É bom ficar bravo com Deus Ele pode suportar isso.

9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.

10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.

11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.

14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria ter entrado nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.

16. Respire fundo. Isso acalma a mente.

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.

20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic.  Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.

23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.

26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras:  'Em cinco anos, isto importará?'

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todo mundo.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.

31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

33. Acredite em milagres.

34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

36. Envelhecer ganha da alternativa morrer jovem.

37. Suas crianças têm apenas uma infância.

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.

39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos  nossos mesmos problemas de volta.

41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor ainda está por vir.

43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.

44. Produza!

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

CRIME E LEI - Rui Martinho Rodrigues.


CRIME E LEI
Criminalidade elevada, com o controle de território e capacidade de impor normas de conduta é insuportável. O despejo de famílias de suas residências por bandidos é controle territorial. A exigência de usar os faróis a meia luz, com os vidros abaixados e a proibição de certos crimes é imposição de normas pelas facções. Discute-se agravar penas, criar novos tipos penais, executar a lei com mais rigor, promover a cultura de paz, políticas sociais compensatórias, aumentar efetivos das polícias militares; maior presença do Estado.
Agravar penas e criar tipos penais não tem impacto. A impunidade não decorre das penas suaves, mas da não aplicação da lei. Há estados em que apenas oito porcento dos crimes são esclarecidos. Por mais severa que seja a lei não terá efeito se não for aplicada. As diferenças profundas nos índices de criminalidade entre estados com as mesmas leis revelam que agravá-las não terá a efetividade que muitos esperam.
A criminalidade sofre influência da cultura e da formação histórica e pode ser afetada por mudanças culturais abruptas. Mas os diferentes índices de criminalidade entre Estados semelhantes sugerem que este fator não é tão relevante quanto outras variáveis que podem exercer controle sobre ele. Pode-se dizer o mesmo relativamente à desigualdade social, escolaridade e pobreza.
Aumento de efetivos das polícias militares, melhorar o seu equipamento e aperfeiçoar o recrutamento, seleção e treinamento é uma necessidade óbvia. Promover o desfile de viaturas com sirenes ligadas é providência de alcance duvidoso. A carência das políciais civis, que deveriam promover a coleta de provas para o Ministério Público embasar a denúncia e o Judiciário condenar leva a impunidade e ao fracasso dos investimentos nas polícias militares.
A presença do Estado tem eficácia. Rua esburacada, lixo acumulado são fatores aparentemente alheios à criminalidade, mas passam a ideia de abandomo e encorajam a criminalidade. O Estado não alcançará os criminosos se não consegue recolher o lixo e tapar buracos das ruas, seguindo a lógica da teoria da janela quebrada.
A vitimização de criminosos contraria os fatos. Empresários e políticos praticam crimes. A pobreza modifica a espécie de crime, não a tendência criminosa. A maioria dos pobres é honesta. A vitimização do delinquente estimula o crime, legitimando-o.
O abolicionismo das penas acusa a norma penal de ser vingança. É um erro. O ato de punir é uma reafirmação de valores, protegendo o bem jurídico tutelado. Matar é crime para reafirmar o valor vida. A norma penal é uma reprovação moral aos fatos que lesionam bem jurídicos valorados positivamente. Direito é fato, valor e norma (Miguel Reale, 1910 – 2006). A sanção penal deve ser a ultima ratio, pois se tudo é crime judicializam-se as relações sociais; restringe-se o espaço da licitude (liberdade negocial); exacerba-se o controle social. O endurecimento da lei terá maior efeito no campo da execução penal, por incidir no delinquente identificado e julgado, não sofrendo a falta de esclarecimento da autoria dos delitos. A legislação de Dracon foi tolerada em momento conturbado, mas durou pouco. Temos rigorosos instrumentos constitucionais de aplicação transitória e a sitação é calamitosa. Resta o problema da gestão da segurança pública, sem a qual nenhuma medida terá eficácia.
Fortaleza, 16/ 01/19.
Rui Martinho Rodrigues.