Na Hipocrisia do mundo você se descobre,
e, se encontra, quando vive um grande amor
Vicente Alencar

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Nada como uma vaia depois da outra

05/05/2014                                            Augusto Nunes                    
às 8:36 \ Direto ao Ponto

Nada como uma vaia depois da outra para abalar a fé dos devotos, emudecer o chefe da seita e tirar o sono da guardiã do rebanho

Nada como uma vaia depois da outra para embaralhar a partitura da ópera dos malandros, desafinar o coro dos contentes, tirar o sono dos sacerdotes da seita, emudecer o seu único deus, escancarar a indigência mental da guardiã do rebanho, abalar a fé do mais fanático devoto, induzir convertidos de aluguel a flertar com outros altares. Nada como uma vaia depois da outra para assombrar as madrugadas de quem até outro dia dormia contando votos da vitória no primeiro turno e acordava sonhando com a proclamação da república bolivariana.

As manifestações de rua de 2013 implodiram a farsa do Brasil Maravilha, mas os alvos dos protestos não foram identificados tão claramente quanto neste outono. Os destinatários das mensagens sonoras agora têm nome, sobrenome, endereço e filiação partidária. Cresce em progressão geométrica a imensidão de brasileiros que enxergam as coisas como as coisas são. Milhões de lesados descobriram que o bando acampado no coração do poder foi longe demais até para os padrões do País do Carnaval. E exigem mudanças imediatas.

Todos constataram que o governo lulopetista recruta e acoberta corruptos. Que a roubalheira impune agora é medida em bilhões de dólares. Que os ineptos e os larápios se associaram para enterrar em estádios padrão Fifa o dinheiro que poderia abrandar pavorosas carências no universo da saúde e da educação. Que as promessas não descem dos palanques. Constataram, enfim, que lidam há 12 anos com vendedores de nuvens e camelôs de si próprios.

Alheio às alterações na paisagem, o marqueteiro João Santana imaginou, depois de consumir uma semana na releitura de pesquisas recentes, que a curva descendente da candidata à reeleição seria invertida por outro comício eletrônico transmitido em cadeia nacional. Péssima ideia: a discurseira na véspera do Dia do Trabalho só serviu para comprovar que as cartas na manga acabaram, que as mágicas de picadeiro perderam o encanto e que truques outrora infalíveis ficaram subitamente grisalhos.

Habituada a conjugar impunemente os três verbos preferidos de Lula — mentir, tapear, distorcer —, Dilma soube tarde demais que o senador Aécio Neves e o ex-governador Eduardo Campos não deixariam nenhum embuste sem revide, nenhuma invencionice sem réplica. Dispostos a provar que a oposição voltou de vez das férias, os candidatos do PSDB e do PSB à sucessão presidencial assumiram o papel de porta-vozes dos descontentes.

Dilma garantiu, por exemplo, que “a inflação continuará rigorosamente sob controle”. Ouviu que não se pode continuar o que não começou. Ao “reafirmar o compromisso do governo com o combate incessante e implacável à corrupção”, foi convidada a suspender a guerra de extermínio movida contra quem se atreve a investigar patifarias bilionárias consumadas nas catacumbas da Petrobras. E a tentativa de responsabilizar a oposição pelos estragos na imagem da estatal soou como anedota improvisada por patriotas de galinheiro.

“Os brasileiros não aceitam mais a hipocrisia”, recitou no fim do comício. Não aceitam mesmo, reiteraram as comemorações do Primeiro de Maio em São Paulo. Pela primeira vez desde a fundação do PT em 1980, figurões do Partido dos Trabalhadores foram impedidos de discursar no Dia do Trabalho. O ministro Ricardo Berzoini e o prefeito Fernando Haddad, por exemplo, não conseguiram abrir a boca sequer no palanque da CUT, controlada desde sempre por pelegos companheiros. Lula e Dilma nem deram as caras por lá. Na tarde seguinte, obrigada a visitar a Expozebu, a presidente reencontrou em Uberaba — três vezes — as vaias das quais escapara na véspera.

Nas primeiras 72 horas de maio, João Santana aprendeu, entre outras lições sempre úteis, que o país que não é para amadores também trata sem clemência adivinhos de botequim. Confrontado com a epidemia de apupos (e com mais uma pesquisa atulhada de más notícias para o Planalto), ele certamente se lembrou da entrevista, concedida em dezembro de 2010, em meio à qual resolveu restaurar a monarquia, transformar o gabinete presidencial em sala do trono e coroar Dilma Rousseff.

“Como se trata de uma figura única, que uma nação precisa de séculos pra construir, a ausência de Lula deixa uma espécie de vazio oceânico”, ressalvou o marqueteiro do reino. Apesar disso, ou por isso mesmo, Dilma tinha tudo para transformar-se na herdeira que todo súdito pede a Deus. “A República brasileira não produziu uma única grande figura feminina, nem mesmo conjugal”, ensinou Santana. “O espaço metafórico da cadeira da rainha só foi parcialmente ocupado pela princesa Isabel. Dilma tem tudo para ocupar esse espaço”.

Em novembro de 2012, festejou o acerto da profecia. “Foi uma metáfora que está se cumprindo simbolicamente”, cumprimentou-se o imaginoso publicitário baiano. “Grandes camadas da população têm um respeito, uma admiração e um carinho tão sutil por Dilma que chega até a ser de uma forma majestática”. Os fatos já aposentaram faz tempo o professor de história e o vidente. O marqueteiro só sobreviverá se esquecer os escombros do trono e concentrar-se nas rachaduras do palanque.
Mas vai perder seu tempo se ceder à tentação de descobrir a cura da vaia. E acabará perdendo o emprego.

Para encher de alegria e orgulho os cearenses

Para encher de alegria e orgulho os cearenses, vejam o que revelou a presidente Dilma sobre o Ceará. Vejam o vídeo...


terça-feira, 3 de junho de 2014

COLUNA DO VICENTE ALENCAR EDIÇÃO Nº 657.

COLUNA DO VICENTE ALENCAR
EDIÇÃO Nº 657.
TERÇA-FEIRA, 3 DE JUNHO DE 2014.
FORTALEZA - CEARÁ - BRASIL.
AMÉRICA DO SUL.
Nós somos sul-americanos.

CUIDADO! NÃO ATRAVESSE NA DÚVIDA. 
AS MORTES NO TRÂNSITO CONTINUAM SE MULTIPLICANDO.
Saiba: ontem morreram 8 pessoas em um desastre automobilístico no Cariri.

ESTÁDIO MANÉ GARRINCHA - BRASÍLIA.
A área de urbanização em torno do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, ficou apenas no papel. Como causa pena nosso país! 

É preciso que se multipliquem  as Delegacias de Furtos e Roubos.

Relembrando o inteligente RONALDO FENÔMENO: O Brasil não precisa de Hospitais, precisa de Estádios.

Agora pergunta-se: Quando ele está doente ele vai para os Estádios? Quando ele quebrou o joelho, onde foi curado?

Não esqueça: as burrices também servem de ensinamento!

SOMOS LIDOS, além do Brasil, em Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Macau, Portugal e Timor Leste.

BESTEIROL DO FUTEBOL
Atleta dando entrevista e repetindo 200 mil vezes:
- Vamos dar o nosso melhor...
Em 10 entrevistas você ouve em 9 a frase exposta.

DIA A DIA
Estamos no 154º dia do ano, faltam 211 para terminar o ano de 2014.

SANTOS DO DIA:

* Carlos Lwanga.
* Clotilde.
* Olívia.
+ Juan Diego Cusuhtlatostzin.


LIVRO: MEU PERCURSO NA UNIVERSIDADE.
EDITORA: IMPRECE.
AUTOR: ANTONIO DE ALBUQUERQUE SOUSA FILHO.
PROJETO GRÁFICO E CAPA: GERALDO JESUÍNO.
ANO: 2014.


FOTOGRAFO MORRE NA PORTA DO HOSPITAL
O fotografo Luís Cláudio, ontem, estava viajando num ônibus suburbano. Sofreu um principio de infarto, o motorista parou em frente ao Hospital. Foi negado socorro ao doente que era fotografo. Luis Cláudio esperou uma hora pela medicação e acabou morrendo. Falta de atendimento. Descaso, crime, absurdo, o nome que você quiser colocar.
(O fato registrou-se ontem no Rio de Janeiro).

LUA NOVA
Registramos, hoje, da Lua Nova, que prosseguirá até o dia 4 (amanhã).

REUNIÃO DO GECC
Atenção meus amigos, membros do Grupo de Estudos do Cangaço, no Ceará. O presidente Ângelo Osmirio Barreto lembra a reunião desta terça-feira, a partir das 19 horas, na sede da ABO - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ODONTOLOGIA,
na Rua Gonçalves Lêdo, 1630,  que recebe a presidência do Dr. José Maria Meneses Sampaio.

CIGARRO - VAI MATANDO AOS POUCOS.

ALANE NESTA QUARTA-FEIRA
Confirmada, com o presidente Carlos Augusto Viana, a reunião, nesta quarta-feira, dia 4 de junho, a partir das 19 horas e 30 minutos, da Academia de Letras e Artes do Nordeste-ALANE. Como sempre, será no Piano Bar do Ideal Clube. Todos os amigos estão sendo convidados.

SÃO LUÍS
A Cidade de São Luís, Capital do Maranhão, não tem Metrô nem Trens para a população. Os ônibus estão parados há duas semanas. O povo sofre. É o Brasil desgovernado!

REGINALDO VASCONCELOS
Na "Tenda Árabe", Reginaldo Vasconcelos reuniu grupo de amigos. Rui Martinho, presidente da ACLJ, presente com sua maneira sempre inteligente, de colocar as coisas nos devidos lugares.

Histórias de muito tempo, outras novas, assuntos interessantes, foram repassados, com a presença, inclusive, do professor Joaquim, veterano professor da Língua de Camões, ele chegado de Portugal, e mais, seu amigo Luiz de Moraes Rêgo Filho.

Altino Farias e Aluísio Gurgel, Paulo Ximenes e o cantor Messias, todos de alto astral, numa conversação que mereceu os  elogios de todos. Assuntos da Academia, também, estiveram na pauta, inclusive, boas notícias que, passarei depois.

VOLTAIRE
Hoje, 3 de junho, é dia de reverenciar a memória do francês Voltaire, que tanto nos influenciou com seus conceitos. Nesta data, 3 de junho, ele morria, em 1778, aos 84 anos. A sua filosofia continua em voga.

PENSE
Lembrando Spencer: "A palavra é de prata. O silêncio é de ouro".

SESQUICENTENÁRIO
Se o Ceará fosse um Estado onde se cultivasse a história, a tradição  mais um pouco e, o Brasil, também, estaríamos comemorando, este mês, o Sesquicentenário do Maestro Alberto Nepomuceno, nascido em Fortaleza, ali na Rua Senador Pompeu.

COISAS & LOISAS
É assim mesmo, mas, não deveria ser. Alberto Nepomuceno honra e glória da nossa música, o homem que adaptou para o canto o Hino Nacional,  um dos maiores Maestros do Brasil, em todos os tempos, não é lembrado no seu Sesquicentenário de nascimento. Desgoverno!

UM MÊS
Deveríamos ter uma programação de um mês!
O MÊS DE ALBERTO NEPOMUCENO. Porém, como diz Ronaldo, na sua ignorância "precisamos de Estádios não de Hospitais". "Precisamos de Bandas barulhentas, não de Maestros, dizem outros".

ANTONIO GIRÃO BARROSO
Como já noticiei, várias vezes, em meu espaço, no dia 6 de junho, será também, comemorado o Centenário de Nascimento do poeta, professor e jornalista ANTONIO GIRAO BARROSO, um dos maiores poetas do Ceará e do Brasil.

ESQUECIMENTO
Há, porém, um esquecimento que não poder se dizer natural, nem saber por que, das pessoas que residem nesta terra. As Faculdades e as Universidades, os Cursos de Letras. Que Deus os tenha!

CAMÕES
Este mês, no dia 10, lembra-se a morte de Luiz  Vaz de Camões, ocorrida em 10 de junho, de 1580, em Lisboa. O dia do seu nascimento suscita dúvidas, mas, o da morte, todo mundo sabe.

DE MORTE
Outro centenário este mês, mas, da morte. Sim, de Sílvio Romero, escritor que faleceu em 19 de junho, de 1914.

PENSAMENTO
"Se queres a paz, prepara-te para a guerra" (Sem identificação).

SEM GOVERNO
O Brasil banalizou-se. Um país sem Governo, sem vergonha. Que pena!

2 POR CENTO
É possível que aqueles que são sérios, conceituados, honestos, conscientes de seus deveres, sejamos somente 2 (dois) por cento. Meu saudoso professor Geraldo Nobre, inteligente, calado, de muito prestígio, também pensava
assim. 98% vive na "gaveta". Somos 200 milhões de pessoas, tirem suas conclusões.

ORÓS
"Orós de calças curtas" é um gostoso livro, escrito por Geraldo Bezerra, médico e curtidor das Letras. Encontrei o volume na Casa de Livros Usados O GERALDO na Rua 24 de maio, 650,  onde adquiro o que estou necessitando. O escritor Geraldo Bezerra faz um relato, muito interessante, do Orós do seu tempo, em trabalho apresentado por João Maia Nogueira.

UBT NESTE SÁBADO
Neste sábado dia 7 de junho nova reuniao da UBT e encontro de amigos trovadores, na Academia Cearense de Letras (Rua do Rosário, 1) a partir das 10 horas da manhã. Compareçamos todos.

O presidente de Honra Gutemberg Liberato e sua mulher Argentina, presidente da Academia Feminina de Letras já confirmaram presenças.

MARANGUAPE
Também Dedé Lopes, RR e João Oswaldo Soares todos de Maranguape estarão presentes.

OCARA E ARACOIABA
Também os municípios de OCARA e ARACOIABA estarão presentes com Artemiza Correia e Ana Maria do Nascimento respectivamente.

ALCIDES GERARDY
No nosso PROGRAMA VICENTE ALENCAR - EDUCAÇÃO, CULTURA E ESPORTE na Rádio Assunção Cearense 620 AM apresentei na segunda-feira uma das músicas (Vitimas Iguais) do cantor Alcides Gerardy. Muita gente não lembrava do excelente artista já falecido.

Então vamos titular algumas de suas gravações:

- Vitimas Iguais.
- A Cor do Amor.
- Se ela perguntar.
- Covardia.
- Que culpa tenho eu.
- Palavras de Amor.
- Flor das Madrugadas.
- Cruel Realidade.
- E daí?
- Mentirosa.
- O azar foi meu.
- Tem bobo prá tudo.
- Pedestal.
- Innamorata.
- Tudo foi ilusão.
Todas foram sucesso de público e de audiência.


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 Reuniões no primeiro sábado de cada mês.
Das 10 às 12 horas.
Local: Academia Cearense de Letras.
(Palácio da Luz - Rua do Rosário, 1)
Centro - Fortaleza - Ceará.
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Pelos Bares da Vida edição 311

AVISO IMPORTANTE!!
 
Está no ar o Pelos Bares da Vida edição 311.
Acessemwww.pelosbaresdavida.com.br , cliquem em "Jornal / Ed 311" e divirtam-se um pouco nesse mundo tão louco.
 
Altino Farias
 

O decreto 8243 de maio de 2014 e a ditadura petista

texto do Erick Vizolli publicado no Liberzone. Vale a leitura para quem quiser entender a razão de tantos estarem tão preocupados com as implicações desse decreto para a democracia brasileira.

Been away so long I hardly knew the place / Gee, it’s good to be back home! /Leave it till tomorrow to unpack my case / Honey, disconnect the phone! / I’m back in the USSR!” (The Beatles – Back in the USSR)

Introdução

O maior problema do estado é que, tal qual um paciente de hospício, ele acredita possuir superpoderes, podendo violar as regras da natureza como bem entender. Dois exemplos bem conhecidos pelos liberais: ele considera ser capaz de ler mentes de milhares de pessoas ao mesmo tempo com uma precisão incrível e ter uma superinteligência capaz de fazer milhões de cálculos econômicos por segundo. Um roteirista de história em quadrinhos não faria melhor.
O estado brasileiro, no entanto, não está satisfeito com seus delírios atuais, e pretende aumentar o espectro dos seus poderes sobrenaturais para dois campos que a Física considera praticamente inalcançáveis. E parece estar conseguindo: a partir de 26/05/2014, viagem no tempo e teletransporte passaram a ser oferecidos de graça a todo e qualquer cidadão brasileiro.
Obviamente, a tecnologia está nos seus primórdios e ainda tem suas limitações, de tal modo que você, pretenso candidato a Marty McFly, pode escolher apenas um destino para suas aventuras: a Rússia de abril de 1917. Em compensação, prepare-se: graças ao estado brasileiro, você está prestes a enfrentar a experiência soviética em todo o seu esplendor.
Afinal o que esse tal Decreto 8243
A “máquina do tempo” que nos leva de volta a 1917 tem um nome no mínimo inusitado: chama-se Decreto nº 8.243, de 23 de maio de 2014. Aqui a denominaremos apenas de “Decreto 8.243”, ou “Decreto”.
Este artigo se destina a investigar o seu funcionamento – ou, mais especificamente, quais as modificações que esse decreto introduz na administração pública. Também farei algumas breves considerações a respeito da analogia que se pode fazer entre o modelo por ele instituído e aquele que levou à instauração do socialismo na Rússia: trata-se, no entanto, apenas de uma introdução ao tema, que, pela importância que tem, com certeza ainda gerará discussões muito mais aprofundadas.

O Decreto 8.243/2014

Chamado por um editorial do Estadão de “um conjunto de barbaridades jurídicas” e por Reinaldo Azevedo de “a instalação da ditadura petista por decreto”, o Decreto8.243/2014 foi editado pela Presidência da república em 23/05/14, tendo sido publicado no Diário Oficial no dia 26 e entrado em vigor na mesma data.
Entender qual o real significado do Decreto exige ler pacientemente todo o seu texto, tarefa relativamente ingrata. Como todo bom decreto governamental, trata-se de um emaranhado de regras cuja formulação chega a ser medonha de tão vaga, sendo complicado interpretá-lo sistematicamente e de uma forma coerente. Tentarei, aqui, fazê-lo da forma mais didática possível, sempre considerando que grande parte do público leitor dessa página não é especialista na área jurídica (a propósito: que sorte a de vocês.).
Afinal o que esse tal Decreto 8243
Iniciemos do início, pois. Como o nome diz, trata-se de um “decreto”. “Decreto”, no mundo jurídico, é o nome que se dá a uma ordem emanada de uma autoridade – geralmente do Poder Executivo – que tem por objetivo dar detalhes a respeito do cumprimento de uma lei. Um decreto se limita a isso – detalhar uma lei já existente, ou, em latinório jurídico, ser “secundum legem”. Ao elaborá-lo, a autoridade não pode ir contra uma lei (“contra legem”) ou criar uma lei nova (“præter legem”). Se isso ocorrer, o Poder Executivo estará legislando por conta própria, o que é o exato conceito de “ditadura”. Ou seja: um decreto emitido em contrariedade a uma lei já existente deve ser considerado um ato ditatorial.
É exatamente esse o caso do Decreto 8.243/2014. Logo no início, vemos que ele teria sido emitido com base no "art. 84incisos IV e VI, alínea a, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. inciso I, e no art. 17 da Lei nº 10.683”. Traduzindo para o português, tratam-se de alguns artigos relacionados à organização da administração pública, dentre os quais o mais importante é o art. 84VI da Constituição – o qual estabelece que o Presidente pode emitir decretos sobre a “organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos”.
Guarde essa última frase. Como veremos adiante, o que o Decreto 8.243 faz, na prática, é integrar à Administração Pública vários órgãos novos – às vezes implícita, às vezes explicitamente –, algo que é constitucionalmente vedado ao Presidente da República. Portanto, logo de cara percebe-se que se trata de algo inconstitucional – o Executivo está criando órgãos públicos mesmo sendo proibido a fazer tal coisa.
Os absurdos jurídicos, contudo, não param por aí.

A “sociedade civil”

Afinal o que esse tal Decreto 8243
Analisemos o texto do Decreto, para entender quais exatamente as modificações que ele introduz no sistema governamental brasileiro.
Em princípio, e para quem não está acostumado com a linguagem de textos legais, a coisa toda parece de uma inocência singular. Seu art. 1º esclarece tratar-se de uma nova política pública, “a Política Nacional de Participação Social”, que possui “o objetivo de fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil”. Ou seja: tratar-se-ia apenas de uma singela tentativa de aproximar a “administração pública federal” – leia-se, o estado – da “sociedade civil”.
O problema começa exatamente nesse ponto, ou seja, na expressão “sociedade civil”. Quando usado em linguagem corrente, não se trata de um termo de definição unívoca: prova disso é que sobre ele já se debruçaram inúmeros pensadores desde o século XVIII. Tais variações não são o tema deste artigo, mas, para quem se interessar, sugiro sobre o assunto a leitura deste texto de Roberto Campos, ainda atualíssimo.
Para o Decreto, contudo, “sociedade civil” tem um sentido bem determinado, exposto em seu art. 2º, I: dá-se esse nome aos “cidadãos, coletivos, movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”.
Muita atenção a esse ponto, que é de extrema importância. O Decreto tem um conceito preciso daquilo que é considerado como “sociedade civil”. Dela fazem parte não só o “cidadão” – eu e você, como pessoas físicas – mas também “coletivos, movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Ou seja: todos aqueles que promovem manifestações, quebra-quebras, passeatas, protestos, e saem por aí reivindicando terra, “direitos” trabalhistas, passe livre, saúde e educação – MST, MTST, MPL, CUT, UNE, sindicatos… Pior: há uma brecha que permite a participação de movimentos “não institucionalizados” – conceito que, na prática, pode abranger absolutamente qualquer coisa.
Em resumo: “sociedade civil”, para o Decreto, significa “movimentos sociais”. Aqueles mesmos que, como todos sabemos, são controlados pelos partidos de esquerda – em especial, pelo próprio PT. Não se enganem: a intenção do Decreto 8.243 é justamente abrir espaço para a participação política de tais movimentos e “coletivos”. O “cidadão” em nada é beneficiado – em primeiro lugar, porque já tem e sempre teve direito de petição aos órgãos públicos - art. XXXIV, “a” da Constituição -; em segundo lugar, porque o Decreto não traz nenhuma disposição a respeito da sua “participação popular” – aliás, a palavra “cidadão” nem é citada no restante do texto, excetuando-se um princípio extremamente genérico no art. 3º.
Podemos, então, reescrever o texto do art. 1º usando a própria definição legal: o Decreto, na verdade, tem “o objetivo de fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e os movimentos sociais”.
Compreender o significado de “sociedade civil” no contexto do Decreto é essencial para se interpretar o resto do seu texto. Basta notar que a expressão é repetida 24 (vinte e quatro!) vezes ao longo do restante do texto, que se destina a detalhar os instrumentos a serem utilizados na tal “Política Nacional de Participação Social”.

“Mecanismos de participação social”

Afinal o que esse tal Decreto 8243
Ok, então: há uma política que visa a aproximar estado e “movimentos sociais”. Mas no que exatamente ela consiste? Para responder a essa questão, comecemos pelo art. 5º, segundo o qual “os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta deverão, respeitadas as especificidades de cada caso, considerar as instâncias e os mecanismos de participação social, previstos neste Decreto, para a formulação, a execução, o monitoramento e a avaliação de seus programas e políticas públicas”.
Traduzindo o juridiquês: a partir de agora, todos os “os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta” (ou seja, tudo o que se relaciona com o governo federal: gabinete da Presidência, ministérios, universidades públicas…) deverão formular seus programas em atenção ao que os tais “mecanismos de participação social” demandarem. Na prática, o Decreto obriga órgãos da administração direta e indireta a ter a participação desses “mecanismos”. Uma decisão de qualquer um deles só se torna legítima quando houver essa consulta – do contrário, será juridicamente inválida. E, como informam os parágrafos do art. 5º, essa participação deverá ser constantemente controlada, a partir de “relatórios” e “avaliações”.
Os “mecanismos de participação social” são apresentados no art. 2º e no art. 6º, que fornecem uma lista com nove exemplos: conselhos e comissões de políticas públicas, conferências nacionais, ouvidorias federais, mesas de diálogo, fóruns interconselhos, audiências e consultas públicas e “ambientes virtuais de participação social” (pelo visto, nossos amigos da MAV-PT acabam de ganhar mais uma função…).
A rigor, todas essas figuras não representam nada de novo, pois já existem no direito brasileiro. Para ficar em alguns exemplos: “audiências públicas” são realizadas a todo momento, a expressão “conferência nacional” retorna 2.500.000 hits no Google e há vários exemplos já operantes de “conselhos de políticas públicas”, como informa este breve relatório da Câmara dos Deputados sobre o tema. Qual seria o problema, então?
Afinal o que esse tal Decreto 8243
A questão está, novamente, nos detalhes. Grande parte do restante do Decreto – mais especificamente, os arts. 10 a 18 – destinam-se a dar diretrizes, até hoje inexistentes (ao menos de uma forma sistemática), a respeito do funcionamento desses órgãos de participação. E nessas diretrizes mora o grande problema. Uma rápida leitura dos artigos que acabei de mencionar revela que várias delas estão impregnadas de mecanismos que, na prática, têm o objetivo de inserir os “movimentos sociais” a que me referi acima na máquina administrativa brasileira.
Vamos dar um exemplo, analisando o art. 10, que disciplina os “conselhos de políticas públicas”. Em seus incisos, estão presentes várias disposições que condicionam sua atividade à da “sociedade civil” – leia-se, aos “movimentos sociais”, como demonstrado acima. Por exemplo: o inciso I determina que os representantes de tais conselhos devem ser “eleitos ou indicados pela sociedade civil”, o inciso II, que suas atribuições serão definidas “com consulta prévia à sociedade civil”. E assim por diante. Essas brechas estão espalhadas ao longo do texto do Decreto, e, na prática, permitem que “coletivos, movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações” imiscuam-se na própria Administração Pública.
O art. 19, por sua vez, cria um órgão administrativo novo (lembram do que falei sobre a inconstitucionalidade, lá em cima?): “a Mesa de Monitoramento das Demandas Sociais, instância colegiada interministerial responsável pela coordenação eencaminhamento de pautas dos movimentos sociais e pelo monitoramento de suas respostas”. Ou seja: uma bancada pública feita sob medida para atender “pautas dos movimentos sociais”, feito balcão de padaria. Para quem duvidava das reais intenções do Decreto, está aí uma prova: esse artigo sequer tem o pudor de mencionar a “sociedade civil”. Aqui já é MST, MPL e similares mesmo, sem intermediários.
Enfim, para resumir tudo o que foi dito até aqui: com o Decreto 8.243/2014, (i) os “movimentos sociais” passam a controlar determinados “mecanismos de participação social”(ii) toda a Administração Pública passa a ser obrigada a considerar tais “mecanismos” na formulação de suas políticas. Isto é: o MST passa a dever ser ouvido na formulação de políticas agrárias; o MPL, na de transporte; aquele sindicato que tinge a cidade de vermelho de quando em quando passa a opinar sobre leis trabalhistas. “Coletivos, movimentos sociais, suas redes e suas organizações” se inserem no sistema político, tornando-se órgãos de consulta: na prática, uma extensão do Legislativo.

“Back in the U. S. S. R.”!

Afinal o que esse tal Decreto 8243
Esse sistema de “poder paralelo” não é inédito na História – e entender as experiências pretéritas é uma excelente maneira de se compreender o que significam as atuais. É isso que, como antecipei no início do texto, nos leva de volta a 1917 e aos “sovietes” da Revolução Russa, possivelmente o exemplo mais conhecido e óbvio desse tipo de organização. Se é verdade que “aqueles que não podem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”, como diz o clássico aforismo de George Santayana, é essencial voltar os olhos para o passado e entender o que de fato se passou quando um modelo de organização social idêntico ao instituído pelo Decreto8.243/2014 foi adotado.
Essa análise nos leva ao momento imediatamente posterior à Revolução de Fevereiro, que derrubou Nicolau II. O clima de anarquia gerado após a abdicação do czar levou à formação de um Governo Provisório inicialmente desorganizado e pouco coeso, incapaz de governar qualquer coisa que fosse.
Paralelamente, formou-se na capital russa (Petrogrado) um conselho de trabalhadores – na verdade, uma repetição de experiências históricas anteriores similares, que na Rússia remontavam já à Revolução de 1905. Tal conselho – o Soviete de Petrogrado – consistia de “deputados” escolhidos aleatoriamente nas fábricas e quarteis. Em 15 dias de existência, o soviete conseguiu reunir mais de três mil membros, cujas sessões eram realizadas de forma caótica – na realidade, as decisões eram tomadas pelo seu comitê executivo, conhecido como Ispolkom. Nada diferente de um MST, por exemplo.
A ampla influência que o Soviete possuía sobre os trabalhadores fez com que os representantes do Governo Provisório se reunissem com seus representantes (1º-2 de março de 1917) em busca de apoio à formação de um novo gabinete. Isto é: o Governo Provisório foi buscar sua legitimação junto aos sovietes, ciente de que, sem esse apoio, jamais conseguiria firmar qualquer autoridade que fosse junto aos trabalhadores industriais e soldados. O resultado dessas negociações foi o surgimento de um regime de “poder dual” (dvoevlastie), que imperaria na Rússia de março/1917 até a Revolução de Outubro: nesse sistema, embora o Governo Provisório ocupasse o poder nominal, este na prática não passava de uma permissão dos sovietes, que detinham a influência majoritária sobre setores fundamentais da população russa. A Revolução de Outubro, que consolidou o socialismo no país, foi simplesmente a passagem de “todo o poder aos sovietes!” (“vsia vlast’ sovetam!”) – um poder que, na prática, eles já detinham.
Antes mesmo do Decreto 8.243, o modelo soviético já antecipava de forma clara o fenômeno dos “movimentos sociais” que ocorre no Brasil atualmente. Com o Decreto, a similaridade entre os modelos apenas se intensificou.
Afinal o que esse tal Decreto 8243
Em primeiro lugar, e embora tais movimentos clamem ser a representação do “povo”, dos “trabalhadores”, do “proletariado” ou de qualquer outra expressão genérica, suas decisões são tomadas, na realidade, por poucos membros – exatamente como noIspolkom soviético, a deliberação parte de um corpo diretor organizado e a aclamação é buscada em um segundo momento, como forma de legitimação. Qualquer assembleia de movimentos de esquerda em universidades é capaz de comprovar isso.
Além disso, a institucionalização de conselhos pelo Decreto 8.243/2014 leva à ascensão política instantânea de “revolucionários profissionais” – pessoas que dedicam suas vidas inteiras à atividade partidária, em uma tática já antecipada por Lênin em seu panfleto “Que Fazer?”, de 1902 (capítulo 4c). Explico melhor. Vamos supor por um momento que o Decreto seja um texto bem intencionado, que de fato pretenda “inserir a sociedade civil” dentro de decisões políticas (como, aliás, afirma o diretor de Participação Social da Presidência da República neste artigo d’O Globo). Ora, quem exatamente teria tempo para participar de “conselhos”, “comissões”, “conferências” e “audiências”? Obviamente, não o cidadão comum, que gasta seu dia trabalhando, levando seus filhos para a escola e saindo com os amigos. Tempo é um fator escasso, e a maioria das pessoas simplesmente não possui horas de sobra para participar ativamente de decisões políticas – é exatamente por isso que representantes são eleitos para essas situações. Quem são as exceções? Não é difícil saber. Basta passar em qualquer sindicato ou diretório acadêmico: ele estará cheio de “revolucionários profissionais”, cuja atividade política extraoficial acabou de ser legitimada por decreto presidencial.
A questão foi bem resumida por Reinaldo Azevedo, no texto que citei no início deste artigo. Diz o articulista: “isso que a presidente está chamando de ‘sistema de participação’ é, na verdade, um sistema de tutela. Parte do princípio antidemocrático de que aqueles que participam dos ditos movimentos sociais são mais cidadãos do que os que não participam. Criam-se, com esse texto, duas categorias de brasileiros: os que têm direito de participar da vida púbica [sic] e os que não têm. Alguém dirá: ‘Ora, basta integrar um movimento social’. Mas isso implicará, necessariamente, ter de se vincular a um partido político”.
Exatamente por esses motivos, tal forma de organização confere a extremistas de esquerda possibilidades de participação política muito mais amplas do que eles teriam em uma lógica democrática “verdadeira” – na qual ela seria reduzida a praticamente zero. Basta ver que o Partido Bolchevique, que viria a ocupar o poder na Rússia em outubro de 1917, era uma força política praticamente irrelevante dentro do país: sua subida ao poder se deve, em grande parte, à influência que exercia sobre os demais partidos socialistas (mencheviques e socialistas-revolucionários) dentro do sistema dos sovietes. Algo análogo ocorre no Brasil atual: salvo exceções pontuais, PSOL, PSTU et caterva apresentam resultados pífios nas eleições, mas por meio da ação de “movimentos sociais” conseguem inserir as suas pautas na discussão política. As manifestações pelo “passe livre” – uma reivindicação extremamente minoritária, mas que após um quebra-quebra nacional ocupou grande parte da discussão política em junho/julho de 2013 – são um exemplo evidente disso.
O sistema introduzido pelo Decreto 8243/2014 apenas incentiva esse tipo de ação. O Legislativo “oficial” – aquele que contém representantes da sociedade eleitos voto a voto, representando proporcionalmente diversos setores – perde, de uma hora para outra, grande parte de seu poder. Decisões estatais só passam a valer quando legitimadas por órgãos paralelos, para os quais ninguém votou ou deu sua palavra de aprovação – e cujo único “mérito” é o fato de estarem alinhados com a ideologia do partido que ocupa o Executivo.
Pior: a administração pública é engessada, estagnada. Não no sentido definido no artigo d’O Globo que linkei acima (demora na tomada de decisões), mas em outro: os cargos decisórios desse “poder Legislativo paralelo” passam a ser ocupados sempre pelas mesmas pessoas. Suponhamos, em um esforço muito grande de imaginação, que o PT perca as eleições presidenciais de 2018 e seja substituído por, digamos, Levy Fidelix e sua turma. Com a reforma promovida pelo Decreto 8.243/2014 e a ocupação de espaços de deliberação por órgãos não eletivos, seria impossível ao novo presidente implantar suas políticas aerotrênicas: toda decisão administrativa que ele viesse a tomar teria que, obrigatoriamente, passar pelo crivo de conselhos, comissões e conferências que não são eleitos por ninguém, não renovam seus quadros periodicamente e não têm transparência alguma. Ou seja: ainda que o titular do governo venha a mudar, esses órgãos (e, mais importante, os indivíduos a eles relacionados) permanecem dentro da máquina administrativa ad eternum, consolidando cada vez mais seu poder.

Conclusão

Afinal o que esse tal Decreto 8243
O Decreto 8.243/2014 é, possivelmente, o passo mais ousado já tomado pelo PT na consecução do “socialismo democrático” – aquele sistema no qual você está autorizado a expressar a opinião que quiser, desde que alinhada com o marxismo. Sua real intenção é criar um “lado B” do Legislativo, não só deslegitimando as instituições já existentes como também criando um meio de “acesso facilitado” de movimentos sociais à política.
Boa parte dos leitores dessa página podem estar se perguntando: “e daí?”. Afinal, sabemos que a democracia representativa é um sistema imperfeito: suas falhas já foram expostas por um número enorme de autores, de Tocqueville a Hans-Hermann Hoppe. É verdade.
No entanto, a democracia representativa ainda é “menos pior” do que a alternativa que se propõe. Um sistema onde setores opostos da sociedade se digladiam em uma arena política, embora tenda necessariamente a favorecimentos, corrupção e má aplicação de recursos, ainda possui certo “controle” interno: leis e decisões administrativas que favoreçam demais a determinados grupos ou restrinjam demasiadamente os direitos de outros em geral tendem a ser rechaçadas. Isso de forma alguma ocorre em um sistema onde decisões oficiais são tomadas e “supervisionadas” por órgãos cujo único compromisso é o ideológico, como o que o Decreto 8.243/2014 tenta implementar.
Esse segundo caso, na verdade, nada mais é do que uma pisada funda no acelerador na autoestrada para a servidão.
Autor: Erick Vizolli em Liberzone.

Viver despreocupado

REFLEXÃO COM O QUERIDO PRIMO, EXCELENTE NEUROCIRURGIÃO E SER HUMANO, PARAIBANO, CAJAZEIRENSE, RADICADO EM CAMPINA GRANDE:  
Viver despreocupado.
Eu gostaria de fazer parte dos 7% da população que vive cada segundo da vida sem a necessidade de se preocupar com absolutamente nada, e nem ficar a esperar o que venha acontecer no segundo adiante.
Gostaria de ter a mente lenta como os passos de uma tartaruga para ser capaz de andar sem procurar os minutos de um relógio ir aonde não possam saber, e saber a onde possa me encontrar.
Ter o direito de ser feliz com as poucas vestimentas, sem a necessidade de usar o que não gosto, para seguir a rotina de uma burocracia que apenas olha para os encantos das moedas, e esquece a verdadeira solidão.
Ter o riso permanente sem a necessidade de esboçar falso sorriso apenas para fantasiar um dia que me envolveu de profundo sentimento de saudade e se tornou a imagem de uma morte em vida.
Saber buscar em profundos sentimentos uma maneira de minimizar o medo que circunda quem procura uma paz interior, e apenas encontra um silêncio de resposta sem nexo, diante do seu grito.
Saber estender mãos mesmo sem a necessidade, pois é através da consolidação de um abraço que podemos encontrar a arte de ser feliz, e através desta necessidade contagiar a vida de alguém.
Dormir com a certeza de que os meus trabalhos foram capazes de trazer a tona um sorriso, de sossegar os gritos de tristezas, de amparar com o meu rosto colado a um rosto que derrama suas lagrimas pela incerteza do amanhã.
Oferecer os meus sonhos aos que vive em intenso pesadelo; trazer para realidade da vida o caos que de forma profundo penetrou no corpo de um sofredor e feriu de maneira mortal o seu espírito.
Ávido pela proteção do mundo, que vem se perdendo numa guerra insana, onde irmãos se sacrificam e matam irmãos, onde o caminho da maldade é mais tratado do que as passarelas que levam o homem ao bem.
Que possa ser mais reflexivo as intempéries da vida, para que não se torne melancólico; prestimoso, mas não chato; não desperdiçar as melhores coisas que a vida nos oferece para que não seja taxado de orgulhoso.
Que eu possa enxergar as coisas que me eram tão estranhas;ouvir o canto de um murmúrio para que fosse capaz de auxiliar;mergulhar na melodia da verdade para que não fosse capaz de compor estrofe de mentiras.
Na tristeza ou no perigo, ou quando a solidão olhar de forma impiedosa para o meu irmão;eu renove as minhas forças e seja capaz de reconfortar as sua fadigas.
Dr. Rafael Holanda Médico

PARECE COISA DE PROGRAMA DE AUDITÓRIO


SÓ POSTE AQUI O QUE SERVIR PARA ESTUDO

Eliane Arruda
Eliane Arruda3 de junho de 2014 01:11
SÓ POSTE AQUI O QUE SERVIR PARA ESTUDO
DA LÍNGUA PORTUGUESA.

"PT vai censurar a comunicação no Brasil"


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Pelos Bares da vida Nº 309

Está no ar a edição 309 do Pelos Bares da Vida
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- os 15 anos do Kina do Feijão na coluna do Paulo Costa,
- Economia & Negócios, com Attila Martins Vasconcelos,
- a preocupante falta do Robson no domingo,
- sucesso no Cantinho do Frango,
 
Altino Faria