Na Hipocrisia do mundo você se descobre,
e, se encontra, quando vive um grande amor
Vicente Alencar

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

LITERATURA - 2a feira

POETAS CEARENSES
                            Leia o que eles escrevem

DISFARCE

Ana Paula Medeiros

Conta para mim os teus medos
Fala dos teus temores
E dos teus desejos.
Dar-te-ei minhas mãos,
Meu sorriso
Dir-te-ei palavras amenas
Engraçadas
Te farei sorrir

Conta para mim quem é ela
Quem é a dona dos teus sonhos
Quem faz o teu coração gemer de amor
Dar-te-ei o meu ombro
Serei tua amiga
Sentirás que podes confiar em mim

Depois de tudo, ficarás leve
Terás contado o que te perturba
Terás partilhado o que te confunde
E o que tira a tua paz.

E sonharás com ela
E terás coragem de procurá-la
E de abrir teu coração
E ficarás com ela, talvez.

E eu, a imaginar o teu prazer,
Sentindo o cheiro de tuas mãos nas minhas
Sufocarei o cio
Na doída solidão
Dos meus lençóis.


Em 31 de maio de 2010 20:31, vicente alencar escreveu:
    SOLIDAO
Vicente Alencar
(Da AJEB-CE)

Minha solidão 
é um poema
é uma súplica
é um coração que chora
sem ser ouvido.

Minha solidão
é dona de um  sonho!

Minha solidão
vem de você!

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Moro convida advogados a refutarem as provas

Moro convida advogados a refutarem as provas
 
 
Acusado num manifesto firmado por 105 advogados de transformar a Lava Jato numa “espécie de inquisição”, o juiz Sérgio Moro reagiu com precisão cirúrgica. Num despacho referente a processo estrelado por Marcelo Odebrecht, o juiz insinuou que os doutores deveriam parar de tentar retocar a radiografia, para começar a cuidar dos pacientes. Tomados pelas evidências, encontram-se em maus estado.
Divulgado na última sexta-feira (15), o manifesto dos advogados, entre eles os da Odebrecht, anotou que consolidam-se como “marcas da Lava Jato” o desrespeito ao direito de defesa e o desvirtuamento do uso da prisão provisória, “dentre outros vícios”. Sem mencionar os críticos, Moro deu a entender que o problema é outro: falta aos advogados um certo nexo e alguma matéria-prima para enfrentar os fatos.
 
Nas petições protocoladas em Curitiba, a defesa “busca retardar o julgamento com novos e intempestivos requerimentos probatórios”, anotou o juiz. Nos tribunais superiores, reivindica a “revogação da prisão preventiva, alegando excesso de prazo.” Foi como se Moro dissesse: ou uma coisa ou outra. Protelando-se os processos, eternizam-se as dúvidas, espichando as prisões.
Sem disposição para recuos, Moro indeferiu pedidos feitos na semana passada por advogados de Marcelo Odebrecht e de Marcio Faria, executivo da maior empreiteira do país. O juiz enxergou nas peças um “caráter meramente protelatório”. Lecionou: “O processo é uma marcha para frente. Não se retornam às fases já superadas.”
 
Não é de hoje que a turma da pilhagem na Petrobras busca brechas para tumultuar os processos. No despacho desta terça, Moro desqualificou uma a uma as solicitações dos advogados, realçando-lhes a inutilidade. Foi especialmente enfático em relação a um pedido que envolve documentação recebida da Suíça.
Obtidos pela força-tarefa da Lava Jato na fase de investigação, os papeis suíços revelam a existência de contas secretas de empresas vinculadas à Odebrecht no estrangeiro. Descobriu-se que eram usadas para pagar propina a dirigentes da Petrobrás no banco PKB Private Bank, na Suíça. No processo, esse papelório é, por assim dizer, o miolo da picanha.
 
Num dos requerimentos indeferidos por Moro, os advogados levantaram dúvidas quanto à legalidade da incorporação do papelório aos autos. Pediram ao juiz “cópia de mensagens relativas à cooperação jurídica internacional” ou “eventuais documentos” em que autoridades suíças autorizem o uso dos dados no Brasil, para efeitos penais. É clara a intenção de cavar um pretexto para anular as provas.
Moro não se deu por achado. Anotou que a defesa requisita algo que já está à disposição no processo: “O procedimento de cooperação e o material probatório relativo às contas da Suíça supostamente controladas pela Odebrecht e que alimentaram contas supostamente controladas por agentes da Petrobrás já instruem a presente ação penal.”
O magistrado prosseguiu: “Consta ali todo o material pertinente e necessário à ampla defesa. Consta ali a expressa autorização para a utilização dele pelas autoridades brasileiras. Se não houvesse a autorização para a utilização desse material na presente ação penal, é certo que, a essa altura e com a notoriedade do caso, já teria vindo alguma reclamação do estrangeiro.”
A certa altura, depois de tachar de “especulações fantasiosas'' as alegações dos advogados, Moro deu-lhes um conselho: “Deveria a defesa preocupar-se mais em esclarecer o que indicam os documentos, os supostos pagamentos de propina feitas pela Odebrecht aos agentes da Petrobrás, do que com as especulações sobre a supostas faltas de autorização, sendo desnecessários quaisquer novos documentos ou esclarecimentos sobre o referido material.”
 
O que Moro disse, com outras palavras, foi o seguinte: “Ao trabalho, doutores. Aí estão as provas. Foram obtidas legalmente. Refutem-nas. Não desperdicem seu tempo tentando retocar a radiografia. Cuidem dos pacientes, que o caso é grave.” A propósito: o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, indeferiu há dez dias o enésimo pedido de liberdade para Marcelo Odebrecht, em cana desde 19 de junho de 2015.
 

sábado, 20 de fevereiro de 2016

A CEPLAC É ÚNICA UMA CONTRIBUIÇÃO À REVITALIZAÇÃO DE UMA INSTITUIÇÃO, ONTEM MODELO E, HOJE, AMEAÇADA DE EXTINÇÃO.

A CEPLAC É ÚNICA
UMA CONTRIBUIÇÃO À REVITALIZAÇÃO
DE UMA INSTITUIÇÃO, ONTEM MODELO E, HOJE, AMEAÇADA DE EXTINÇÃO.

Luiz Ferreira da Silva, 79
Pesquisador aposentado da CEPLAC
Ex-Diretor do CEPEC (1979-81), ex-Chefe da CEPLAC/Amazônia (1982-85) e ex-Coordenador-Adjunto (1986).
Cel. 99313-1030

De vez em quando, ouço falar que a CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira) não tem mais sentido, por confluir suas atividades às da EMBRAPA (Empresa Brasileira Agropecuária de Pesquisas) ou mesmo com a UESC (Universidade Santa Cruz). No primeiro caso, pela sobreposição de atividades e, no segundo, por colidir no mesmo espaço geográfico.
O modelo da CEPLAC transcende a qualquer instituição rural, quando sob uma mesma cabeça, 4 membros se articulam de modo sistêmico: Pesquisa, Extensão, Ensino e Apoio ao desenvolvimento.
Os resultados comprovam tal assertiva, incluindo a formação de uma mão-de-obra de excelência nos 3 pilares dos recursos humanos: técnico, operacional e administrativo.
Esta concepção de interação de atividades voltadas ao homem do campo mereceu reconhecimento no pais (EMBRAPA) e internacionalmente (IICA/OEA), ficando gravada nas palavras do Presidente Geisel quando assim se expressou: - Feliz do Brasil se tivesse várias CEPLACs.
Esta é a Instituição que me formou e, que hoje, vem se deteriorando a olhos vistos, sendo até ameaçada de extinção, haja vista a insensatez dos governos pós-revolução.
O primeiro mau sinal foi o encaixe no MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), à martelo, como um corpo estranho e sem importância. Uma figura díspar numa estrutura mais voltada a funções normativas e de fiscalização.
Ao invés desta irrelevância, o MAPA poderia preencher uma lacuna – a presença pública no meio rural atendendo sobretudo aos pequenos e médios agricultores, criando um Instituto, a exemplo de tantos outros existentes em outros Ministérios – INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais); INPA (Instituto de Pesquisas da Amazônia) – poderia preencher uma lacuna existente no MAPA, ao tempo em que fecharia o círculo de abrangência de suas ações agropecuárias.
Refiro-me sucintamente a um Órgão com os mesmos segmentos existentes na CEPLAC, acrescido de uma Unidade de Cooperativismo ou Associativismo Rural, pela necessidade de se poder inserir a pequena produção na economia de mercado, tornando-a competitiva. O seu “core” seria os cultivos tropicais perenes das regiões vocacionadas para o cultivo do cacau (Sul da Bahia, Rondônia e Transamazônica), com ênfase em sistemas de agricultura conservacionista e manejo do solo e da água; levantamento e monitoramento dos recursos naturais; ecologia florestal, sobretudo da Mata Atlântica; e recuperação de áreas degradadas.
Haverão de perguntar: E a EMBRAPA? Não haveria nenhuma superposição de atividades com a EMBRAPA, que é uma empresa vinculada ao MAPA, com a função de desenvolver pesquisas agropecuárias, não se constituindo em um Órgão público, como seria o Instituto referido. Pelo contrário, poderia haver trabalhos em parcerias, sem qualquer competição.
A diferença fundamental dessa nova CEPLAC é a sua institucionalização como Órgão voltado ao agricultor, independentemente da sua condição social e econômica, até com mais enfoque à média e pequena produção, através de um sistema integrado de ação (pesquisa, extensão, ensino e organização do produtor e da produção), diferentemente da EMBRAPA, que é uma empresa, além de se constituir num valioso subsídio do governo ao meio rural, através de seus resultados. O braço público, pois, no meio rural, e mais ainda pela interação, subsidiando às outras ações do MARE, sejam as normativas, sejam as de coordenação.
Com a consecução desse órgão (Instituto, Centro, Fundação), o MAPA também estaria em condições de apoiar atividades de outros Ministérios, como o da Reforma Agrária e o do Meio Ambiente.
É de bom alvitre reforçar ainda mais a diferença entre as duas Instituições para melhor elucidação. A EMBRAPA possui diversos Centros de produtos, tais como soja, fruticultura e mandioca, arroz e feijão, dentre outros. E adicionalmente, Centros de Recursos como o dos Cerrados, do Semiárido. Diferentemente, o CEPEC (Centro de Pesquisas do Cacau), implantado pela CEPLAC em 1962, abrange tanto produtos como recursos, haja vista as pesquisas e levantamentos tanto nas disciplinas agronômicas (genética, solos, fitopatologia, fisiologia vegetal, entomologia, engenharia da produção, tecnologia de alimentos) quanto referentes aos recursos naturais (Pedologia, Botânica, Climatologia, Fitogeografia).
Dessa forma, o CEPEC, além das tecnologias de produtos, executa detalhados trabalhos fitogeográficos, pedológicos e climáticos, além dos acervos importantes como o herbário, arboretos; de ações ecológicas na Estação Pau Brasil, em Porto Seguro, bem como a instalação de um fundamental campo de germoplasma, em Belém.
Tudo isso numa mesma unidade de pesquisa, possibilitando uma melhor aplicação das tecnologias geradas, bem como facilitando análise e interpretações com vistas a novas ações de desenvolvimento rural integrado.
Nesse aspecto, para aclarar ainda mais a concepção integrativa da pesquisa no CEPEC, é preciso se ter esta consciência que o CEPEC é muito mais que qualquer centro de produto, tentarei explicar na seguinte hipótese, a seguir:
Suponhamos, como exercício, que um rico Chinês, assessorado por técnicos, deseja plantar uma determinada espécie (chamemos de Shiguiling) no Sudeste da Bahia. Reúne-se com os técnicos do CEPEC, que nunca viram falar da tal planta, mas conhecem a área. O Pedólogo, conhecedor dos solos, com mapas e dados nas mãos, pergunta como são os terrenos de lá e, à medida que o Chinês vai descrevendo, o pesquisador vai identificando as características e diz os locais apropriados para o empreendimento. Em seguida, o Climatologista solicita informações concernentes e então também aloca as áreas propícias. O Edafólogo com as informações das exigências nutricionais, também desenha uma fórmula aproximada. O Fitopatologista e o Entomologista captam as informações e definem as estratégias de ação para as doenças e pragas informadas, pois sabem da interação com as nuanças biológicas dos nichos ecológicos. Mesma coisa o Economista e o Sociólogo, com relação à mão-de-obra, mercado, transporte. E, assim por diante, Fisiologistas, Engenheiros da produção, Tecnólogos de alimentos, Fitotecnistas, Extensionistas, Educadores vão colhendo dados pertinentes.
Em síntese, o grupo pode formatar um pacote tecnológico para começar, com base na “Opinião Correta” (O que Sócrates discutira com Meno, desenvolvendo a ideia da opinião certa, valorizando-a em relação ao conhecimento), com alta capacidade de acerto. Um Centro só de produto (Mandioca, de Soja ou de Caju) não teria essa capacitação de conjuminar recursos com produtos com tal possibilidade de êxito.
Em síntese, nenhum Centro da EMBRAPA possui a magnitude do CEPEC, com sua complexidade multidisciplinar e uma rede diversificada de estações experimentais. Talvez, por esta razão ela nunca se interessou em absorvê-lo, como muitos apregoavam. Mesma coisa aconteceu com relação ao café -  excelência científica no IAC -  cujo produto não consta em nenhum centro específico assemelhado aos de produtos.
Por outro lado, em razão da penúria em que se encontra a CEPLAC, há quem advogue uma fusão com a UESC, criando-se uma grande Universidade que se incumbiria do desenvolvimento regional, além de suas funções de ensino. A princípio, parece uma boa ideia, mas a história não tem mostrado isso, além das funções ceplaqueanas ultrapassarem os limites da Bahia. O meu colega e saudoso amigo, Dr. Jorge Vieira, que amava as duas Instituições e se preocupava com o futuro delas, sempre discutia comigo essa saída que, na sua concepção, seria exequível.
Há, no entanto, uma série de óbices que parecem inviabilizar essa ideia; senão vejamos:
* Lembro-me do Dr. Paulo Alvim, há mais de 50 anos, que criticara Viçosa, sua Escola, pela miséria que continuava a existir nos arredores da Universidade, sem que ela tenha modificado nada, tempos depois que ele retornou à ESAV. Mesma coisa, acontece na baixada fluminense, com a desvinculação da Universidade Rural do Brasil, onde me formei. Outros exemplos dessa inocuidade: Cruz das Almas, BA; Areias, PB; Dois Irmãos, PE.
* Quando a EMBRAPA foi criada, lembro-me da preocupação existente, pois participei como assessor, de se implantar um modelo, no qual as Universidades forneceriam as pesquisas básicas acopladas às aplicadas, que seriam da responsabilidade dos Centros de Produtos. Não deu certo e os Centros da EMBRAPA passaram a ser como o CEPEC, um misto de ciência e tecnologia e, inclusive tiveram que ser criados os de Recursos, pela impossibilidade de contar com as Universidades, na magnitude pretendida.
* Uma vez, o CEPEC (eu era o seu Diretor) tentou junto às Universidades do Sul estabelecer acordos de pesquisas, incumbindo-as de ciência pura em projetos biológicos ligados à phythoptora, utilizando os estudantes de pós-graduação, na busca de informações que se acoplassem às tecnologias, melhorando-as. Simplesmente, analisando a complexidade - estudo de polifenóis (por exemplo) - disseram que os projetos da estudantada tinham tempo definido de obtenção de resultados e já formatados em temas que dariam certo, pois havia o compromisso de formá-los, não podendo haver uma incerteza com pesquisas que poderiam demandar muito tempo para se obter informações de apoio às tecnologias (pesquisas aplicadas).
* Sem o compromisso com a tecnologia vinculada ao agricultor, as Universidades têm priorizado os estudos sem quaisquer relacionamentos com a sua aplicação direta, mas voltados à pesquisa básica, porém sem o casamento com a pesquisa aplicada. E, ademais, no atual momento, elas têm um compromisso com a pós-graduação, uma espécie de fábrica de mestres e doutores. Dentro desse raciocínio, as duas - CEPLAC e UESC - poderiam até se complementar, mas não como está acontecendo: duplicidade de laboratórios e uma concorrência despropositada, como me foi passado, pois estou 23 anos afastado da região.
* Diferentemente das Universidades, uma organização como a CEPLAC opera assemelhada às denominadas de P&D. Alguns exemplos reforçam esse raciocínio. O Estado de São Paulo possui excelentes Universidades (USP, Campinas, UNESP), entretanto é o velho (125 anos) IAC-Campinas quem dá suporte ao agricultor; no Paraná, o IAPAR; em Pernambuco, o IPA; em Minas Gerais, a EPAMIG; no Rio de Janeiro, a FIOCRUZ.
Assim colocada a ideia de uma nova CEPLAC ou o seu retorno aos idos da década de 90, creio ser importante discutir por que a região sul baiana ficou omissa ao desmantelamento de tal patrimônio, construído por sua própria sociedade?
Não se pode deixar de analisar o que chamo de “síndrome destrutiva sul-baiana”. A sociedade sulbaiana se omitiu ou permitiu destruir Organizações como o ICB, a SULBA, o CNPC, o Sistema Cooperativo, a Itaísa. Agora, para muitos, a CEPLAC já era e a UESC é o novo xodó, que deverá ser a bola da vez, daqui uns anos mais, a se confirmar esse aparente determinismo.
Eu chego a pensar que se a CEPLAC, ao invés do eixo Itabuna-Ilhéus, fosse implantada em Londrina (PR), em Campinas (SP), em Santa Maria (RS) ou mesmo em Campina Grande (PB), ela não teria chegado a esse estado caótico, pois a sociedade não deixaria. Anos atrás, o IAC quase foi ao fundo do poço no Governo Maluf, mas se recuperou e continua sendo o orgulho dos Campineiros, pois a sociedade rural paulista não permitiu tal insanidade.
Assim, com base nessas considerações, não parece difícil revitalizar a CEPLAC, sem muita preocupação, num dado momento, de mexer em quadrinhos e bolar esquemas, modelos e estratégias gerenciais. Alguns ajustes podem ser feitos, mas o “cerne continua de lei”.
- É só se ater no que a Organização realizou em seus primeiros 35 anos de vida:
·                 Elevação da produção de cacau em 310%, passando de 123 mil toneladas, nos anos 60/65 para 380 mil toneladas, em média, no quinquênio 80/85; assinalando um recorde de 457 mil toneladas no Ano Agrícola Internacional 1984/85 (Outubro/ Setembro).
·                 Aumento da produtividade média das lavouras, de 220 kg por hectare para 740 kg por hectare;
·                 Elevação das receitas cambiais de US$ 50 milhões por ano, no quinquênio 60/65, para US$ 620 milhões, em média, no período 80/85;
·                 O PROCACAU (Diretrizes para expansão da cacauicultura nacional, 1976-1985) possibilitou, nas regiões cacaueiras do país, a geração de 80 mil empregos diretos.
·                 Na Amazônia, 11 mil homens sem-terra, migrantes de todos os rincões, transformaram-se, graças à força do cacau, em prósperos agricultores, cuja produção de 36 mil toneladas, em 1985, representou o crescimento de 1.800% em relação ao passado, pois antes da CEPLAC chegar à região, a produção era semi-extrativa e não passava de 2 mil toneladas anuais;
·                 Há também, relevantes resultados no campo da infraestrutura, com destaque para estradas, pontes, eletrificação rural, escolas rurais, poços artesianos, indústrias de calcários, etc.;
·                 E, mais importante, os investimentos feitos na área de Recursos Humanos, tais como: formação de mão-de-obra técnica (Técnicos e Práticos Agrícolas) e em nível de trabalhador rural; e, com destaque na especialização de seu corpo profissional (Geneticistas, Pedólogos, Fisiologistas, Economistas, Fitopatologistas, Entomologistas, Educadores Rurais, Extensionistas.), seu mais importante patrimônio.
·                 O resultado alcançado de maior expressão para a cacauicultura mundial e nacional, foi a formação de um banco de germoplasma na Amazônia na Estação de Recursos Genéticos "José Haroldo", no município de Marituba, com 1800 acessos, compreendendo 940 de origem clonal e 877 seminal.  Esse patrimônio genético está representado por 21.475 genótipos procedentes de 36 diferentes bacias hidrográficas, fonte indispensável de consulta entre todos os pesquisadores e tomadores de decisão incumbidos de subsidiarem o futuro da cacauicultura mundial.
- Não se pode querer que a Organização seja operante no estado atual, cujo debacle começou depois da extinção da taxa de exportação, quando ela foi absorvida pelo MAPA, sem que a sociedade cacaueira, que a custeou, exigisse de direito o mesmo padrão de qualidade. Não, omissão total e continuou assim, passando a atacar e denegrir a Instituição, chutando-a como um cachorro morto.
- A continuar como está, só para manter as aparências, não é legal e honesto, até em respeito aos seus servidores que a construíram com abnegação, suor e compromisso com o meio rural.
- De outra forma, havendo decisão política, cabe ao MAPA criar um Grupo de poucas pessoas, que tenham conhecimento técnico, vivência institucional e “visgo” do produto, para em uma “sentada” e com cinco páginas bater o martelo sobre o futuro da CEPLAC. O mote é azeitar as peças para o retorno da “Fábrica-CEPLAC”. Depois, é depois, e se vai arrochando os parafusos.
Para tal, é tarefa para a juventude das regiões cacaueiras da Amazônia (Rondônia e Pará), sobretudo da Bahia, como os novos produtores emergentes pós vassoura-de-bruxa, que têm demonstrado uma nova consciência de empreendedores, aos quais reforço a minha convicção de que vale a pena lutar, junto ao MAPA, pela revitalização desse patrimônio institucional tão duramente conquistado pelo cacau.

E, finalizando, acredito que hão de perguntar – “o que esse velho (79 anos), que mora em Maceió, há mais de 20 anos fora da região, tem a ver com isso? Respondo-lhes sem pestanejar: - “A CEPLAC foi meu primeiro e único emprego; a minha Escola de aprendizagem técnica; e o meu vade-mécum de ética profissional”. (Maceió, 20 de fevereiro de 2016)

FORTALEZA AFLITA 20/02/2016


Sábado, 20 de fevereiro de 2016.
De: Jovino Nunes de Alencar, 86,
Para: Blog do Vicente Alencar.


1 - Deseja liquidar seu carro ou sua moto. Passe pela Rua Torres Câmara, 330.

Alí você encontrará um  belo buraco que abriu pela décima vez depois das chuvas de ontem. Uma maravilha. Pague seus impostos e tenha DIREITO A MAIS UM BURACO ASSUSTADOR.

Como diria Carvalho Nogueira: "Minha Fortaleza, CIDADE DOS MEUS AMORES!".

Perguntinha agradável: quando Fortaleza ganhará um bom Prefeito?

DOSE PARA 10 (DEZ) ELEFANTES

Minha querida plebe ignara. É dose OUVIR UMA APRESENTADORA DE
TV ex-TV Educativa dizer ORORA em vez de AURORA, nome de uma Cidade interiorana do Ceará que se chama AURORA.
Sinal dos tempos,
Cláudio.

Atenção!
Se você deseja arrebentar seu carro passe pela Rua Torres Câmara. Em frente ao número 330 quase esquina com a Rua dr. José Lourenço. Ali existe um BURAQUINHO esperando por você. Vá lá e se lasque!


va.-





quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Lula pediu para não depor porque está com medo, e Conselho Nacional do Ministério Público concede

Lula pediu para não depor porque está com medo, e Conselho Nacional do Ministério Público concede

Já houve um tempo em que, em situações assim, Lula se comportaria como o garoto da poesia “Meus Oito Anos”, de Casimiro de Abreu: iria com “a camisa aberta ao peito, pés descalços, braços nus”. Hoje, o Apedeuta é obrigado a mobilizar uma tropa de criminalistas, tem de contar com a artilharia dos deputados petistas e precisa se esconder. Ou por outra: Lula sabe que dar um jeito de não depor corrói um pouco mais a sua imagem. Mas isso significa também quem ele tem a certeza de que falar seria ainda pior

Por: Reinaldo Azevedo 17/02/2016 às 3:47
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Luiz Inácio Lula da Silva e Marisa Letícia não vão mais depor nesta quarta sobre o polêmico tríplex do Guarujá, no edifício Solaris. Os respectivos depoimentos da dupla estavam marcados para as 11h e 13h no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, mas foram suspensos por liminar concedida por Valter Shuenquener de Araújo, membro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), atendendo a pedido encaminhado pelo deputado petista Paulo Teixeira (SP).
Já houve um tempo em que, em situações assim, Lula se comportaria como o garoto da poesia “Meus Oito Anos”, de Casimiro de Abreu: iria com “a camisa aberta ao peito, pés descalços, braços nus”. Hoje, o Apedeuta é obrigado a mobilizar uma tropa de criminalistas, tem de contar com a artilharia dos deputados petistas e precisa se esconder. Ou por outra: Lula sabe que dar um jeito de não depor corrói um pouco mais a sua imagem. Mas isso significa também quem ele tem a certeza de que falar seria ainda pior. Lula e Marisa estão com medo.
Teixeira encaminhou mais do que um pedido ao CNMP. Ele enviou um enorme chororô que demonstra, adicionalmente, o ódio que tem — e que contamina todo o seu partido — pela imprensa livre. A íntegra de sua petição está http://s.conjur.com.br/dl/representacao-cnmp-paulo-teixeira.pdf.
Uma parte da argumentação do deputado apela à questão técnica. Diz ele que a denúncia está em fase de instrução na 5ª Vara Criminal do Fórum Criminal de São Paulo e que ato normativo impõe que dela se encarregue a 1ª Promotoria de Justiça. O promotor do caso, Cássio Roberto Conserino, é da segunda. Isso violaria o princípio do promotor natural.
Teixeira não parou por aí. Alega que, ao afirmar em entrevista à VEJA que iria, sim, denunciar Lula e Marisa,  Conserino antecipou uma decisão à revista. Até aí, vá lá, eu mesmo já disse que ele não deveria tê-lo feito — à revista, que se registre, cabe publicar. Um veículo de comunicação não é guardião de sigilo nem bedel de promotor.
O que é estupefaciente é o juízo de valor que Teixeira faz sobre a VEJA. Segundo ele, trata-se de um “veículo de imprensa notoriamente engajado na persecução pessoal e política do ex-presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores”.
A VEJA só pode receber como elogio a opinião que dela tem Paulo Teixeira, não é mesmo? Ora, pense um pouquinho: tente-se lembrar, ou recorra ao arquivo, de todas as reportagens que a revista publicou sobre os desmandos petistas. À luz do que se sabe, quem estava falando a verdade? A VEJA ou o PT?
O ridículo chega a seu estado da arte quando Teixeira infere que houve uma relação de troca. Segundo ele, “O Reclamado (Conserino) teve por objetivo, nitidamente, agradar os donos e responsáveis pela revista, em troca de um espaço de promoção pessoal que lhe foi efetivamente concedido”.
Como, no PT, quem tudo decide é o dono — vale dizer: Lula —, Teixeira imagina que o mesmo se passe na VEJA. Este senhor desconhece o fundamento da independência editorial porque deve estar acostumado a lidar com os ditos “blogs sujos” — que hoje adotam tal designação sem nenhuma vergonha; são mesmo uns sem-vergonhas —, que fazem seu jornalismo de joelhos para o PT.
Segundo Teixeira, todo mundo agora que conceder uma entrevista a um veículo de comunicação estará fazendo uma troca com o dono. Quando Dilma falar a algum jornal, a alguma revista ou a alguma TV, vamos perguntar quais foram as benesses trocadas.
Teixeira é um notório militante em favor da descriminação da maconha. Mas vou apostar que estivesse sóbrio quando redigiu seu trololó. Acho que ele não precisa queimar um mato para escrever besteira.
Shuenquener de Araújo não entrou no mérito nem fez considerações sobre a argumentação de Teixeira. Apenas suspendeu os depoimentos em caráter liminar — e nem havia a certeza de que o casal compareceria — para que seja examinado, então, pelo plenário do Conselho.
Segundo o conselheiro, o centro de sua decisão busca evitar uma eventual nulidade da apuração caso exista mesmo o erro formal apontado, relativo à distribuição. Até aí, vá lá.
Mas há também uma consideração inaceitável. Segundo Shuenquener de Araújo, a notícia de que grupos favoráveis e contrários a Lula estariam prontos a se manifestar poderia “comprometer o regular funcionamento e a segurança” do local. Aí não dá! Milícias do petismo sempre estarão mobilizadas para defender a impunidade de seus líderes.
Serão elas agora a definir quando um petista presta e quando não presta depoimento?




COLUNA DO VICENTE ALENCAR Edição nº 938.

COLUNA DO VICENTE ALENCAR
(Editor do Jornal Café Literário)
Edição nº 938.
Quinta-feira.
FORTALEZA - CEARÁ - NORDESTE - BRASIL
AMÉRICA DO SUL - Nos somos sul-americanos.


FORTALEZA - CAPITAL BRASILEIRA DO ARTESANATO

"Andar de bicicleta é muito temeroso num clima de 32 graus como o de Fortaleza. E ao lado do lixo ainda fica melhor. O Beto Bicicleta endoidou. Coitado!" (Jovino Nunes de Alencar,m 85, comerciante aposentado). 
Lembrando: "os pedreiros, pintores, vendedores que andavam de bicicleta em Fortaleza aposentaram o pequeno veículo. Hoje usam motos. Só o Beto não enxerga".

Atenção!
É grande o número de vagabundos sujando os carros de passeio no cruzamento da Av. Pontes Vieira com Av. Barão de Studart.  Ficam  pedindo "um trocadim...". Isso é um abuso. E grande!

O mesmo ocorre na AV. RUI BARBOSA COM ANTONIO SALES,  RUA COSTA BARROS COM CARLOS VASCONCELOS E MILHARES DE OUTROS PONTOS. E A GUARDA MUNICIPAL SERVE MESMO PARA QUE?

ACADEMIA DE RETÓRICA REÚNE-SE
Às 16 horas de hoje na Academia Cearense de Retórica estará reunida a Academia Cearense de Retórica. Todos os membros são convidados pelo presidente Mauricio Benevides.

ACADEMIA JUVENAL GALENO EMPOSSA
Às 17 horas do próximo sábado, dia 20 de fevereiro, a posse das nova Diretoria da Academia de Letras Juvenal Galeno, em sua sede à Rua General Sampaio, 1128.

A nova Diretoria está assim constítuida:
Presidente - Linda Lemos.
Vice - Moreira Lopes (Dedé).
1º Secretário: Clara Leda.
2º Secretário: Rosa Virgínia.
1º Tesoureiro: Eduardo Luiz.
2º Tesoureiro: Regina Amorim.
Diretor Cultural: Joseleido Bomfim Santana.
Diretora de Eventos: Cirlene Setúbal.
Diretor de Comunicação: Paulo Tadeu.
Diretora de Publicações: Eliane Arruda.
Diretor Jurídico: Gutemberg Liberato.

REUNIÃO EM LIMOEIRO DO NORTE
A Sociedade Cearense de Geografia e História fará amanhã, dia 19, sua primeira reunião no interior do Estado. Sua atual Diretoria achou por bem levar ao interior uma de suas reuniões para congregar mais ainda o relacionamento. A Academia Limoeirense de Letras dará apoio ao evento, bem como a Fafidam, UECE e a Unimed.

A delegação de membros da SCGH deixará Fortaleza às 5 horas da manhã em ônibus especial. O café será logo após a chegada e em seguida,  às 10 horas,  a primeira palestra, seguindo-se da segunda, posse de novo membro da entidade e conclusão dos trabalhos.

Os palestrantes como já foi amplamente informado serão Ângelo Osmiro Barreto (Historiógrafo, Vice Presidente da SCGH) e Evandro Bezerra (Professor, Engenheiro Agrônomo e especialista em recursos Hídricos).

MOTO - A MORTE SOBRE DUAS RODAS.

UMA TROVA:
Deus fez a mansão mais bela,l
tão extensa que eu medito:
cada estrela é uma janela
na imensidão do infinito...
JOSÉ WALDEZ DE C. MOURA.

SARAU DAS PALAVRAS
Será dia 25 de fevereiro às 17 horas a realização do Sarau das Palavras deste mês de Fevereiro. Sempre uma promoção da Associação dos Aposentados da Fazenda do Estado do Ceará, tendo como local a sua sede na Rua 25 de março, 537, no centro.

FLÁVIO LEITÃO NA APESC
Será neste sábado as 10 horas e 30 minutos a palestra do Professor Flávio Leitão, da UFC no auditório da APESC. Ele dissertará para os presentes sobre "Evolução da Neurologia". O bloco de palestras da APESC é coordenado pelo escritor Gonzaga Mota. Todos os sócios e amigos da APESC são convidados para o evento.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

OAB resolve escolher com quais crimes não condescende e pede “Fora Cunha” e “Dentro Dilma”

OAB resolve escolher com quais crimes não condescende e pede “Fora Cunha” e “Dentro Dilma”
É vergonhoso! Abaixo a ditadura da OAB, submetida que foi à metafísica petralha! É hora de o republicanismo chegar a essa corporação de ofício de caráter medieval. É claro que sua natureza indefinida e única, no cotejo com os poderes de que dispõe, faz dela uma entidade que agride fundamentos da Constituição. Quais membros de nossa corte suprema teriam a coragem de botar o dedo nessa ferida?
Nos últimos anos, a OAB — Ordem dos Advogados do Brasil — não cansa de envergonhar a sua própria história. Desde a chegada do PT ao poder, o que se tem é um rotina de sujeição, de cerviz dobrada, de genuflexão, de submissão ao poder, coisas que vão além do limite da vergonha e do constrangimento.
Nesta terça, Claudio Lamachia, novo presidente da Ordem, anunciou que entregará ao Conselho de Ética da Câmara um pedido de afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara.
Para Lamachia, não se pode “ter hoje um presidente da Câmara dos Deputados com todas essas acusações e ainda podendo interferir no caso”.
Já sobre a presidente Dilma Rousseff, ele afirmou que a Ordem não tem uma unanimidade sobre o tema e que ainda vai discutir o assunto. Segundo ele, a entidade está dividida sobre qual posição tomar em relação ao impeachment, e essa divisão é motivada pela complexidade do tema.
Como é que é?
Então não se pode ter um presidente da Câmara como Cunha, interferindo, diz a OAB, nas questões do Conselho de Ética, mas se pode ter uma presidente como Dilma, que defende Lula sem apresentar um miserável argumento?
Quando a presidente da República promove uma reforma ministerial com o fito exclusivo de conseguir o número necessário de votos na Câmara para que a denúncia seja recusada, ela está ou não está interferindo no processo?
Quando a presidente libera um ministro para reassumir por um dia a vaga de deputado só para tentar eleger o líder de um líder que vai ajudar a combater o impeachment, está ou não está interferindo no processo?
Que parte da Lei 1.079, que define os crimes de responsabilidade, a OAB não entendeu? Quais trechos dos Artigos 85 e 86 da Constituição são de difícil compreensão para os doutores? Posso explicar se quiserem.
Este é, sem dúvida, um dos piores momentos da história da OAB. Que curioso, não? A ditadura militar lhe inspirava a resistência; o poder petista, na democracia, a leva ao rastejo mais abjeto.
E sabem por que a coisa é ainda pior? Só se pode advogar com a chancela da OAB. Não é uma questão volitiva. É uma imposição. Aliás, tivesse qualquer outra entidade esse estatuto, a OAB se insurgiria contra ela, não é mesmo?
Vocês sabiam que nem o STF conseguiu definir que diabos é a OAB? Nas palavras de um ministro, “a natureza jurídica da Ordem dos Advogados é realmente bastante controvertida. Não há autor que tenha apresentado até hoje uma definição clara, aceita unanimemente no que diz respeito a natureza jurídica da Ordem. Alguns falam em corporação especial, corporação pública, autarquia, autarquia especial, federação de corporações; na verdade, não há unanimidade.”
Controvertida é pouco!
E o professor  Edvaldo Nilo esclarece:
1: Não procede a alegação de que a OAB sujeita-se aos ditames impostos à Administração Pública Direta e Indireta;
2: a OAB não precisa obrigatoriamente fazer concurso público;
3: a OAB não é uma autarquia na qual se inserem essas que se tem referido como “autarquias especiais” ou agências reguladoras;
4: a OAB não é uma entidade da Administração Indireta da União;
5: por não consubstanciar uma entidade da Administração Indireta, a OAB não está sujeita a controle da Administração, nem a qualquer das suas partes está vinculada;
Assim sendo, o plenário do STF disse que a OAB é uma entidade sui generis, chamada de “serviço público independente” que pode muito bem ser classificada como autarquia sui generis, como diz grande parte da doutrina.
Ou por outra: talvez essa seja a melhor definição do que vem a ser uma oligarquia, não é mesmo? Uma vez que a Ordem, que não está submetida a nenhum controle externo, que não deve satisfações a ninguém, dispõe, não obstante de poderes excepcionais sobre uma atividade de caráter público, a advocacia, com “direito” assegurado de indicar nomes para tribunais.
Se querem um resquício claro de um poder que nada tem de republicano, meus caros, tomem a OAB como exemplo.
Quando ela se opunha ao poder, bem! Essa sua natureza era coberta por uma escolha certa — ainda que essa escolha certa não mudasse sua natureza primitiva. Agora que escolheu o caminho da sujeição, então se percebe com mais clareza seu caráter autoritário.
A OAB se outorga o direito de decidir com quais crimes ela condescende e com quais não condescende.
É vergonhoso! Abaixo a ditadura da OAB, submetida que foi à metafísica petralha!
É hora de o republicanismo chegar a essa corporação de ofício de caráter medieval.
É claro que sua natureza indefinida e única, no cotejo com os poderes de que dispõe, faz dela uma entidade que agride fundamentos da Constituição.
Quais membros de nossa corte suprema teriam a coragem de botar o dedo nessa ferida?


COLUNA DO VICENTE ALENCAR EDIÇÃO Nº 938

COLUNA DO VICENTE ALENCAR
EDIÇÃO Nº 938
QUARTA-FEIRA
17 DE FEVEREIRO DE 2016
FORTALEZA - CEARÁ - NORDESTE
BRASIL - AMÉRICA DO SUL
Somos lidos em todos os países que adotam ou falam a Língua Portuguesa.

LIVRO - UM GRANDE PRESENTE!

A MANCHETE DE HOJE do Jornal Diário do Nordeste aqui de Fortaleza é realmente preocupante. Senão vejamos: Poluição em nível alto afeta 48 açudes do Ceará.

SESSÃO DA SAUDADE
Será neste sábado às 9 horas na Academia Cearense de Letras a sessão da saudade em homenagem póstuma a memória saudoso Auditor Federal, aposentado, Ayrton Vasconcelos falecido no último dia 24 de janeiro, aos 83 anos.

Pecuarista, um dos fundadores do Clube do Berro, que congrega caprino-ovinocultores cearenses.

Genitor do jornalista e advogado Reginaldo Vasconcelos, presidente da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo e do advogado Adriano Vasconcelos.

Ayrton Vasconcelos integrou o Grupo de idealizadores e fundadores da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo sendo seu Sócio Honorário.

Foi de Ayrton a ideia de criar a Galeria Pictorica dos Patronos Perpétuos, quando, inclusive, patrocinou o primeiro retrato, no caso do Chanceler Edson Queiroz.

Todos os amigos de Ayrton são convidados. Endereço da Academia Cearense de Letras: Rua do Rosário, 1, prédio do Palácio da Luz, olhando para a Igreja do Rosário, no Centro, próximo 
ao prédio da Caixa Econômica Federal.

PS:- Estacionamento amplo e coberto em frente ao Palácio da Luz, pela Rua sena Madureira.

NÓBREGA É CONSELHEIRO NACIONAL
O presidente da ALANE - Academia de Letras e Artes do Nordeste retornou de Recife com um cargo em sua bagagem. 

Ele foi eleito Conselheiro Nacional da Câmara Brasileira de Desenvolvimento Cultural representando o Estado do Ceará, ao lado de Waldênio Porto, do Estado de Pernambuco.

Nossos cumprimentos a Francisco Nóbrega, que, por certo, terá uma jornada das mais fecundas junto aquele organismo nacional.

Por sinal esta noite de quarta-feira a partir das 19 horas e 30 minutos haverá reunião da ALANE no Ideal clube. Todos os membros da diretoria e demais associados estão sendo convidados.

O médico e escritor José Maria Chagas 
reor na hoje de Aracaju, onde esteve alguns dias. A noite participará da reunião da ALANE e sexta-feira pela manhã estará em Limoeiro do Norte  participando da reunião da Sociedade Cearense de Geografia e História, com apoio da Academia Limoeirense de Letras, FAFIDAM, UECE, UNIMED.

O pesquisador Paulo Gastão, da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço-SBEC,  que reside em Mossoró, também participará do Encontro da SCGH em Limoeiro do Norte.

DIA 5 DE AGOSTO
Será no dia 5 de agosto a primeira reunião do ano da União Brasileira de Trovadores-Secção de Fortaleza. Em janeiro houve recesso e em fevereiro a data aconteceu no sábado de Carnaval impossibilitando a reunião.

DIA 8 DE AGOSTO
No dia 8 de agosto será realizada a reunião mensal da TERÇA-FEIRA EM PROSA E VERSO agora em novo horári na Academia Cearense de Letras.
Face a insegurança reinante no Brasil, particularmente em fortaleza, a reunião será as 9 e meia da manhã. 

Convidamos a todos os poetas, poetisas, escritores, escritoras, trovadores, trovadoras e os amigos em geral para comparecerem a reunião.

CAOS NA BAHIA
Fui informado hoje pela manhã que na cidade baiana de Ilhéus e outras da boa terra, as pessoas vitimas do ZICA VIRUS.
Dengue e "Chicocunha" estão esperando atendimento médico deitadas no chão. O problema é grave, a epidemia é grande e o Congresso somente discute assuntos para prejudicar os Professores Brasileiros como aconteceu na sessão de ontem à tarde que terminou no inicio da noite. É O BRASIL (!!!!) bem, dirigido (????????) 

 ATENÇÃO!

      É bom saber disso:
    51 NÃO CABE EM 18


Sistema de Bibliotecas da UFC implantará identificação biométrica para empréstimo


Sistema de Bibliotecas da UFC implantará identificação biométrica para empréstimo

Visando modernizar e dotar de maior segurança o atendimento à comunidade acadêmica, a Biblioteca Universitária está implantando a tecnologia de identificação biométrica para a realização de empréstimos de material bibliográfico. A coleta das impressões digitais já está em andamento nas bibliotecas de Fortaleza e nos campi do Interior do Estado, com exceção do Campus de Sobral, cuja data de coleta será definida em breve.

Para efetuar o cadastramento de sua digital, o aluno, servidor técnico-administrativo ou docente deve apresentar documento de identificação com foto, no setor de empréstimo. As senhas continuarão a ser utilizadas para a renovação pela Internet e para os casos de impossibilidade de coleta da digital pelos leitores biométricos, seja por danos ou desgaste na impressão digital.

INVENTÁRIO ANUAL – Anualmente, a Biblioteca Universitária da UFC realiza o inventário de seu patrimônio bibliográfico, atividade que se dá por exigência do Tribunal de Contas da União. O procedimento referente ao ano de 2015 será realizado de 22 de fevereiro a 11 de março deste ano. Durante esse período, as bibliotecas estarão abertas, exclusivamente, para devolução de livros e entrega de declaração de quitação (nada consta). A renovação pela Internet continuará disponível, mas a liberação de reservas estará suspensa durante o inventário, sendo retomada normalmente a partir de 14 de março. Não serão cobradas multas referentes ao período.

Fonte: Direção da Biblioteca Universitária – fones: 85 3366 9507 e 3366 9508

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Pós-Graduação em Engenharia Química recebe comitê internacional em seminário

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química da Universidade Federal do Ceará (PGEQ/UFC) realiza, desta quarta-feira (17) até sexta-feira (19), o 1st Assessment Seminar (1º Seminário de Avaliação). No evento, os alunos de pós-graduação do Programa, entre mestrandos e doutorandos, irão apresentar e discutir seus trabalhos de pesquisa com um Comitê Assessor Internacional.

As atividades terão início às 8h30min do dia 17 e acontecem no Auditório Cândido Pamplona e no bloco 714 do Centro de Tecnologia da UFC (Av. Mister Hull, s/n – Campus do Pici Prof. Prisco Bezerra). Durante três dias, o Comitê Assessor Internacional deverá avaliar criticamente o nível científico das teses e dissertações, bem como o impacto internacional da produção técnica e intelectual gerada, como forma de nortear as futuras ações do Programa rumo à excelência acadêmica na área de Engenharia Química.

O Comitê será formado por sete pesquisadores de destaque mundial atuantes nas diferentes linhas de pesquisa do PGEQ: Alírio Rodrigues (Universidade do Porto/Portugal); Argílio de Pádua (Université Blaise Pascal/França); César Costapinto Santana (Universidade Estadual de Campinas); Diego Mantovani (Université Laval/Canadá); Ligia Rodrigues (Universidade do Minho/Portugal); João Benevides Pessela (Universidad Autónoma de Madrid/Espanha) e Maria Angela de Almeida Meireles (Universidade Estadual de Campinas).

A sessão de encerramento do seminário, prevista para a manhã de sexta-feira (19), contará com a presença do Prof. Reinaldo Giudici, que ministrará uma palestra, em inglês, sobre o tema "O sistema de avaliação da pós-graduação da Capes e os critérios da área de Engenharias II". Giudici é docente da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP) e coordenador da área de avaliação de Engenharias II na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), na qual se inserem os Programas de Pós-Graduação em Engenharia Química.

PGEQ/UFC – O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química da UFC iniciou suas atividades em 2001 com o curso de mestrado, tendo sido autorizado pela Capes a oferecer também o doutorado a partir de 2008. Atualmente, o programa é avaliado pela Capes com conceito 5 (excelência nacional). O 1st Assessment Seminar conta com recursos da Capes e Funcap, aprovados dentro do Edital de Estímulo à Pós-Graduação 2014, e faz parte de uma série de ações que buscam aumentar a visibilidade e inserção dos pesquisadores do PGEQ no cenário internacional.

Fonte: Profª Diana Azevedo, do Departamento de Engenharia Química – fone: 85 3366 9240

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Livro que trata sobre as experiências dos conselhos escolares será lançado sexta-feira (19)

Será lançado na próxima sexta-feira (19), a partir das 19h, o livro Conselho Escolar – Fortalecendo Redes para a Gestão Democrática, coletânea de artigos produzidos por pesquisadores, docentes e tutores do Curso de Formação Continuada em Conselhos Escolares, promovido pela Universidade Federal do Ceará.

O evento se dá em parceria com o Centro de Educação a Distância do Estado do Ceará (CED), vinculado à Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc), o Comitê Gestor Institucional de Formação Inicial e Continuada de Profissionais do Magistério da Educação Básica da UFC (COMFOR), o Instituto UFC Virtual e o Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (ADUFC-Sindicato – Av. da Universidade, 2346, Benfica), onde ocorrerá o lançamento.

Resultado de chamada pública realizada pela UFC, o livro é organizado pelos pesquisadores Cibelle Amorim Martins, Cátia Luzia Oliveira da Silva e Francisco Herbert de Lima Vasconcelos. Reúne textos sobre redes de formação e experiências voltadas para o fortalecimento da gestão democrática por meios dos conselhos escolares, além de contribuições importantes dos autores ao estabelecerem conexões com saberes e práticas, em busca de melhorar a qualidade da educação na escola pública brasileira. A publicação será distribuída gratuitamente na ocasião.

Os conselhos escolares têm despontado como uma das principais estratégias de democratização da escola. Eles geram experiências importantes na discussão de aspectos como a relação entre escola e família e o engajamento da comunidade local na educação.

Fonte: Instituto UFC Virtual – fone: 85 3366 9509

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Empresas juniores se juntam para formar núcleo na UFC; encontro ocorre quarta-feira (17)

Estudantes que integram empresas juniores da UFC estão se articulando para formar o Núcleo de Empresários Juniores (NEJ) da UFC. O objetivo é ampliar o diálogo, unificar interesses e garantir uma representação perante a Administração Superior da Universidade.

De acordo com o estudante Marcelo Mendonça, membro da GeoCapta, do Curso de Geologia, outra proposta é quebrar preconceitos sobre empreendedorismo entre alunos e professores. "O conceito que existe hoje é o da empresa júnior como uma instituição privada que visa ao lucro. Queremos diferenciar, pois se trata de uma associação sem fins lucrativos", afirmou Marcelo.

No fim de janeiro deste ano, 12 membros de empresas juniores se reuniram para discutir a criação do NEJ. Uma segunda reunião será realizada no próximo dia 17, às 10h, no Departamento de Geologia (bloco 913 do Campus do Pici Prof. Prisco Bezerra) com a participação de integrantes de mais oito empresas e, também, do coordenador da Agência de Estágios da UFC e Pró-Reitor Adjunto de Extensão, Rogério Mâsih. Segundo Marcelo, o objetivo é identificar mais iniciativas desse tipo, agregando outros interessados em participar do Núcleo. Representantes de outras empresas juniores estão convidados a participar.

EMPREENDEDORISMO NA UFC – Empresa Júnior é uma associação civil sem fins lucrativos, formada e gerida por alunos de um curso superior, cujos principais objetivos são: fomentar o aprendizado prático do universitário em sua área de atuação e aproximar o mercado de trabalho das academias, com a elaboração de projetos de consultoria na área de formação dos alunos.

A Resolução nº 04 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFC (http://goo.gl/ZMDc4a), de 27 de fevereiro de 2014, regulamenta as empresas juniores dentro da UFC, junto à Pró-Reitoria de Extensão.

Fonte: Marcelo Mendonça, integrante da empresa júnior GeoCapta – fone: 85 99997 0925


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