quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022
CLUBE POETAS Edição de 02.02.2022 PAULA NEY
Lição de Ulisses Guimarães Gonzaga Mota
Lição de Ulisses Guimarães
Tive a honra de conhecer pessoalmente o Dr. Ulisses Guimarães no ano de 1983. Governava o Estado do Ceará e o recebi em meu gabinete no Palácio da Abolição. Tanto ele quanto eu, externamos naquele momento sentimentos claros e fortes de brasilidade. Por sua vez, em 1984, tive a oportunidade de me reunir várias vezes com o Dr. Ulisses para conversarmos sobre a eleição, no Colégio Eleitoral, do então governador de Minas Gerais, Tancredo Neves. Participavam dos nossos Encontros figuras de destaque do cenário político nacional, tais como, vice-presidente da República Aureliano Chaves, governador de São Paulo Franco Montoro, senador Marco Maciel, governador do Paraná José Richa, dentre outros, além é claro, do governador Tancredo Neves. Discutíamos a formação da Aliança Democrática (união PMDB com dissidentes do PDS), com vistas à eleição de Tancredo Neves versus Maluf. Fiz uma boa amizade com o “Senhor Democracia”. Por outro lado, quando fui eleito Deputado Federal em 1990, fui morar num apartamento no mesmo bloco e quadra onde residia o Deputado Federal Ulisses Guimarães. Vez por outra, ele me convidava após o jantar para falarmos, principalmente, sobre política. Eu ficava muito feliz, pois iria receber informações e observações do maior líder político do Brasil. Articulou a eleição de Tancredo, foi presidente da Câmara dos deputados, presidente do PMDB e, notadamente, presidente da Assembleia Nacional Constituinte. Era a única unanimidade não só da Câmara, mas do Congresso Nacional. Ouvia as verdadeiras aulas de política do grande mestre. Numa de nossas últimas reuniões, antes do trágico acidente, ele olhou para mim e disse, como último conselho, “Governador (assim me chamava), gostaria de lhe falar duas coisas: a primeira, nunca abandone suas convicções democráticas, e a segunda, a corrupção é o cupim da República”. Ainda bem que, hoje, o senhor não está sofrendo como nós. Autoridade do STF, ex-presidente, rasga a Constituição, ataca a Democracia e, consequentemente, compromete a nossa liberdade. No nosso presidencialismo os Poderes Constituídos são harmônicos e independentes, não existe semipresidencialismo, e também o Judiciário não é poder moderador. Brasileiros unamo-nos em defesa da Democracia e da Constituição. Viva o Brasil!
Gonzaga Mota
Prof. aposentado da UFC
BNB prorroga prazo para renegociação de dívidas com até 95% de desconto
BNB prorroga prazo para renegociação de dívidas com até 95% de desconto
Clientes têm até 25 de fevereiro para aderir à campanha. Descontos incluem mora, multa e encargos de inadimplência
Fortaleza (CE), 02 de fevereiro de 2022 - O prazo para regularização de dívidas de produtores rurais, industriais, comerciais e de serviços com o Banco do Nordeste com descontos de até 95% foi estendido para 25 de fevereiro. O desconto incide sobre mora, multa e quaisquer outros encargos de inadimplemento e se aplica a todas as operações realizadas com recursos internos do BNB.
A redução da dívida em até 95% contempla clientes, independentemente do porte do negócio, que estejam com dívidas vencidas há mais de dois anos.
Caso o cliente opte por prorrogar a dívida, o novo prazo pode chegar a 48 meses, a depender da situação de cada operação e das garantias apresentadas, com pagamento inicial de 5% a 40% do valor.
Para o superintendente de Recuperação de Crédito, Leonardo da Hora Barreto, os clientes devem aproveitar a oportunidade para ficaram adimplentes com a instituição. “Regularizar sua situação no Banco do Nordeste possibilita ao cliente sua reabilitação no mercado de crédito, abrindo novas possibilidades de negócio. Os benefícios oferecidos pela campanha permitem uma redução de juros e outros encargos, sendo uma oportunidade única para o cliente liquidar a dívida com redução significativa do saldo devedor”, afirma.
Clientes interessados devem procurar suas agências de relacionamento do BNB. Para esclarecimento de dúvidas, está disponível o SAC do Banco do Nordeste, telefone 0800 728 30 30.
IMPRENSA - Banco do Nordeste
(85) 3299-3149 / (85) 9 9965-0339
UBE 02/02/2022
UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES - UBE
Regional do Ceará
Fortaleza
Já dizia Quintino Cunha:
CPOETAS Edição de 02.02.2022
CLUBE DOS POETAS
VICENTE ALENCAR EDIÇÃO Nº 3008 QUARTA-FEIRA, 02 de FEVEREIRO DE 2022
VICENTE ALENCAR
RÁDIO GUARANI DE FORTALEZA
RÁDIO GUARANI DE FORTALEZA
Pela Internet não há distância que nos separe.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2022
PRESENÇA DO NORDESTINO NA LITERATURA BRASILEIRA
PRESENÇA DO NORDESTINO
NA LITERATURA BRASILEIRA
Para ninguém é
segredo, o Nordeste brasileiro, ao longo da História, tem sofrido intensa
discriminação de parte de brasileiros indignos, porém abundantes. É Nordeste? É
de segunda categoria! É nordestino? É escória! Se alguém discordar destas
minhas palavras, ou desconhece a História, como também o dia a dia, ou faz
questão de mentir. O que afirmo é a mais cristalina expressão da verdade.
Para muitos, não a maioria, creio,
mas para muitos, que nasceram ao sul da Bahia, Nordeste e nordestinos são
sinônimos de inferioridade, de desqualificação em todos os sentidos. Como estão
equivocados! Em quase todas as atividades brasileiras, desde o primeiro abril,
aquele mesmo de 1500, até os tempos hodiernos, Nordeste e nordestinos têm
colaborado – e, muitas vezes, superado os “nobres” irmãos do sudeste, sul e
adjacências – em todas as atividades brasileiras.
Desde o primeiro abril, repito, já
era o Nordeste que aparecia. A frota de Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil e
fincou a primeira cruz, celebrou a primeira missa, escreveu o primeiro texto –
a carta de Pero Vaz de Caminha – tudo isto em abençoadas terras nordestinas, na
Bahia, mais precisamente. Foi também em terras nordestinas que foram deixados
dois portugueses como os primeiros exploradores do Novo Mundo.
E aí começou a exploração
nordestina: primeiro o Pau Brasil, riqueza da época, extraída em grande escala,
mas sem qualquer benefício para a região. Logo teve início o Ciclo da Cana de
Açúcar. A enorme fartura daquele valoroso produto de então enricava portugueses,
mas nordestinos, não.
Quase meio século depois, 1549,
chegou ao Brasil um Governador Geral, Tomé de Sousa, com a missão de tomar
conta e defender a nova terra, mantendo-a livre de invasões estrangeiras. Pois
bem, esse governo foi instalado na Bahia, ou seja, no Nordeste.
Vieram as invasões holandesas, sendo
expulsos esses invasores por pernambucanos, portanto nordestinos, heróis da
pátria.
O terrível costume de escravizar
africanos, quando banido no Brasil em 1888, já o fora, no Ceará, há quatro
anos, 1884. E quando o Brasil entrou na injusta Guerra contra o Paraguai, boa
parte dos seus soldados foram recrutados no discriminado Nordeste, sem contar
que um dos maiores heróis desse conflito foi o valente cearense General
Sampaio.
É, meus amigos, talvez o nordestino
não seja assim tão incompetente. Quando da proclamação da república, após 67
anos de império, quem cavalgava à frente da tropa era o Marechal Deodoro da
Fonseca, nordestino de Alagoas.
Estes todos são fatos e feitos que
desmentem a “teoria” sulista e do sudeste de que o nordestino é uma raça
inferior.
Até aqui, eu só falei de História.
Uma pequena amostragem de como têm atuado Nordeste e nordestinos nas coisas do
meu Brasil. Mas esta gente briosa, que vive ao norte de Minas Gerais, tem tido
atuação brilhante em várias atividades do nosso país: no cinema, no teatro, na
pintura, na escultura, nos esportes e… na Literatura.
A grandeza de uma nação, queiram ou
não queiram, passa pela sua Literatura. A Literatura do Brasil, queiram ou não
queiram, passa pelo Nordeste. Além de ter tido início nesta região, lá no
perído Barroco, com Gregório de Matos, Bento Teixeira e poucos outros, tem-se
mantido, ao longo de todos estes anos, com forte participação de nordestinos.
É minha intenção, com este texto,
mostrar ao amigo leitor o peso da Presença do Nordestino na Literatura
Brasileira. Recentemente, concluí uma longa pesquisa, com este título, sobre a
atuação, participação de nordestinos na nossa Literatura. Entre autores
consagrados em nível nacional e outros de menor peso, cataloguei mais de três
mil nomes. Vale salientar que todos os meus pesquisados são verbetes da
Enciclopédia da Literatura Brasileira,
obra do nordestino, baiano Afrânio Coutinho.
Como o número é muito avultado, aqui
citarei, a título de ilustração, apenas uns poucos representantes de cada
estado nordestino, todos de reconhecido renome nacional.
Assim, o Maranhão mandou para o
Brasil Graça Aranha, Aluísio Azevedo, Artur Azevedo, Humberto de Campos, Catulo
da Paixão Cearense, Coelho Neto, Gonçalves Dias, Ferreira Gullar, Josué
Montello, Sousândrade.
Do Piauí, o Brasil ganhou Assis
Brasil, Carlos Castelo Branco, Deolindo Couto, Da Costa e Silva, Evandro Lins e
Silva, Torquato Neto.
Cearenses brilhantes em nível
nacional são muitos. Nossa amostragem vai com Capistrano de Abreu, José de
Alencar, Patativa do Assaré, Gustavo Barroso, Adolfo Caminha, Moreira Campos,
José Aderaldo Castelo, Juvenal Galeno, Herman Lima, Adolfo Bezerra de Menezes,
Ana Miranda, Edmar Morel, Leonardo Mota, Gerardo de Melo Mourão, Paula Nei,
Domingos Olímpio, Oliveira Paiva, Rachel de Queiroz, Antônio Sales, Franklin
Távora, Padre Antônio Tomaz, Padre Antônio Vieira.
Do Rio Grande do Norte, receberam as
letras nacionais Câmara Cascudo, Nísia Floresta, Homero Homem, Murilo Melo
Filho.
A Paraíba enriqueceu nossas letras
com José Américo de Almeida, Augusto dos Anjos, Assis Chateaubriand, Celso
Furtado, José Nêumane, José Lins do Rego, Zé da Luz (Severino Andrade Silva),
Ariano Suassuna, Orlando Tejo.
De Pernambuco saíram Manuel
Bandeira, Evanildo Bechara, Hermilo Borba Filho, Joaquim Cardozo, Josué de
Castro, Ascenço Ferreira, Gilberto Freyre, Múcio Leão, Rogaciano Leite, Barbosa
Lima Sobrinho, Osman Lins, Olegário Mariano, João Cabral de Melo Neto, Joaquim Nabuco,
Carlos Pena Filho, Nelson Rodrigues, Mário Souto Maior, Adelmar Tavares, Bastos
Tigre.
Alagoas nos deu Aurélio Buarque de
Holanda, Ledo Ivo, Jorge de Lima, Guimarães Passos, Graciliano Ramos.
Vieram de Sergipe Gilberto Amado,
Tobias Barreto, Sílvio Romero, Joel Silveira.
E finalmente a Bahia nos presenteou
com Adonias Filho, Castro Alves, Jorge Amado, Ruy Barbosa, Afrânio Coutinho,
Clementino Fraga, Junqueira Freire, Dias Gomes, Gregório de Matos, Afrânio
Peixoto, João Ubaldo Ribeiro, Waly Salomão, Anísio Teixeira, Rodolfo Teófilo,
este cearense nascido na Bahia e trazido para o Ceará quase recém-nascido,
desenvolvendo toda a sua obra em terras alencarinas.
Prezado leitor, assim espero ter
atingido o meu objetivo, prestar uma singela homenagem a incontáveis
nordestinos que honram as letras brasileiras desde a mais remota manifestação
do gênero.
Geraldo Bezerra da Silva – Médico e
Escritor, membro fundador da
Academia
Cearense de Médicos Escritores
BNB libera R$ 886,9 milhões para reforma de aeroporto de Juazeiro do Norte, Campina Grande e Recife e um complexo turístico
BNB libera R$ 886,9 milhões para reforma de aeroporto de Juazeiro do Norte, Campina Grande e Recife e um complexo turístico
Os recursos servirão para reformas e construções em equipamentos voltados para estimular o turismo no Nordeste
Fortaleza (CE), 01 de fevereiro de 2022 - O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, e o presidente do Banco do Nordeste, José Gomes da Costa, assinaram, nesta terça-feira (1), às 12h, no Recife (PE), contratos de financiamento no valor de R$ 886,9 milhões para reforma dos aeroportos nas cidades de Recife (PE), Campina Grande (PB) e Juazeiro do Norte (CE). Os recursos também serão utilizados na construção de um complexo turístico no centro histórico do Recife.
Os três aeroportos operados pela concessionária Aena Brasil fazem parte do bloco Nordeste e devem receber R$790,9 milhões para obras de reforma e modernização. Os recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) liberados pelo BNB são da linha FNE Proinfra.
O aeroporto do Recife irá receber R$ 508,9 milhões. O valor será utilizado em construção civil. O equipamento tem um fluxo médio de 600 mil passageiros. No aeroporto de Juazeiro do Norte, que atende cerca de 27 mil passageiros por mês, serão investidos R$ 168,2 milhões. Já para o aeroporto de Campina Grande o financiamento será de R$ 113,8 milhões. Trafegam por lá cerca de 11,4 mil passageiros por mês.
Para o presidente do BNB, José Gomes da Costa, os recursos liberados pelo banco trazem desenvolvimento em curto e longo prazos. “Ao investir em equipamentos como aeroportos e o complexo turísticos, o BNB está ajudando a gerar emprego e renda de forma imediata com as obras, mas também criar estrutura para atrair mais turistas para esses estados. Como sabemos, o turismo é um importante motor para a economia no Nordeste”, afirma.
Além dos três equipamentos a serem financiados pelo Banco do Nordeste, outros três aeroportos (João Pessoa-PB, Aracaju-SE e Maceió-AL) também terão contratos assinados nesta terça-feira no valor de R$ 1,2 bilhão. Desse total, R$ 809,2 milhões são do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 400 milhões da empresa responsável pela administração dos aeroportos, a Aena Brasil.
Os seis aeroportos movimentam, aproximadamente, 14 milhões de passageiros por ano e foram cedidos à Aena Brasil por 30 anos, a partir de 2020, com o compromisso de realizar investimentos na adequação da infraestrutura e recomposição do nível de serviço estabelecido no leilão da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Complexo turístico no Porto Novo Recife
Outro financiamento do Banco do Nordeste que consta na agenda do ministro é a segunda etapa do projeto Porto Novo Recife, que visa à revitalização do berço histórico da capital pernambucana. Com recursos do FNE, o crédito de R$ 96 milhões é destinado à construção de um complexo turístico com hotel, integrado a uma marina, e um centro de convenções. As obras tiveram início em 2021.
O hotel terá 300 apartamentos na categoria quatro estrelas, de acordo com o Sistema Brasileiro de Classificação dos Meios de Hospedagem (SBClass) do Ministério do Turismo. O local deve comportar ainda restaurantes, lojas, bares e piscina. Já a marina, de classe internacional, deve disponibilizar 156 vagas para embarcações de lazer. E o centro de convenções consistirá num conjunto de salas de reuniões com espaços modulares e capacidade para receber 4 mil pessoas.
No âmbito do Programa de Apoio ao Turismo Regional (FNE Proatur), o financiamento do Banco do Nordeste corresponde a 63% do valor do projeto, orçado em R$ 151,1 milhões. O crédito será utilizado para a construção civil, capital de giro e compra de máquinas, equipamentos, móveis e utensílios, além de estudos e projetos.
O complexo segue uma tendência mundial, que reestrutura espaços anteriormente dedicados à operação portuária. Em um convênio entre o governo de Pernambuco e a iniciativa privada, a intervenção consiste em criar infraestrutura para áreas não operacionais do Porto do Recife. O objetivo do projeto de requalificação e reurbanização é transformar essa área histórica da cidade em um centro de cultura, lazer e negócios.
Iniciado em 2012, o projeto Porto Novo Recife está na segunda etapa. Durante a obra, está prevista a geração de 1.430 empregos, além de 3.380 postos de trabalho diretos e indiretos quando os empreendimentos ficarem prontos, no primeiro semestre de 2022.