CLUBE DOS POETAS DE FORTALEZA
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022
C. POETAS Ed. de 03.02.2022 5a feira
Crédito evitou falência de micro e pequenas empresas durante pandemia, destaca pesquisa do Etene
Crédito evitou falência de micro e pequenas empresas durante pandemia, destaca pesquisa do Etene
Estudo realizado pelo Banco do Nordeste indica que empresas recorreram ao crédito e evitaram demissão em massa de pessoal
Fortaleza (CE), 03 de fevereiro de 2022 - Levantamento feito pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste, apontou que as micro e pequenas empresas que obtiveram crédito durante a pandemia de covid-19 conseguiram sobreviver à crise econômica. Segundo a pesquisa, o crédito fez frente à queda no faturamento que atingiu 52,3% dessas empresas. O percentual de empresas que foram levadas à dispensa de pessoal para equilibrar contas foi de 26,2%. Nenhuma das empresas consultadas e que receberam crédito encerrou suas atividades.
Para a coordenadora de estudos e pesquisas do Etene, Maria Inez Simões Sales, foi possível perceber que o crédito bancário formal ganhou muito mais importância durante o cenário de pandemia. em 2020, no auge da primeira onda, houve um crescimento de 21,8% na demanda pelo crédito para pessoa jurídica, segundo dados do Banco Central. “Em uma pesquisa anterior, realizada pelo BNB em 2019, cerca de 73% disseram que o crédito havia gerado impactos positivos para o empreendimento. Nessa pesquisa agora, 93% reconhecem a importância do crédito para manutenção do negócio. Então vemos uma forte demanda e consequente incremento das contratações devido às dificuldades”, informa.
Outra demonstração da importância do crédito foi que, mesmo com a queda das vendas, que afetou 48,4% dos empreendimentos, e da redução de 39,5% da quantidade de clientes, não houve impacto no patrimônio de 63,4% das empresas que recorreram a financiamentos
Soluções para manutenção dos negócios
De acordo com os dados divulgados pelo Etene, cerca de 71% das empresas da pesquisa possuíam, na data da pesquisa, até 10 funcionários, sendo que 46,3% adotaram alguma medida governamental para manutenção de empregos. A redução da jornada de trabalho foi a solução mais adotada, 31,9%.
O fechamento temporário para 34,3% representou, em média, 41 dias sem atividade. Pouco mais de 17% fecharam mais de uma vez, com média de 71 dias.
Apesar do cenário desfavorável para as micro e pequenas empresas, quase metade das empresas (49,5%) realizaram investimentos no período, principalmente em máquinas e equipamentos.
A pesquisa de campo coletou dados em junho de 2021 com uma amostragem de 382 clientes de forma representativa da população de clientes do BNB pertencentes ao segmento de micro e pequenas empresas (MPE). O grau de confiança da pesquisa é de 95%.
IMPRENSA - Banco do Nordeste
(85) 3299-3149 / (85) 9 9965-0339
NÃO VOTE - 03.02.2022
03.02.2022
PENSE 03/02/2022
03 DE FEVEREIRO DE 2022
É BOM SABER - 03.02.2022
"Os desonestos no Brasil trabalham intensamente para prejudicar os milhares de honestos que existem m nosso país"
(Poeta Antônio de Fortaleza).
A RUA ONDE MORO - Antonio de Albuquerque Sousa Filho
A RUA ONDE MORO
Estamos completando 50 anos (1972) de vivência, na casa onde moramos. Quando aqui chegamos tudo era diferente. A Construtora Mota Machado havia construído um conjunto de vinte e duas casas, que ocupava uma quadra. As casas apresentavam fachadas diferenciadas, situadas em terrenos de dimensões varias, eram recuadas e possuíam um pequeno quintal. Todas as casas tinham muro baixo na frente, portão para carros, terraços e entrada lateral. Foram construídas com tijolos brancos, cobertura de telhas de barro e/ou amianto, pisos de taco e ladrilho vermelho, portas e janelas de madeiras.
A rua tinha sua pavimentação com pedras toscas, precária iluminação pública, não havia sistema de esgoto público (cada casa tinha uma fossa na parte da frente do terreno), a água encanada não tinha força para subir para as caixas de águas das residências, obrigando a construção de cacimbas nas moradias. A movimentação de veículos na rua era mínima. No entorno das residências não havia serviços médicos, hospitalares, supermercados, farmácias, restaurantes, oficinas de consertos gerais ou postos de serviços públicos. As necessidades mais imediatas, eram cobertas por algumas mercearias.
Na frente de nossa casa, havia um sítio com mangueiras, cajueiros, coqueiros, ateiras e plantio de mandioca. Existia uma casa de taipa, tendo como moradores um casal e cuja mulher vinha vender nas casas frutas tiradas diretamente das fruteiras. A vizinhança costumava ser despertada pelo som de jumentos, galos e galinhas.
Os vizinhos das casas se conheciam, se visitavam e trocavam favores. As crianças brincavam juntas, jogavam bola na rua e muitos estudavam no mesmo colégio. Vendedores de peixes, de redes, de vassouras, de utensílios caseiros passavam sempre pela rua. A segurança na redondeza não apresentava problemas, mas na maioria das casas haviam cachorros. Os fortes ventos provenientes da brisa da praia do futuro chegavam até as nossas casas (não existia as barreiras dos prédios de apartamentos), proporcionando um clima ameno e agradável.
A rua foi asfaltada, aumentou substancialmente o movimento de carros, a iluminação pública tornou-se moderna, o sistema de esgotou chegou, assim como a água da CAGECE possibilitou chegar com força nas caixas de água das casas e prédios existentes, a insegurança tornou-se constante, as casas e prédios elevaram seus muros, surgiram hospitais, shoppings, farmácias, escritórios de serviços de saúde, oficinas mecânicas e colégios. O sitio desapareceu, suas árvores foram cortadas e arrancadas, construídos vários edifícios residenciais.
Das vinte e duas residências, resta apenas a nossa casa. As demais construções tornaram-se clinicas médicas, salões de beleza, oficinas mecânicas e alguns prédios residenciais. Sumiram vizinhos, sossego, vendedores de rua (exceto o vendedor de vassouras) e o clima agradável.
Todavia, morar em casa ainda apresenta vantagens, principalmente em tempos de pandemia.
A rua onde moro é a Fonseca Lobo, na Aldeota.
Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais é debatida no TRE-CE
Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais é debatida no TRE-CE
O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) realizou nessa terça-feira, 1º/2, o seminário Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e Eleições. O evento, coordenado pela Escola Judiciária Eleitoral, serviu para difusão de conhecimentos sobre a LGPD (Lei nº 13.709/2018) entre os(as) servidores(as) do Tribunal e o público em geral para aplicação nas eleições de 2022.
O presidente do TRE, desembargador Inacio de Alencar Cortez Neto, fez a abertura do evento, que teve cerca de 150 participantes. Ele destacou que a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais "afeta todas as pessoas, seja como indivíduos ou instituição, bem como exige do operador da lei um conhecimento embasado em situações práticas do cotidiano dos órgãos públicos, sendo necessário, portanto, capacitar o quadro funcional desta justiça especializada".
O seminário abordou aspectos da aplicação da LGPD no contexto brasileiro e a importância da atuação em parceria da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e a Justiça Eleitoral, parceria que já resultou inclusive na publicação do Guia Orientativo Aplicação da Lei de Proteção de Dados Pessoais em janeiro deste ano.
Implicações da divulgação e utilização de dados pessoais nas eleições
O palestrante Alisson Possa, professor e advogado da área de Direito Cibernético, tratou da sensível relação entre a divulgação de dados pessoais e o direcionamento de notícias e ideias por partidos políticos e candidatos ao eleitorado. Possa relembrou o emblemático caso da Cambridge Analytica, empresa de análise de dados e comunicação estratégica voltada para eleições sediada nos Estados Unidos. A empresa ficou bastante conhecida em 2016, quando atuou decisivamente nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.
"Foi a primeira vez em que as redes sociais influenciaram diretamente o processo democrático.(...) e [cresceram] as discussões sobre os limites de coleta e utilização de dados pessoais por empresas privadas e a sua utilização no contexto eleitoral", relata.
A advogado explicou que "principalmente depois de 2016, as redes sociais se tornaram grandes ferramentas para se chegar aos eleitores que estão sujeitos a aceitar uma determinada proposta que aquele candidato ou partido defende. Então, pensando nesse modelo de funcionamento sobre como os partidos e candidatos começaram a ver na internet um meio muito importante para se chegar aos eleitores, a gente começa a falar de proteção de dados".
Já o presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/CE, Fernandes Neto, ressaltou: "O paradoxo desta realidade sem volta, é que as informações coletadas, não provieram de agências de informação públicas (serviços secretos) ou privadas. Os bancos de dados, partiram da informação gratuita, voluntária e permanente que a sociedade confessional realizou ou realiza, todos os dias, nas suas postagens, inclusive com geolocalização.".
Fernandes Neto também avaliou: "A Justiça Eleitoral já vem acumulando uma certa expertise, mas sempre aquém da tecnologia, no trato das redes sociais e aplicativos desde das eleições passadas (2014, 2016, 2018, 2020), em especial na eleição de 2018, onde o uso da inteligência artificial (redes de robôs) restou patente. Quando o mundo se voltava para as redes sociais, os aplicativos de comunicação (Whatsapp) que foram predominantes no Brasil.".
A chefe da Seção de Normas e Jurisprudência de Pessoal (Senop) do TRE-CE, Ingrid Eduardo Macedo Barboza, foi a terceira palestrante do seminário. Ela destacou as medidas que a Justiça Eleitoral vem tomando para a aplicação da LGPD, de forma a equilibrar a obrigação de transparência da Administração Pública e a necessidade de resguardar informações pessoais: "adequação dos sistemas, formulários, normativos e aplicativos, adaptação da política de privacidade, com definições do fluxo e duração do tratamento, adequação de contratos, convênios e acordos de cooperação técnica, padronização de procedimentos e a realização de eventos como este para a capacitação de magistrados e servidores".
Ingrid Eduardo enumerou também diversos normativos, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do TSE, que tratam da aplicabilidade da LGPD. E ponderou: "Foi observado que, nas eleições de 2018, a Justiça Eleitoral teve muita dificuldade para enfrentar o bombardeio de fake news. A partir dessa experiência, é preciso se antecipar e se municiar de ferramentas para que o pleito de 2022 seja realizado com a garantia da tutela dos dados pessoais dos eleitores.".
Iniciativa do TRE-CE
O seminário Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e Eleições foi organizado pela Escola Judiciária Eleitoral do TRE-CE em parceria com a Corregedoria Regional Eleitoral e a Ouvidoria Regional Eleitoral. O evento, conduzido pelo ouvidor regional eleitoral, David Sombra Peixoto, teve formato híbrido, ocorrendo na sala de sessões do Tribunal e sendo transmitido ao vivo pelo Canal do TRE-CE, no YouTube.
A palestra contou com recursos assistivos de audiodescrição e de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os(As) participantes puderam acessar os recursos pelo canal do YouTube, bem como por uma sala de audiodescrição no Google Meet.
COLUNA DO VICENTE ALENCAR Edição nº 3009 5a feira 03 de fevereiro de 2022
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SOBRE A CALÇADA.
RÁDIO GUARANI DE FORTALEZA
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