Na Hipocrisia do mundo você se descobre,
e, se encontra, quando vive um grande amor
Vicente Alencar

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Guilherme A. Fritsch-Nunes - MÉDICO

Relato de um médico residente do ultimo ano de Cirurgia Plástica:

Como muitos sabem, sou médico residente de último ano de Cirurgia Plástica, mas faço plantões extras como cirurgião do trauma.
Segue um breve relato do cotidiano de um médico plantonista.
Baixada fluminense,
garota de 16 anos,
lesão craniana por arma de fogo,
com perda de massa encefálica.
Atendimento em sala de trauma,
via aérea assegurada por intubação orotraqueal,
reanimação volêmica.
Parada cardio respiratório por 3x revertida com massagem cardíaca e drogas vasopressoras.
Paciente estabiliza hemodinamicamente.
Verifico pupilas dilatadas não reagentes ao estímulo,
assim como os demais reflexos tronco encefálicos ausentes.
Hospital onde estou não há exames complementares para falência encefálica,
não suporta procedimento de retirada de orgãos.
Ligo para central de transplantes do estado do Rio de Janeiro.
Todos os números possíveis, sem sucesso.
Sequer uma gravação.
Família em desespero não entendendo a situação, porém demonstrando desejo de doação de orgãos.
Sigo tentando contato para iniciar protocolo de captação dos orgãos.
QUATRO depois do primeiro contato, sim Quatro horas, sou atendido por uma reguladora, felizmente muito solicita.
A mesma pede que eu entre em contato com o hospital referência para captação e solicite vaga,
pois através da central não teriamos sucesso.
Então 3h após o primeiro contato com o tal hospital, após mandar fax e praticamente implorar, tenho vaga negada.
Paciente evolui com instabilidade hemodinâmica mesmo em bomba de infusão de vasopressores.
Nova parada cardíaca.
Reanimamos pela 4ª vez,
mantemos o coração batendo,
estabilidade hemodinâmica.
Após 5h consigo leito para transferência, animação da equipe, seria a primeira vez que a equipe do hospital veria um processo de sucesso de captação de órgãos,
vencemos o sistema .... acende uma centelha de esperança na equipe.
Porém, não há no município em questão ambulância equipada para transporte avançado.
O tempo corre.
Perdemos a vaga.
Paciente para pela 5ª vez.
Procedimento de reanimação desta vez sem sucesso.
Frustração generalizada da equipe.
Converso com familiares, todos inconsoláveis.
A falta de tudo.
O sistema, a desorganização generalizada da saúde pública, o descaso dos gestores privaram nos do sucesso.
Privaram a família de perpetuar a memória da menina, disseminando vida a outros doentes em fila de espera.
Uma ambulância.
Uma vaga.
Um sistema que não te ajuda.
Dramático, não ?
Realidade cotidiana.
Sistema público de saúde colapsado.
Estado colapsado.
Me bastava uma ambulância igual as da Arena Pantanal, ou do Estádio Itaquerão.
Me bastava a vontade de fazer dos hospitais algo tão funcional quanto um estádio da Copa.
Uma refinaria no valor de 48 milhoes comprada pela Petrobras, estatal, por 1 bi.
Um bilhão menos quarenta e oito milhões.
A diferença igual ao valor roubado dos contribuintes brasileiros.
O lucro dos envolvidos igual ao rombo nos cofres públicos.
Falta tudo ao povo da baixada fluminense, do agreste, da vila Areia em Porto Alegre.
Falta ambulância,
falta vaga em hospital.
Falta discernimento para compreender o que representa o caso Passadena na vida deles.
Sobra discernimento aos políticos em como ludibriar o povo.
Vide o pequeno "engano" do Instituto de Pesquisa Econômica Avançada,
eclodiram passeatas feministas (com razão) contra o estupro.
Pena que a pesquisa estava errada,
pena que aparecem fatos como este para abafar os escandalos da Petrobras.
Pena que eu vejo esses descasos aos meus pacientes sozinho.
Pena que boa parte do eleitorado brasileiro não entende tudo isso.
Neymar, desculpa, mas vou torcer pro Messi.
Ronaldo desculpa, mas eu quero hospitais.
Dilma, desculpa, mas vou lutar dia a dia para tirar votos do seu governo, no metro, no hospital, no elevador, no facebook.
Chato é não tentar.
Guilherme A. Fritsch-Nunes

A origem e queda de Satanás

Achei bem interessante essa sequência de vídeosque em forma de parábolas, encerram lições de vida, e nos levam à profundas reflexões. 
Bom dia, 
Chico Pontes





 

PROBLEMAS & CIA

Em Sábado, 31 de Maio de 2014 19:05, Vilemar F.Costa escreveu:


Seria tão bom, tão mais simples, se nossos problemas estivessem restritos à Copa e à Fifa…
Há um pensamento em voga entre nós: devíamos sabotar a Copa, torcer contra, colaborar para que “não haja” Copa. Isto seria a coisa cívica e correta a fazer – usar a Copa do Mundo no Brasil não para vender ao mundo uma imagem boa do país, mas, ao contrário, para revelar nossas mazelas, para admitir nossas iniquidades diante do planeta.
Isto seria um levante contra “tudo isso que está aí” – o maldito padrão Fifa que não conseguimos alcançar e que nos humilha; nossa incapacidade histórica de fazer qualquer coisa honestamente, sem cobrar ou pagar propina; a economia que não anda; nossa ineficiência estrutural e nossa leniência crônica que nunca cumprem o que promete, que perdem prazos e desrespeitam contratos; nossa falência como nação que não consegue andar para frente em tantos aspectos essenciais; nossa incompetência em superar essa fenda social profunda que nos divide há séculos em duas castas que se odeiam, às vezes em silêncio, às vezes nem tanto.
Mas sabotar a Copa funcionaria também como uma espécie de autoexpiação pública e mundial, transformando nossas questões nacionais, internas, num inesquecível fiasco global. Como se a Copa do Mundo deixasse de ser uma festa para virar uma chibata. Como se o maior evento do planeta, que nos foi confiado e que nós brigamos para receber, não representasse um momento de alegria mas sim uma oportunidade de gerar constrangimento, vergonha, decepção e má publicidade.
Sorrir virou uma assunção de cretinice. Torcer pelas cores nacionais na Copa virou um crime. Exercer o gosto pelo futebol, um traço nacional, virou coisa de gente pusilânime.

Ao mesmo tempo, ver o Brasil mal retratado na imprensa de outros países virou uma alegria. Passamos a gostar da ideia de esfregar nossos aleijões na cara da audiência internacional – tendo especial regozijo ao ver a classe média do resto do mundo virar de lado e tampar o nariz. Adoramos jogar lama no próprio rosto. E convidamos os outros a nos enlamear também. Estamos torcendo para que as coisas funcionem mal, e para que tudo dê errado, e para que não consigamos fazer nada direito, para que tragédias aconteçam, para que tudo mais vá para o inferno.
Estamos vibrando com a derrocada daquilo que mais odiamos. E o que mais odiamos parece ser o Brasil. Como se o Brasil não fôssemos, tão e simplesmente, nós mesmos.

Tenho muita dificuldade de entrar nessa onda de autoimolação. E na inconsequência juvenil dessa postura “quanto pior, melhor”. Há um niilismo contido nesse pensamento, e um masoquismo meio piegas e vazio nessa proposta, um espírito de porco oco e doentio, que me desagradam profundamente. Talvez porque haja muita destruição aí – e eu seja um construtor. Talvez porque haja muita coisa prestes a ser posta abaixo, indiscriminadamente, e eu seja um criador que gosta de erguer obras. Não sou um demolidor de paredes. Então não consigo achar que botar fogo no circo com todo mundo debaixo da lona possa ser uma boa ideia. Talvez por já ter vivido fora do país, e visto o Brasil lá de fora. E por ter dois filhos brasileiros, que terão seu futuro próximo acontecendo por aqui. E por já estar vivendo meu 43. ano de vida. Já estou muito velho para achar que arrasar a terra possa facilitar o nascimento de alguma outra coisa sobre ela.

Fico imaginando esse mesmo pensamento noutros países. Cito apenas alguns. Você completa o quadro.
Na Copa de 2002, o Japão deveria, logo na abertura, fazer menção a seus crimes de guerra, que não foram poucos, pelos quais jamais se desculpou. Ou então alertar para o tratamento discriminatório até hoje imposto aos burakumin – pessoas  que exercem profissões “impuras”, como coveiros e açougueiros. Ou protestar contra a xenofobia, e o sentimento de isolamento (quando não de superioridade) racial que ainda hoje permeia a sociedade japonesa.

A Coréia, no mesmo ano, deveria denunciar seu patriarcalismo opressor e a violência doméstica contra mulheres que é uma espécie de direito adquirido dos homens por lá até hoje – quase 60% das esposas afirmam sofrer algum tipo de abuso dentro de casa.

Os Estados Unidos deveriam ter encerrado a Copa de 1994 com uma apoteose em forma de perdão pela barbaridade das duas bombas atômicas que atiraram covardemente sobre a população civil de duas cidades, em nome de um teste científico (afinal, gente amarela não é gente, né?) e de um aviso nuclear aos novos inimigos. Foram 250 000 mortos, entre crianças, mulheres, bebês, velhos, gestantes, recém nascidos. Ou então a apoteose deveria representar uma elegia às populações indígenas americanas massacradas. Ou aos mortos de todas as ditaduras que os Estados Unidos apoiaram ao longo de décadas, inclusive ensinando as melhores técnicas para “prender e arrebentar”, para vigiar e punir e esganar. Os Estados Unidos também poderiam se retirar da Copa, e também das Olimpíadas, bem como de todas as competições internacionais em que costumam brilhar, em protesto contra o fato de serem a maior economia do mundo e até hoje não terem tido a capacidade de oferecer um sistema público de saúde universal aos trabalhadores que produzem essa riqueza toda – quase 50 milhões de americanos simplesmente não tem a quem recorrer se ficarem doentes.

A África do Sul, em 2010, deveria ter alardeado sua liderança mundial em estupros – 128 estupros por 100 000 habitantes. (Ah, sim. Na Nigéria, que receberemos esse ano, o estupro marital não é considerado crime. A delegação nigeriana, composta de maridos, deveria entrar no Itaquerão empunhando essa bandeira?)

A Itália e a Espanha, as duas últimas campeãs mundiais, nem deveriam vir à Copa. Na Itália, o desemprego entre os jovens é de 38,5% – no Sul, a região mais pobre do país, a taxa é de 50%. Ano passado, 134 lojas fechavam diariamente na bota – mais de 224 000 pontos já fecharam no varejo italiano desde 2008. Na Espanha, o desemprego está batendo em 30% na população em geral. Entre os jovens, já encostou também nos 50%.

Ou seja, se fossem países sérios, Espanha e Itália não perderiam tempo e recursos participando de um evento da Fifa, essa corja internacional, e se dedicariam com mais a afinco a resolver seu problemas, que são muito graves. Trata-se de países à beira da bancarrota. (Só para comparar, a taxa de desemprego no Brasil, esse fim de mundo em que vivemos, é de 4,9%). Os americanos, se merecessem os hambúrgueres que comem, deveriam usar a visibilidade da Copa, já que nem gostam de futebol mesmo, para chamarem a atenção para a tremenda injustiça e para o absurdo descaso que enfrentam em seu sistema público de saúde. E, se tivessem um pingo de vergonha na cara, espanhois e italianos se recusariam a vir para a Copa, a torcer por suas seleções na Copa, e se postariam de costas para os televisores e sairiam quebrando vitrines (das lojas que ainda lhes restam) a cada gol de Iniesta ou de Balotelli. Mais ou menos como estamos planejando fazer por aqui em represália aos êxitos de Neymar e cia.

A casa de Jorge Amado

FOLHA DE S. PAULO
 
Sábado, 31 de maio de 2014
 
A casa de Jorge Amado
A Casa do Rio Vermelho, famoso imóvel em que Jorge Amado (1912-2001) e Zélia Gattai (1916-2008) moraram em Salvador por 40 anos, vai finalmente abrir suas portas ao público. O museu criado no local será inaugurado no segundo semestre, provavelmente em agosto, mês de aniversário de Jorge. Além do vasto acervo pessoal (pinturas, fotografias, esculturas, manuscritos), o memorial terá vídeos e conteúdo interativo inéditos para retratar os personagens do escritor, os amigos famosos que visitaram a casa (Roman Polanski, José Saramago, Pablo Neruda) e a trajetória do casal. A casa no bairro Rio Vermelho foi comprada por Jorge em 1961. Zélia tinha o sonho de transformá-la em memorial. Uma tentativa de tombamento arrastou-se por anos, período em que o imóvel se deteriorou, mas acabou não vingando. Em janeiro, os herdeiros do casal cederam a casa à Prefeitura de Salvador por dez anos, em troca da restauração do imóvel e da implantação do museu. O projeto custará ao todo R$ 6 milhões.

A FARSA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS


31/05/2014
às 7:35

A FARSA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS


Leia a “Carta ao Leitor” da VEJA que começa a chegar hoje aos leitores.
CARTA AO LEITOR
Une os governos de Lula e Dilma Rousseff o apoio ao que seus ideólogos chamam de “movimentos sociais”, que nada mais são do que grupos organizados para servir de massa de manobra aos interesses políticos radicais. O encarregado de organizar e manter vivos esses grupos é Gilberto Carvalho, que, de sua sala no Palácio do Planalto, atua como um ministro para o caos social. Essa pasta, de uma forma ou de outra, existe em todos os governos populistas da América Latina e se ocupa da cínica estratégia de formar ou adotar grupos com interesses que não podem ser contemplados dentro da ordem institucional, pois implicam o desrespeito às leis e aos direitos constitucionais. Ora são movimentos de índios que reivindicam reservas em áreas de agronegócio altamente produtivas e até cidades inteiras em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, ora são pessoas brancas como a neve que se declaram descendentes de escravos africanos e querem ocupar à força propriedades alheias sob o argumento improvável de que seus antepassados viveram ali. A estratégia de incitar esses grupos à baderna e, depois, se vender à sociedade como sendo os únicos capazes de conter as revoltas é a adaptação moderna do velho truque cartorial de criar dificuldades para vender facilidades.
Brasília assistiu, na semana passada, a uma dessas operações. Alguns índios decidiram impedir que as pessoas pudessem ver a taça da Copa do Mundo, exposta no estádio Mané Garrincha. A polícia tentou reprimir o ato, e um dos silvícolas feriu um policial com uma flechada. Atenção! Isso ocorreu no século XXI, em Brasília, a cidade criada para, como disse o presidente Juscelino Kubitschek no discurso de inauguração da capital, há 54 anos, demonstrar nossa “pujante vontade de progresso (…), o alto grau de nossa civilização (…) e nosso irresistível destino de criação e de força construtiva”. Pobre jK. Mostra uma reportagem desta edição que progresso, civilização e força construtiva passam longe de Brasília. As ruas e avenidas da capital e de muitas grandes cidades brasileiras são território dos baderneiros.

Há três meses, o MST, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, mandou seus militantes profissionais atacar o Planalto. Gilberto Carvalho foi até a rua, onde, depois de uma rápida conversa, se combinou que Dilma receberia os manifestantes. “O MST contesta o governo, e isso é da democracia”, explicou Carvalho, o pacificador, que, com um dedo de prosa, dissolveu o cerco feroz. O MST é um movimento arcaico, com uma pauta de reforma agrária do século passado em um Brasil com quase 90% de urbanização e 80% da produção dos alimentos consumidos pelos brasileiros vinda da agricultura familiar. Por obsoleto, já deveria ter desaparecido. Mas Carvalho não permite que isso ocorra. O MST faz parte do exército de reserva e precisa estar pronto se convocado. Foi o que se deu na semana passada, quando João Pedro Stedile, um dos fundadores do movimento, obediente ao chamado do momento, atirou: “Só espero que não ganhe o Aécio Neves, porque aí seria uma guerra”. É impossível não indagar: contra quem seria essa guerra? A resposta é óbvia: contra a vontade popular e contra a democracia.

IBDC 31/05/2014

INSTITUTO BRASILEIRO DE DIVULGAÇÃO CULTURAL
               Fundado em 01 de março de 2009
                      Fortaleza - Ceará - Brasil 

Organização:
- Izete de Alencar.
- Fernando de Alencar.
- Pedro Rogério de Alencar.
Coordenação;
- Margarida Alencar.
Direção:
- Vicente Alencar.

31.05.2014.


"A obra convence pelos fragmentos, ninguém a lê por inteiro"
(Fabrício Carpinejar".


O Confrade Vicente Alencar gosta sempre de dizer que "a Obra precisa ter Conteúdo e Qualidade". Vamos tentar mostrar algo neste sentido.

Hoje, dia 31 de maio.
Em 1885 morria em Paris o grande poeta e romancista Victor Hugo.

NO CEARÁ É ASSIM
Letra de Carlos Barroso (Paraense)
Gravação original de 4 Azes e um Coringa* (Conjunto Musical Cearense radicado no Rio de Janeiro).

Eu só queria que você fosse um dia
Ver as praias bonitas do meu Ceará
Tenho certeza que você gostaria
Dos mares bravios, das praias de lá
Onde os coqueiros têm palmas  bem verdes
Balançando ao vento pertinho do céu
E lá nasceu a virgem do poema
A linda Iracema dos lábios de mel
Ai! Quanta saudade!
A jangadinha vai no mar deslizando
O pescador seu peixe vai pescando
No .verde mar, que não tem fim
No Ceará é assim.

* Gravação original em 1943.

PENSAMENTO
"Quem erra por prazer, sofre por gôsto" (Quintino Cunha)

É BOM SABER:

"A razão cardeal de toda a superioridade humana é, sem dúvida, a vontade. O poder nasce do querer. Sempre que o homem aplique a veemência e a perseverança, bem como tôda a energia
de sua alma a um fim, ele vencerá os obstáculos. Se não atingir o alvo, fará, pelo menos coisas admiráveis".  (JOSÉ DE ALENCAR).

LEIA E PRESTIGIE OS ESCRITORES CEARENSES

Livro: Medicina Folclórica.
Autor: Josa Magalhaes *
Editora: Imprensa Universitária do Ceará.
Ano:  1966.

Na página 129 do seu livro o Dr. Josa Magalhaes * (ex-Professor da Faculdade de Medicina da UFC, ex-Membro Titular do Instituto do Ceará, um dos fundadores do Instituto do Nordeste e Membro da Comissão Cearense de Folclore) escreveu o seguinte:

DIABETES
Usa-se por via oral, o pó da casca da laranja, o cha da folha da graviola e o infuso da entrecasca do cajueiro azêdo, preparado em panela de barro. Disse-me Munduca, funcionária do D.E.C., que a sua taxa de açucar diminui quando come carambola.


LIBERDADE DE IMPRENSA - CONCEITOS DE VICENTE ALENCAR

"A liberdade de Imprensa é coisa séria. Não é assunto para ser tratado por canalhas" (Jornalista Vicente Alencar. Fortaleza-CE). 
 
"A dignidade e a Democracia de um pais, passam pelas críticas e observações de sua Imprensa" (Jornalista Vicente Alencar. (Fortaleza Ceará).
 
            

Carta de Gilberto Geraldo Garbi para Lula.

Carta de Gilberto Geraldo Garbi para Lula.


Gilberto Geraldo Garbi foi um dos alunos classificado a seu tempo como UM DOS MELHORES ALUNOS DE MATEMÁTICA que já haviam adentrado o ITA. 
Depois de graduado, desenvolveu carreira na TELEPAR, onde chegou a Diretor Técnico e Diretor Presidente, sendo depois Presidente da TELEBRAS.

A CAMINHO DOS 99,9999995%
( Gilberto Geraldo Garbi )

Há poucos dias, a imprensa anunciou amplamente que, segundo as últimas pesquisas de opinião, Lula bateu de novo seus recordes anteriores de popularidade e chegou a 84% de avaliação positiva. É, realmente, algo "nunca antes visto nesse país" e eu fiquei me perguntando o que poderemos esperar das próximas consultas populares. 

Lembro-me de que quando Lula chegou aos 70% achei que ele jamais bateria Hitler, a quem, em seu auge, a cultíssima Alemanha chegara a conceder 82% de aprovação. 
Mas eu estava enganado: nosso operário-presidente já deixou para trás o psicopata de bigodinho e hoje só deve estar perdendo para Fidel Castro e para aquele tiranete caricato da Coreia do Norte, cujo nome jamais me interessei em guardar. Mas Lula tem uma vantagem sobre os dois ditadores: aqui as pesquisas refletem verdadeiramente o que o povo pensa, enquanto em Cuba e na Coreia do Norte as pesquisas de opinião lembram o que se dizia dos plebiscitos portugueses durante a ditadura lusitana: SIM, Salazar fica; NÃO, Salazar não sai; brancos e nulos sendo contados a favor do governo. 

Portanto, a popularidade de Lula ainda "tem espaço" para crescer, para empregar essa expressão surrada e pedante, mas adorada pelos economistas. E faltam apenas cerca de 16% para que Lula possa, com suas habituais presunção e imodéstia, anunciar ao mundo que obteve a unanimidade dos brasileiros em torno de seu nome, superando até Jesus Cristo ou outras celebridades menores que jamais conseguiram livrar-se de alguma oposição... 

Sim, faltam apenas 16% mas eu tenho uma péssima notícia a dar a seu hipertrofiado ego: pode tirar o cavalinho da chuva, cumpanhero, porque de 99,9999995% você não passa. 

Como você não é muito chegado em Aritmética, explico melhor: o Brasil tem 200.000.000 de habitantes, um dos quais sou eu. Represento, portanto, 1 em 200.000.000, ou seja, 0,0000005% enquanto os demais brasileiros totalizam os restantes 99,9999995%. Esses, talvez, você possa conquistar, em todo ou em parte. Mas meus humildes 0,0000005% você jamais terá porque não há força neste ou em outros mundos, nem todo o dinheiro com que você tem comprado votos e apoios nos aterros sanitários da política brasileira, não há, repito, força capaz de mudar minha convicção de que você foi o pior dentre todos os presidentes que tive a infelicidade de ver comandando o Brasil em meus 65 anos de vida. 

E minha convicção fundamenta-se em um fato simples: desde minha adolescência, quando comecei a me dar conta das desgraças brasileiras e a identificar suas causas, convenci-me de que na raiz de tudo está a mentalidade dominante no Brasil, essa mentalidade...
dos que valorizam a esperteza e o sucesso a qualquer custo; 
dos que detestam o trabalho e o estudo; 
dos que buscam o acesso ao patrimônio público para proveito pessoal; 
dos que almejam os cabides de emprego e os cargos fantasmas; 
dos que criam infindáveis dinastias nepotistas nos órgãos públicos; 
dos que desprezam a justiça desde que a injustiça lhes seja vantajosa; 
dos que só reclamam dos privilégios por não estar incluídos entre os privilegiados; 
dos que enriquecem através dos negócios sujos com o Estado; 
dos que vendem seus votos por uma camiseta, um sanduíche ou, como agora, uma bolsa família; 
dos que são incapazes de discernir, comover-se e indignar-se diante de infâmias. 

Pense a maioria o que quiser, diga a maioria o que disser, não mudarei minha convicção de que este País só deixará de ser o que é - uma terra onde as riquezas produzidas pelo suor da parte honesta e trabalhadora é saqueada pelos parasitas do Estado e pelos ladrões privados eternamente impunes - quando a mentalidade da população e de seus representantes for profundamente mudada. 
Mudada pela educação, pela perseverança, pela punição aos maus, pela recompensa aos bons, pelo exemplo dos governantes. 
E você Lula, teve uma oportunidade única de dar início à mudança dessa mentalidade.
Você teve a oportunidade de tornar-se nossa tão esperada âncora moral, esta sim, nunca antes vista nesse País. 
Mas não, você preferiu o caminho mais fácil e batido das práticas populistas e coronelistas de sempre, da compra de tudo e de todos.
Infelizmente para o Brasil você estava certo: para que se esforçar, escorado apenas em princípios de decência, se muito mais rápido e eficiente é comprar o que for necessário, nessa terra onde quase tudo está à venda? 

Eu não o considero inteligente, no nobre sentido da palavra, porque uma pessoa verdadeiramente inteligente, depois de chegar aonde você chegou, partindo de onde você partiu, não chafurdaria nesse lamaçal em que você e sua malta alegremente surfam. Mas reconheço em você uma esperteza excepcional: nunca antes nesse País um presidente explorou tão bem, em proveito próprio e de seu bando, as piores qualidades da massa brasileira e de seus representantes. 
Esse é seu legado maior: o de haver escancarado a lúgubre realidade de que o Brasil continua o mesmo que Darwin encontrou quando passou por essas plagas em 1832 e anotou em seu diário: "Aqui todos são subornáveis".
Você destruiu as ilusões de quem achava que havíamos evoluído em nossa mentalidade e matou as esperanças dos que ainda acreditavam poder ver um Brasil decente antes de morrer. 

Você não inventou a corrupção brasileira, mas fez dela um maquiavélico instrumento de poder. 
Você é o sonho de consumo da banda podre desse País, o exemplo que os funcionários corruptos do Brasil sempre esperaram para poder dar, sem temores, plena vazão a seus instintos.

Você faz da mentira e da demagogia seu principal veículo de comunicação com a massa.
A propósito, o que é que você sente, todos os dias, ao olhar-se no espelho e lembrar-se do que diz nos palanques?
Você sente orgulho em subestimar a inteligência da maioria e ver que vale a pena? 

Você mentiu quando disse haver recebido como herança maldita a política econômica de seu antecessor.
Você mentiu ao dizer que não sabia do Mensalão
Mentiu quando disse que seu filho enriqueceu através do trabalho
Mentiu sobre os milhões que a Ong 13, de sua filha, recebeu sem prestar contas
Mentiu ao afastar Dirceu, Palocci, Gushiken e outros cumpanheros pegos em flagrante
Mente quando, para cada platéia, fala coisas diferentes, escolhidas sob medida para agradá-las
Mentiu, mente e mentirá em qualquer situação que lhe convenha. 

Você não moveu uma palha, em seis anos de presidência, para modificar as leis odiosas que protegem criminosos de todos os tipos neste País sedento de Justiça e encharcado pelas lágrimas dos familiares de tantas vítimas. 
Jamais sua base no Congresso preocupou-se em fechar ao menos as mais gritantes brechas legais pelas quais os criminosos endinheirados conseguem sempre permanecer impunes, rindo-se de todos nós. 
Ao contrário, o Supremo, onde você tem grande influência, por haver indicado um bom número de Ministros, acaba de julgar que mesmo os condenados em segunda instância podem permanecer em liberdade, até que todas as apelações, recursos e embargos sejam julgados, o que, no Brasil, leva décadas.
Isso significa, em poucas palavras, que os criminosos com dinheiro suficiente para pagar os famosos e caros criminalistas brasileiros podem dormir sossegados, porque jamais irão para a cadeia.
Estivesse o Supremo julgando algo que interessasse a seu grupo ou a suas inclinações ideológicas, certamente você teria se empenhado de corpo e alma.
Aliás, Lula, você nunca teve ideais, apenas ambições.
Você jamais foi inspirado por qualquer anseio de Justiça. Todas as suas ações, ao longo da vida, foram motivadas por rancores, invejas, sede pessoal de poder e irrefreável necessidade de ser adorado e ter seu ego adulado. 

Você tem dividido a nação, jogando regiões contra regiões, classes contra classes e raças contra raças, para tirar proveito das desavenças que fomenta. 
Aliás, se você estivesse realmente interessado em dar aos pobres, negros e outros excluídos as mesmas oportunidades que têm os filhos dos ricos, teria se empenhado a fundo na melhoria da saúde e do ensino públicos. 
Mas você, no íntimo, despreza o ensino, a educação e a cultura, porque conseguiu tudo o que queria, mesmo sendo inculto e vulgar. Além disso, melhorar a educação toma um tempo enorme e dá muito trabalho, não é mesmo? 

A Imprensa faz-lhe pouca oposição porque você a calou, manipulando as verbas publicitárias, pressionando-a economicamente e perseguindo jornalistas.

Você pode desdenhar tudo aquilo que aqui foi dito, como desdenha a todos que não o bajulem. 
Afinal, se você não é o maior estadista do planeta, se seu governo não é maravilhoso, como explicar tamanha popularidade? 
É fácil: políticos, sindicatos, imprensa, ONGs, movimentos sociais, funcionários públicos, miseráveis, você comprou com dinheiro, bolsas, cotas, cargos e medidas demagógicas. 
Muita gente que trabalha, mas desconhece o que se passa nas entranhas de seu governo, satisfez-se com o pouco mais de dinheiro que passou a ganhar, em consequência do modesto crescimento econômico que foi plantado anteriormente.

É esse, em síntese, o triste retrato do Brasil de hoje... E, como se diz na França, "l´argent n´est tout que dans les siècles où les hommes ne sont rien". 

Gilberto Geraldo Garbi
Se concorda repasse...( já somos pelo menos mais dois..)
Se discorda, delete  (e boa sorte)...
Essa corrente vai longe...

LEMBRETES 30/05/2014

CUIDADO!
SÃO APENAS ALGUNS LEMBRETES:
 
- Obedeça a sinalização na cidade e nas estradas.
 
-  Nunca pare na pista.
 
-  Não ultrapasse pela Direita.
 
- Mantenha distância do veículo à frente.
 
- Não trafegue nem ultrapasse pelo acostamento.
 
- Só use o ACOSTAMENTO em caso de emergência.
 
- Não use o pisca alerta com o carro em movimento.
 
- Crianças devem viajar no banco traseiro com a proteção do cinto de segurança.
 
- Em caso de neblina chuvisco, chuva
ou garoa, use farol baixo ou luz amarela.
 
- Não freie bruscamente, observe, e reduza
a velocidade.
 
- Use sempre o CINTO de segurança.
 
- Estando ao volante não use telefone
celular.
 
- Estando ao volante não acenda nenhum
cigarro.
 
VERIFIQUE
 
- faróis e lanternas.
 
- freios e suspensão.
 
- Pneus e estepe.
 
- Combustível e óleo.
 
- Triângulo e extintor.
 
VEM AÍ O SÃO JOÃO
Todo o cuidado é necessário.
 
VALORIZE A VIDA.
 
 

NOTICIAS & COMENTÁRIOS Claudio Barreto 30/05/2014

NOTICIAS & COMENTÁRIOS
Claudio Barreto
Fortaleza, CE, 30 de maio de 2014.


1 - E a Praça do Boticário, a velha Praça do Ferreira, aquela do Cajueiro Botador está se acabando. A Praça do Ferreira do Bodinho e do Valdemar Caracas que já embarcaram e não estão vendo a sua péssima situação atual. Os dois já morreram e se estivessem ainda conosco estariam gritando, falando, aborrecidos com a Cidade que tem uma administração falida.

2 - Antes a Praça existia feliz, foi remodelada, estragou-se, tiraram o Abrigo Central, piorou, agora vai mudar de nome: A PRAÇA DA MISÉRIA.

3 - Na adminstração de uma Loura que seus amigos e puxa-sacos escreviam Lôra, assassinando o Portugues, a Praça ficou em situação lastimável. Agora com o atual Prefeito Roberto Cláudio a praça se duvidarem está com a sua situação piorando.

4 - A Praça do Ferreira a Praça da Miséria, de hoje, transformou-se num Sanitário Público. Todos os dias a Praça amanhece lotada de fezes e urina, além de trapos, sacos plásticos e outros tipos de lixo. E os buracos? As pedras "portuguesas" soltando. Que pena!

5 - São centenas de pessoas que a partir das 7 da noite (19 horas) ocupam a calçada e fixam abaixo das marquises do antigo CINEMA SÃO LUÍS - o mais bonito do Brasil - feito sob medida pelo Luis Severiano Ribeiro, cearense de Baturité.

6 - As pessoas miseráveis que para alí se deslocam cada dia mais, todas as noites, tem sus relações sexuais a vista de todos. Uma promiscuidade que somente no Brasil pode ocorrer ou então nos países africanos de pior categoria. O Brasil hoje pouco difere do continente africano apesar da propaganda enganosa do seu desgoverno.

7 - Os bancos da praça são quebrados, as luminárias também e se você passar por lá a pé, se não estiver bem preparado para tudo será assaltado. Não há policiamento e as pessoas a partir das 18 horas quando as lojas começam a cerrar suas portas, desaparecem, como por encanto da Praça. Ela fica entregue aos miseráveis e aos marginais.

8 - Lamentavelmente não podemos levar turistas a Praça do Ferreira durante à noite para mostrar o nosso "Coração da Cidade". É triste passar o recibo do erro graças aos nossos pseudos dirigentes. Como é triste observar-se uma coisa assim em nossa terra.

9 - Será que o Prefeito Roberto Cláudio teria condições ou terá, de passar por lá e enxergar a olho nu o que está acontecendo? Vamos lá Prefeito, faça um passeio pela Praça. E leve alguns dos seus auxiliares. Por favor.

10 - Estamos no Ceará, estamos no Brasil!

APEDEUTA PAULISTA QUER PREJUDICAR INTELECTUAIS

Um Deputado Federal eleito pelos simpatizantes do  PT (Partido dos Trabalhadores) em São Paulom, apedeuta sob todos os sentidos, para alguns,  um homem inteligente, para outros simplesmente um imbecil, um beócio, um idiota.

Pois bem, ele vem de apresentar um Projeto de Lei dos mais lamentáveis na Câmara Federal pedindo que as autoridades do Brasil não comprem mais livros, toquem fogo em suas Bibliotecas.

O que mais falta para os brasileiros indecisos e mal informados que estão querendo transformar o Brasil numa República Comunista? 

Em 25 de março último ele apresentou o Projeto de Lei número 7299/2014 que "proibe às administração fedral, estaduais e municipais de adquirirem publicações gráficas estrangeiras". 

O próximo passo sem dúvida será definir que livros poderão ser lidos. De certa maneira, tal efeito já pode ser conseguido pois a maioria de publicações submete-se ou adere alegremente no que o Partido determinar. 

Assim sendo os intelectuais, os estudantes de todas as classes, ou seja do primeiro grau, do segundo grau e do terceiro grau, bem, como os professores, os leitores independentes, os que gostam de ler, os admiradores da Literatura e muitas classes outras.

Somente um apedeuta como VICENTINHO poderia com uma cabeça tão apertada, tão primaria querer impedir a impostação de LIVROS. Ele coitado, talvez não leia nem o estatuto do seu Sindicato. E por certo pensa que as outras pessoas também agem assim.

Se Stanislaw Ponte Preta ainda fosse vivo, o nosso prezado Sérgio Porto, fosse vivo, ele, VICENTINHO seria um dos personagens mais fracos do livro FEBEAPÁ - Festival de Besteiras que assola o país.

Pobre Brasil! Um deputado federal desses é muito prejudicial ao país!

É triste, muito lamentável ter que escrever sobre um fato assim.

Fortaleza, CE, 30 de maio de 2014. (2).