Na Hipocrisia do mundo você se descobre,
e, se encontra, quando vive um grande amor
Vicente Alencar

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

HINOS

                                   

HINO NACIONAL BRASILEIRO

Letra: Joaquim Osório Duque Estrada

Música: Francisco Manuel da Silva

 

Parte I

 

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas

De um povo heróico o brado retumbante,

E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,

Brilhou no céu da pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade

Conseguimos conquistar com braço forte,

Em teu seio, ó liberdade,

Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,

Idolatrada,

Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido

De amor e de esperança à terra desce,

Se em teu formoso céu, risonho e límpido,

A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,

És belo, és forte, impávido colosso,

E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada,

Brasil!

Parte II

 

Deitado eternamente em berço esplêndido,

Ao som do mar e à luz do céu profundo,

Fulguras, ó Brasil, florão da América,

Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra, mais garrida,

Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;

"Nossos bosques têm mais vida",

"Nossa vida" no teu seio "mais amores."

Ó Pátria amada,

Idolatrada,

Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo

O lábaro que ostentas estrelado,

E diga o verde-louro dessa flâmula

- "Paz no futuro e glória no passado."

Mas, se ergues da justiça a clava forte,

Verás que um filho teu não foge à luta,

Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada,

Brasil!

 

Hino do Estado do Ceará-Letra

 

Letra: THOMAZ POMPEU LOPES FERREIRA

Música: ALBERTO NEPOMUCENO

 

Terra do sol, do amor, terra da luz!

Soa o clarim que a tua glória conta!

Terra, o teu nome, a fama aos céus remonta

Em clarão que seduz!

- Nome que brilha, esplêndido luzeiro

Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro!

 

Mudem-se em flor as pedras dos caminhos!

Chuvas de prata rolem das estrelas...

E, despertando, deslumbrada ao vê-las,

Ressoe a voz dos ninhos...

Há de aflorar, nas rosas e nos cravos

Rubros, o sangue ardente dos escravos!

 

Seja o teu verbo a voz do coração,

- Verbo de paz e amor, do Sul ao Norte!

Ruja teu peito em luta contra a morte,

Acordando a amplidão.

Peito que deu alívio a quem sofria

E foi o sol iluminando o dia!

 

Tua jangada afoita enfune o pano!

Vento feliz conduza a vela ousada;

Que importa que teu barco seja um nada,

Na vastidão do oceano,

Se, à proa, vão heróis e marinheiros

E vão, no peito, corações guerreiros?!

 

Sim, nós te amamos, em ventura e mágoas!

Porque esse chão que embebe a água dos rios

Há de florar em messes, nos estios

Em bosques, pelas águas!

Selvas e rios, serras e florestas

Brotem do solo em rumorosas festas!

 

Abra-se ao vento o teu pendão natal,

Sobre as revoltas águas dos teus mares!

E, desfraldando, diga aos céus e aos ares

A vitória imortal!

Que foi de sangue, em guerras leais e francas,

E foi, na paz, da cor das hóstias brancas!

 

Hino do município de Fortaleza

Letra por Gustavo Barroso

Melodia por Antônio Gondim

 

Junto à sombra dos muros do forte

A pequena semente nasceu.

Em redor, para a glória do Norte,

A cidade sorrindo cresceu.

No esplendor da manhã cristalina,

Tens as bênções dos céus que são teus

E das ondas que o sol ilumina

As jangadas te dizem adeus.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

O emplumado e virente coqueiro

Da alva luz do luar colhe a flor

A Iracema lembrando o guerreiro,

De sua alma de virgem senhor.

Canta o mar nas areias ardentes

Dos teus bravos eternas canções:

Jangadeiros, caboclos valentes,

Dos escravos partindo os grilhões.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

Ao calor do teu sol ofuscante,

Os meninos se tornam viris,

A velhice se mostra pujante,

As mulheres formosas, gentis.

Nesta terra de luz e de vida

De estiagem por vezes hostil,

Pela Mãe de Jesus protegida,

Fortaleza és a Flor do Brasil.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

Onde quer que teus filhos estejam,

Na pobreza ou riqueza sem par,

Com amor e saudade desejam

Ao teu seio o mais breve voltar.

Porque o verde do mar que retrata

O teu clima de eterno verão

E o luar nas areias de prata

Não se apagam no seu coração.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

HINO DO ESTUDANTE CEARENSE

Letra: Filgueiras Lima

Música: Sílva Novo

 

I - CORO

Ideal grandioso e puro,

Ilumina o nosso afã

pelo Ceará do futuro

pelo Brasil de amanhã.

 

II

È chegado o momento da luta,

Mocidade vibrante e viril,

Este brado de angústia se escuta;

vinde, jovens, salvar o Brasil.

 

III

Pelejemos em prol da instrução,

Estudantes, patriotas em flor,

na batalha em que o livro é clarão,

quem mais sabe será vencedor.

 

IV

Antes os mares revoltos e fortes,

sob os céus estrelados e azuis

marcharão nossas rijas coortes,

aureoladas de glória e de luz.

RÁDIO GUARANI DE FORTALEZA

                          RÁDIO GUARANI DE FORTALEZA


Programação 24 horas no ar com muita Música Popular Brasileira (a verdadeira MPB não confundir com a outra MPB - Música Péssima Brasileira), noticias e comentários.

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No Brasil ou no Exterior.

Pela Internet não há distância que nos separe.    

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quarta-feira, 6 de outubro de 2021

O LABIRINTO - Porto Alegre, 6/10/21. Rui Martinho Rodrigues

 

O LABIRINTO

Labirintos têm muitos caminhos. São escolhas. Já se disse que todas as sendas são resolutivas, que historicamente tudo se resolve. Mas algumas rotas são mais árduas ou levam a desenlaces trágicos. A política é uma floresta cheia de placas indicando destinos. Cada uma se apresenta como o fio de Ariadne. Representação e participação política; garantias individuais e direitos sociais; liberdades negativas ou de agir e positivas ou de ser; direitos e patrocínios; justiça e segurança jurídica; responsabilidade fiscal e voluntarismo; instituições e populismo; (des)informação e catequese são algumas das rotas do “novelo” político.

Escolher entre as indicações exacerba os ânimos. Pensadores, líderes e ativistas, por convicção ou por oportunismo, defendem ardorosamente alguns dos destinos indicados. Nem sempre sabem o que significam. As crises exigem escolhas. É o desafio do nó górdio. A nossa representação política deve ser aperfeiçoada, mas quem legisla tem interesse na manutenção do quadro atual. A participação ou democracia direta não obteve sucesso em parte alguma. As garantias individuais são a parte mais preciosa da democracia e estão ameaçadas pelo fortalecimento da criminalidade pesada, o terrorismo, o afã punitivista de justiça, (ou justiçamento?) e pela cavilosa defesa da democracia. Os chamados direitos sociais são uma fórmula para flexibilizar as preciosas garantias individuais em nome da justiça social.

Liberdades negativas são aquelas que dizem não a quem pretende avançar sobre os direitos de outrem. Liberdade positiva, nome bonito para legitimar o sacrifício de uns pelos outros, embora não tenha uma história de êxitos que a possa invocar para legitimar-se. A respeito disso Milton Friedman (1912 – 2006) adverte: quem troca a liberdade (de agir) pelo bem-estar (liberdade positiva) acaba perdendo as duas coisas. A liberdade de escolhas, nos termos das condições transcendentais do agir moral (Immanuel Kant, 1724 – 1804) é poder optar livre e conscientemente; dentro das normas estabelecidas; reconhecida como própria dos sujeitos capazes. O patrocínio não é liberdade de agir. A liberdade de ser é ilusória. O ser é realidade fática. Agir como se fosse o que não é não passa de aparência. Ser é matéria fática, não escolha. Mas a reserva do possível tem sido esquecida. Desinformação, catequese e doutrinação, nas escolas e meios de comunicação despertaram a resistência da maioria silenciosa. Esta parcela do eleitorado talvez já não seja maioria, mas continua com direito ao exercício da cidadania.

Direitos humanos são direitos potestativos. Não são títulos de créditos contra terceiros, não têm exigibilidade, salvo quanto ao não impedimento do seu exercício. Justiça é conceito indeterminado. O entendimento do que seja tal coisa abre espaço ao exercício da subjetividade, arbitrariedade de autoridades; e demagogia no campo da política. Faculta interpretações criativas do Direito que fragilizam a segurança jurídica.

Responsabilidade fiscal é um realismo difícil de defender em palanque eleitoral, sala de aula e nos meios de comunicação, embora seja necessária. O voluntarismo que apresenta a vontade política como solução rende aplausos, votos e causa desgraça. Triunfa na fase decadente das democracias, que é a demagogia (Aristóteles, 384 a. C. – 322 a.C.). Populismo é o caminho que resta quando Parlamento, sistema eleitoral, Judiciário estão desacreditados e veículos de comunicação desmoralizados. O labirinto político só tem um caminho que o homem médio pode entender: a defesa das garantias individuais.

Porto Alegre, 6/10/21.

Rui Martinho Rodrigues

HINOS

                                   

HINO NACIONAL BRASILEIRO

Letra: Joaquim Osório Duque Estrada

Música: Francisco Manuel da Silva

 

Parte I

 

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas

De um povo heróico o brado retumbante,

E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,

Brilhou no céu da pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade

Conseguimos conquistar com braço forte,

Em teu seio, ó liberdade,

Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,

Idolatrada,

Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido

De amor e de esperança à terra desce,

Se em teu formoso céu, risonho e límpido,

A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,

És belo, és forte, impávido colosso,

E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada,

Brasil!

Parte II

 

Deitado eternamente em berço esplêndido,

Ao som do mar e à luz do céu profundo,

Fulguras, ó Brasil, florão da América,

Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra, mais garrida,

Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;

"Nossos bosques têm mais vida",

"Nossa vida" no teu seio "mais amores."

Ó Pátria amada,

Idolatrada,

Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo

O lábaro que ostentas estrelado,

E diga o verde-louro dessa flâmula

- "Paz no futuro e glória no passado."

Mas, se ergues da justiça a clava forte,

Verás que um filho teu não foge à luta,

Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada,

Brasil!

 

Hino do Estado do Ceará-Letra

 

Letra: THOMAZ POMPEU LOPES FERREIRA

Música: ALBERTO NEPOMUCENO

 

Terra do sol, do amor, terra da luz!

Soa o clarim que a tua glória conta!

Terra, o teu nome, a fama aos céus remonta

Em clarão que seduz!

- Nome que brilha, esplêndido luzeiro

Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro!

 

Mudem-se em flor as pedras dos caminhos!

Chuvas de prata rolem das estrelas...

E, despertando, deslumbrada ao vê-las,

Ressoe a voz dos ninhos...

Há de aflorar, nas rosas e nos cravos

Rubros, o sangue ardente dos escravos!

 

Seja o teu verbo a voz do coração,

- Verbo de paz e amor, do Sul ao Norte!

Ruja teu peito em luta contra a morte,

Acordando a amplidão.

Peito que deu alívio a quem sofria

E foi o sol iluminando o dia!

 

Tua jangada afoita enfune o pano!

Vento feliz conduza a vela ousada;

Que importa que teu barco seja um nada,

Na vastidão do oceano,

Se, à proa, vão heróis e marinheiros

E vão, no peito, corações guerreiros?!

 

Sim, nós te amamos, em ventura e mágoas!

Porque esse chão que embebe a água dos rios

Há de florar em messes, nos estios

Em bosques, pelas águas!

Selvas e rios, serras e florestas

Brotem do solo em rumorosas festas!

 

Abra-se ao vento o teu pendão natal,

Sobre as revoltas águas dos teus mares!

E, desfraldando, diga aos céus e aos ares

A vitória imortal!

Que foi de sangue, em guerras leais e francas,

E foi, na paz, da cor das hóstias brancas!

 

Hino do município de Fortaleza

Letra por Gustavo Barroso

Melodia por Antônio Gondim

 

Junto à sombra dos muros do forte

A pequena semente nasceu.

Em redor, para a glória do Norte,

A cidade sorrindo cresceu.

No esplendor da manhã cristalina,

Tens as bênções dos céus que são teus

E das ondas que o sol ilumina

As jangadas te dizem adeus.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

O emplumado e virente coqueiro

Da alva luz do luar colhe a flor

A Iracema lembrando o guerreiro,

De sua alma de virgem senhor.

Canta o mar nas areias ardentes

Dos teus bravos eternas canções:

Jangadeiros, caboclos valentes,

Dos escravos partindo os grilhões.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

Ao calor do teu sol ofuscante,

Os meninos se tornam viris,

A velhice se mostra pujante,

As mulheres formosas, gentis.

Nesta terra de luz e de vida

De estiagem por vezes hostil,

Pela Mãe de Jesus protegida,

Fortaleza és a Flor do Brasil.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

Onde quer que teus filhos estejam,

Na pobreza ou riqueza sem par,

Com amor e saudade desejam

Ao teu seio o mais breve voltar.

Porque o verde do mar que retrata

O teu clima de eterno verão

E o luar nas areias de prata

Não se apagam no seu coração.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

HINO DO ESTUDANTE CEARENSE

Letra: Filgueiras Lima

Música: Sílva Novo

 

I - CORO

Ideal grandioso e puro,

Ilumina o nosso afã

pelo Ceará do futuro

pelo Brasil de amanhã.

 

II

È chegado o momento da luta,

Mocidade vibrante e viril,

Este brado de angústia se escuta;

vinde, jovens, salvar o Brasil.

 

III

Pelejemos em prol da instrução,

Estudantes, patriotas em flor,

na batalha em que o livro é clarão,

quem mais sabe será vencedor.

 

IV

Antes os mares revoltos e fortes,

sob os céus estrelados e azuis

marcharão nossas rijas coortes,

aureoladas de glória e de luz.

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terça-feira, 5 de outubro de 2021

HINOS

                                   

HINO NACIONAL BRASILEIRO

Letra: Joaquim Osório Duque Estrada

Música: Francisco Manuel da Silva

 

Parte I

 

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas

De um povo heróico o brado retumbante,

E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,

Brilhou no céu da pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade

Conseguimos conquistar com braço forte,

Em teu seio, ó liberdade,

Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,

Idolatrada,

Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido

De amor e de esperança à terra desce,

Se em teu formoso céu, risonho e límpido,

A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,

És belo, és forte, impávido colosso,

E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada,

Brasil!

Parte II

 

Deitado eternamente em berço esplêndido,

Ao som do mar e à luz do céu profundo,

Fulguras, ó Brasil, florão da América,

Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra, mais garrida,

Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;

"Nossos bosques têm mais vida",

"Nossa vida" no teu seio "mais amores."

Ó Pátria amada,

Idolatrada,

Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo

O lábaro que ostentas estrelado,

E diga o verde-louro dessa flâmula

- "Paz no futuro e glória no passado."

Mas, se ergues da justiça a clava forte,

Verás que um filho teu não foge à luta,

Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada,

Brasil!

 

Hino do Estado do Ceará-Letra

 

Letra: THOMAZ POMPEU LOPES FERREIRA

Música: ALBERTO NEPOMUCENO

 

Terra do sol, do amor, terra da luz!

Soa o clarim que a tua glória conta!

Terra, o teu nome, a fama aos céus remonta

Em clarão que seduz!

- Nome que brilha, esplêndido luzeiro

Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro!

 

Mudem-se em flor as pedras dos caminhos!

Chuvas de prata rolem das estrelas...

E, despertando, deslumbrada ao vê-las,

Ressoe a voz dos ninhos...

Há de aflorar, nas rosas e nos cravos

Rubros, o sangue ardente dos escravos!

 

Seja o teu verbo a voz do coração,

- Verbo de paz e amor, do Sul ao Norte!

Ruja teu peito em luta contra a morte,

Acordando a amplidão.

Peito que deu alívio a quem sofria

E foi o sol iluminando o dia!

 

Tua jangada afoita enfune o pano!

Vento feliz conduza a vela ousada;

Que importa que teu barco seja um nada,

Na vastidão do oceano,

Se, à proa, vão heróis e marinheiros

E vão, no peito, corações guerreiros?!

 

Sim, nós te amamos, em ventura e mágoas!

Porque esse chão que embebe a água dos rios

Há de florar em messes, nos estios

Em bosques, pelas águas!

Selvas e rios, serras e florestas

Brotem do solo em rumorosas festas!

 

Abra-se ao vento o teu pendão natal,

Sobre as revoltas águas dos teus mares!

E, desfraldando, diga aos céus e aos ares

A vitória imortal!

Que foi de sangue, em guerras leais e francas,

E foi, na paz, da cor das hóstias brancas!

 

Hino do município de Fortaleza

Letra por Gustavo Barroso

Melodia por Antônio Gondim

 

Junto à sombra dos muros do forte

A pequena semente nasceu.

Em redor, para a glória do Norte,

A cidade sorrindo cresceu.

No esplendor da manhã cristalina,

Tens as bênções dos céus que são teus

E das ondas que o sol ilumina

As jangadas te dizem adeus.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

O emplumado e virente coqueiro

Da alva luz do luar colhe a flor

A Iracema lembrando o guerreiro,

De sua alma de virgem senhor.

Canta o mar nas areias ardentes

Dos teus bravos eternas canções:

Jangadeiros, caboclos valentes,

Dos escravos partindo os grilhões.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

Ao calor do teu sol ofuscante,

Os meninos se tornam viris,

A velhice se mostra pujante,

As mulheres formosas, gentis.

Nesta terra de luz e de vida

De estiagem por vezes hostil,

Pela Mãe de Jesus protegida,

Fortaleza és a Flor do Brasil.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

Onde quer que teus filhos estejam,

Na pobreza ou riqueza sem par,

Com amor e saudade desejam

Ao teu seio o mais breve voltar.

Porque o verde do mar que retrata

O teu clima de eterno verão

E o luar nas areias de prata

Não se apagam no seu coração.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

HINO DO ESTUDANTE CEARENSE

Letra: Filgueiras Lima

Música: Sílva Novo

 

I - CORO

Ideal grandioso e puro,

Ilumina o nosso afã

pelo Ceará do futuro

pelo Brasil de amanhã.

 

II

È chegado o momento da luta,

Mocidade vibrante e viril,

Este brado de angústia se escuta;

vinde, jovens, salvar o Brasil.

 

III

Pelejemos em prol da instrução,

Estudantes, patriotas em flor,

na batalha em que o livro é clarão,

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IV

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