RÁDIO GUARANI DE FORTALEZA
Pela Internet não há distância que nos separe.
RÁDIO GUARANI DE FORTALEZA
Pela Internet não há distância que nos separe.
Fundamentos da moral
Observando-se o pensamento de filósofos clássicos, neoclássicos e modernos, como Pitágoras, Aristóteles, Platão, Max Weber, Kant, Heidegger, Hegel, Marx e mais recentemente Sartre, nota-se uma preocupação básica com a verdade e a existência. Por isso, todos foram formadores de Escolas que serviram e ainda servem de orientação a muitas pessoas. Apesar das controvérsias, todos buscaram formas para justificar, de acordo com suas teses e convicções, o sentido da vida, da moral, da ética, etc. Detendo-se na análise do comportamento moral, a máxima maquiavélica, “o fim justifica os meios”, no nosso entender não vale, pois para uma ação ser julgada moralmente boa é preciso que seja alcançada com nenhum outro objetivo além daquele a cumprir o próprio dever. A moral e a política, por exemplo, deslocam-se dentro do âmbito de dois sistemas éticos distintos. A política é mutável ou dinâmica, conforme o Estado e o Governo, já a moral é permanente. O importante é compatibilizar a política e a moral dentro de princípios éticos que respeitem a lei e a liberdade com responsabilidade. Tanto Platão como Aristóteles afirmaram que o objetivo da política não é o viver, mas o viver bem, ou seja, a convivência ordenada. Já Kant, faz a distinção entre o moralista político e o político moral, condenando o primeiro e enaltecendo o segundo. Merece reflexão e cuidado a afirmativa de que por “razão de Estado”, será aceito um conjunto de princípios baseados nas ações que não seriam justificadas se cumpridas por um indivíduo isolado. Mas exaltadas e enaltecidas se cumpridas pelo governante, ou por qualquer pessoa que exerça o poder em nome do Estado. Em qualquer sociedade é importante observar o que é moralmente lícito ou ilícito ressaltando-se a ética política, profissional, familiar, sexual, enfim a ética comportamental. Devemos obedecer a um código de regras e normas compatíveis com a verdade divina. Não estamos nos referindo a uma religião, doutrina ou seita, mas fundamentalmente à espiritualidade representada pelo amor, solidariedade, perdão, compaixão dentre outros sentimentos. A vida é mais agradável e bela quando percebemos a presença de amor e a ausência da inveja. Torna-se básico a exaltação dos valores internos e morais, para que possamos buscar a felicidade e a esperança. Por sua vez, o conceito de violência está ultrapassado. A destruição de nossos semelhantes é a nossa própria destruição. O sentido da vida é ser feliz e útil.
Gonzaga Mota
Prof. aposentado da UFC
luizgmota@yahoo.com.br
26/05/2023
COLUNA DO VICENTE ALENCAR
Fortaleza - Ceará - Brasil
Edição nº 3686 - 6a feira
26 de Maio de 2023
Sexta-feira.
Antes de tudo:
ACREDITE EM DEUS!
HOSPITAL PÚBLICO DO DIBÉTICO
Uma luta inglória do falecido Valcir
Gonçalves que morreu sem ver o seu pedido aos politicos cearenses atendido.
Temos inclusive prédios, até mesmo de antigos HOSPITAIS que podem ser aproveitados para o funcionamento do HOSPITAL PÚBLICO DOS DIABETICOS.
Mas não há interesse dos Representantes "do povo" para o problema ser resolvido.
LEIA E PRESTIGIE OS AUTORES BRASILEIROS:
Livro:
O HOMEM QUE PASSEAVA COM GANSOS.
Autor:
FRANCISCO SOBREIRA
Contos:
- A lenda dos Veados Prateados.
- O Clube dos Maledicentes.
- O Homem que passeava com gansos.
MEDALHA DA ÉTICA E CIDADANIA
Não esqueça:
Dia 30 (terça-feira) deste mês a solenidade de entrega da Medalha de Ética e Cidadania Paulo Maria Aragão, promoção da SOCIEDADE CEARENSE DE CIDADANIA - SOCER, coordenada pelo
Odontologo e Escritor Nonato Soares de Castro e pela Escritora Luciara Aragão,
com apoio de um grupo de pessoas que
se integram a Cidadania em nossa terra.
A premiação acontecerá no Auditório da Câmara Municipal de Fortaleza, que se localiza na Rua Tompson Bulcão, 830 no bairro LUCIANO CAVALCANTE.
Serão agraciados com a Medalha de Ética e Cidadania as seguintes pessoas (ordem alfabética):
- Ana Maria Pinto Sampaio.
- Antonio Iran Uchôa.
- Ivonildo Dias da Silva.
- Gilton Barreto.
- José Carvalho Rocha.
- Dom Marcos.
- Zilma Gurgel Cavalcante.
- Neomésio José de Souza.
- Pe. Rino Ottorino Bonvini.
- Vicente Alencar,
- COMENDA MÉRITO INSTITUCIONAL
- Teatro Chico Anisio.
- Chico Soares.
- Jáder Soares.
COMENDA DO MÉRITO PROFISSIONAL
- Jorge Pinheiro.
A Direção da SOCER agradece a presença dos amigos e familiares dos homenageados.
JORNAL DOS ESPORTES:
O Fortaleza (Clube da Garotada) enfrenta neste sábado às 16horas no Estádio Governador Plácido Castelo, o Castelão, no bairro Mata Galinha, o Fortaleza (O Clube da Garotada) enfrentará a equipe do Clube de Regatas Vasco da Gama, do Rio de Janeiro.
No mesmo local, no domingo, o Ceará Sporting atuará contra o Novo Horizontino pelo Campeonato Brasileiro da 2a Divisão, Série B.
Colabore com a PAZ nos estádios evitando discutir com seu adversário.
O futebol deve provocar amizades, não discordias.
NÃO ESTACIONE SOBRE AS CALÇADAS.
Respeite o Pedestre que pode ser um IDOSO da sua família.
Hoje, 26 de Maio, comemora-se:
- Os 90 anos do Sindicato dos Trabalhdores no Comércio de Fortaleza, fundado em 1933.
- Os 70 anos do Sindicado dos Joralistas Profissionais do Ceará, fundado em 1953.
- Se ainda estivesse conosco estaria aniversariando hoje o Radialista Sobralense MARCLO PALHANO.
Atenção POLICIA:
Na Rua 25 de Março esquina com a Rua Pereira Filgueiras os ladrões estão subindo nos telhados quase todas as noites.
Vamos reforçar a ronda por lá.
Os prejuizos são grandes.
CIGARRO - Prejudica a Saúde e o bolso.
ATENÇÃO POETAS E ESCRITORES:
DIA 13 DE JUNHO, MAIS UMA TERÇA-FEIRA EM PROSA E VERSO.
Das 9 horas e 30 minutos às 11 horas e 30 minutos. Duas horas que passam voando como tudo que é bom.
Você comparece - não paga nada - e pode ler uma Poesia, um Crônica, uma Trova ou um pequeno texto literário.
Pode ser de sua autoria ou de um outro autor (a).
Local: Palacio da Luz (Prédio séde da Academia Cearense de Letras),
Rua do Rosário, 01.
UTILIDADE PÚBLICA!!!!!
A Rua Silva Paulet, na Aldeota, continua com muitos buracos no asfalto e sem as devidas marcações nas cores BRANCA e AMARELA.
Por que não se resolve isso?
LEIA: - É LAMENTÁVEL.
Atenção Senhores da Prefeitura de Fortaleza:
Continua o ESGOTO sem a DEVIDA
TAMPA que foi roubada por bandidos.
Local do problema:
RUA DR. JOSÉ LOURENÇO, 1476 esquina com a RUA AFONSO CELSO,
no bairro da ALDEOTA,
entre as Avenidas Barão de Studart e Av. Rui Barbosa.
HORTO MEDICINAL DO PICI - Farmaci Viv, um criçõ do Professor MATOS - Francisco José de Abreu Matos alí no Cmpus do Pici.
Você pode obter informações e desfrutar da FARMACIA VIVA criada
por ele. Dr. MATOS um dos orgulhos de nosso ensino superior e da ciência.
CASA DE LIVROS USADOS
"SEBO" O GERALDO
Rua Pedro I, 950
Livros partir de 5 reais.
Gerencia da Sra. Stela.
CDs com a Senhora Albaniza.
Telefone: 3226.2557
e-mail: sebo.ogeraldo@hotmail.com
INSTITUTO DO RÁDIO
A entidade criada por mim para a reliazação de palestras, conferências, e outras promoções relembrando Profissionais já falecidos e que merecem toda a nossa saudade:
- Repórter Flávio Moreira.
- José Júlio Cavalcante.
- José Cabral de Araújo.
- Edson Martins.
- Narrador esportivo Foguinho.
- Jota Oliveira.
- Sérgio Freitas.
- Samuel Bahia.
- Operador Técnico Haroldo Celino.
- Narrador esportivo José Cabral.
- Telmo Freitas.
- Ivonete Maia.
- Jaime Rodrigues.
LOUVOR A SANTO ANTÔNIO
De 01 a 13 de junho próximo a TREZENA de Santo Antonio na Igreja de SANTO ANTÔNIO DA MARAPONGA.
O Frei Romário convida a todos os que podem comparecer.
Não jogue lixo na Rua. Colabore com a saúde
de todos os brasileiros.
BOM DIA, BOA TARDE, BOA NOITE.
RÁDIO GUARANI DE FORTALEZA
Pela Internet não há distância que nos separe.
GRUPO DAS ALDRAVIAS
O DESGASTE DO STF
O STF solta presos? Não qualquer um. Nem os maiores empresários
merecem o desvelo do Pretório Excelso para com o garantismo penal. Só políticos de alto coturno, o que trouxe desgaste. O desgaste do Judiciário, porém, tem um lado velho e outro novo. O velho desgaste diz respeito aos presos que já cumpriram pena, que não têm contra si sequer uma denúncia, delongas intermináveis, privilégios injustificáveis e suspeitas de corrupção em todos os níveis do Poder em comento. O novo é o do STF.
As preciosas garantias democráticas que protegem o Judiciário; o suicídio moral dos políticos; a Constituição analítica (minuciosa); programática (traça o destino da sociedade); principiológica (subordina a clareza das normas da espécie regra à vagueza dos princípios) e rígida (impõe dificuldades às reformas); armada de controle de constitucionalidade concentrado (com efeito erga omnes), tudo isso ensejou a judicialização da política e o seu corolário: a politização do Judiciário. Consiste tal coisa em submeter à toga as decisões de natureza política, supostamente para fazer justiça, alegando que as leis podem ser inconstitucionais (injustas à luz dos princípios da Carta Política). Isso é controle concentrado de constitucionalidade. O ordenamento jurídico é hierarquizado e tem materialidade, não é apenas formal. Alega, ainda, a Nova Hermenêutica que precisa acompanhar as transformações históricas e superar a impropriedade das normas genéricas em face da singularidade dos casos concretos.
A “interpretação conforme [o entendimento do STF]”, pela qual o texto legal nada vale em face da Corte Constitucional; a vagueza dos princípios e a “mutação constitucional”, pela qual o Judiciário declara que o significado do texto escrito mudou, pois, a semântica das palavras sofreu transformação, fortalecem a judicialização da política. A segurança dos jurisdicionados seria protegida pela necessidade imposta ao magistrado de fundamentar a decisão.
A Nova Hermenêutica está noventa e nove porcento certa, mas aquele um porcento vagabundo é que faz sucesso, porque abre as portas à subjetividade das partes, principalmente da autoridade. Não existe caso singular, “não há nada de novo sob o sol” (Eclesiastes, 1;9 in fine). Tudo pode ser “fundamentado” pelo contorcionismo hermenêutico. As transformações históricas tendem a exigir mudanças no Direito, mas esta é uma tarefa do Legislativo. O STF não é um órgão supletivo do Parlamento. Os legisladores se negam a fazer modificações no ordenamento jurídico quando temem o eleitorado. Isso é veto tácito. A falta de apoio do eleitorado desmente as alegadas transformações históricas. A usurpação da função legislativa é presunção de “reis filósofos”, com evidente caráter aristocrático. O controle concentrado de constitucionalidade não deve ir além de legislar negativamente, excluindo normas inconstitucionais.
Aquele um porcento vagabundo é a oportunidade de legislar positivamente e de interpretar de modo claramente contrário ao sentido do texto. É o que está na moda.
Usa conceitos indeterminados, como equidade e justiça, abrindo espaço à subjetividade da autoridade. Não consegue ocultar o que Nietzsche (1844 – 1900) chamou de vontade de potência. Alegar que um Estado bandido pode fazer leis iníquas contra as quais a Nova Hermenêutica armaria a mão dos juízes é ingenuidade demais. Juízes não podem deter um Estado bandido.
Finda a ilusão da revolução pelas armas, sem voto para fazê-la pela via democrática, vem a tentativa de realiza-la pelo judiciário com a Nova Hermenêutica Constitucional, com as constituições dirigentes, programáticas, principiológicas e rígidas, coo o controle de constitucionalidade ao mesmo tempo difuso e concentrado.
Culpam Hans Kelsen (1881 – 1973), com a ênfase por ele dada à positividade das leis, pelos abusos do nazismo, como se juízes, com a Nova Hermenêutica, pudessem impedir os crimes de uma ditadura. Mas isso prejudica a segurança dos jurisdicionados, desgasta o Judiciário e ameaça a democracia.
Porto Alegre, 27 de junho de 2018.
Rui Martinho Rodrigues.

Recentemente ao falar sobre literatura a convite da UERJ, tive a oportunidade de surpreender um auditório lotado ao responder qual das escritoras do Brasil mais me surpreendera, pela vida intensa que havia produzido obra original ao longo de décadas de atuação relevante. De pronto respondi com paciência e já me preparando para alguns protestos: – “Julia Lopes de Almeida!”.
Senti certa inquietação entre jovens de 18 a 22 anos: “Quem, quem”? E onde ficam as glórias consolidadas?”.
– “O fato, meus caros ouvintes, vocês que se surpreendem com resposta tão incisiva, é a falta de memória que infelicita nosso país, bem como a frágil intensidade com que determinados vultos históricos são registrados e plasmados dentro da literatura em determinados momentos, alguns vítimas de preconceitos e de falta de visão do seu próprio tempo. Júlia Lopes de Almeida foi decisiva em boa parte do século XX e até no XXI”. Agora, todos festejamos – refiro-me aos que tentam resgatar injustiças como às impostas a ela – o 161º aniversário de seu nascimento. Como contrição, percebam bem, como justiça líquida e claríssima. Só agora, as pessoas parecem se acordar do desterro em que ela foi jogada por tempos quase imemoriais. Julia foi uma das escritoras, talvez a única, de maior sucesso de crítica e de público em sua época. Ela escrevia sobre temas originalíssimos e tinha a coragem de afirmar coisas de que as mulheres sequer deveriam tratar, como a suprema audácia de vociferar que “casamentos deveriam ser feitos em qualquer época da vida, por “contrato temporário”, de um certo número de anos, cinco, dez ou vinte. “Mais ou menos tempo, de acordo com a satisfação pessoal do casal”. Pasmem, Julia emitiu tal audácia em 1910, no livro “Eles e Elas”.
Julia alternava narradores masculinos e femininos. Quando escreve com a voz dela, usa do deboche. Quando na voz deles, o discurso é a insatisfação, como as demandas do casamento. E nos contos de “Ânsia Eterna” (1903) narra – um escândalo para a época – diversos tipos de violência contra a mulher, do abuso sexual de menor a abandono em gravidez indesejada. Julia, por tudo isso, foi o mais reluzente e também polêmica Best Seller de seu tempo.
Foi ainda abolicionista e rara, talvez a primeira em público, feminista do Brasil. Mas ela mesma suspeitaria do seu esquecimento nas entrelinhas, “afinal a história da literatura brasileira foi sempre escrita por homens”.
Julia Lopes de Almeida nasceu no Rio em 1862, mas passou a infância e a juventude em Campinas, estreando na Gazeta de Campinas aos 19 anos. Até sua morte, em 1934, ela produziria incessantemente: crônicas, peças de teatro, romances. Tudo muitíssimo lido pela sua contemporaneidade. Até tentar – outra audácia absolutamente impensável à época, entrar para a ABL.
Ela participou ativamente das sessões de fundação da Academia Brasileira, mas ficaria fora da lista de fundadores, já que seu marido, o poeta e jornalista Filinto de Almeida entrou em seu lugar. Mas ela jamais daria o braço a torcer: sobreviveu da literatura, ganhou bom dinheiro (razoável apenas para os padrões da época ainda acanhada) e construiu bela imagem pública ao cuidar da casa, dos quatro filhos e do marido.
Para encerrar, não posso deixar de citar que a Academia Carioca de Letras ostenta em sua parede principal, um belíssimo retrato à óleo de Julia Lopes de Almeida. Ao tomar posse na ACL há 20 anos apontei o quadro como a ilustração do melhor da mulher a escrever sobre vida carioca.
A maior de suas feministas e a mais adequada representação da coragem de dizer o que em geral as mulheres então jamais diziam.
Ricardo Cravo Albin
Fundação Patricia Assunção