Na Hipocrisia do mundo você se descobre,
e, se encontra, quando vive um grande amor
Vicente Alencar

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

ATENÇÃO ESTUDIOSOS DO CANGAÇO


ATENÇÃO ESTUDIOSOS DO CANGAÇO

CONVITE

CONVIDAMOS AOS SÓCIOS E AMIGOS DO GECC (GRUPO DE ESTUDOS DO CANGAÇO DO CEARÁ) PARA NOSSA REUNIÃO MENSAL NO PRÓXIMO DIA 05 DE FEVEREIRO AS 19 HORAS. EXCEPCIONALMENTE SE REALIZARÁ NA CHURRASCARIA CHOPP GRILL (RUA JULIO SIQUEIRA N° 580; ESQUINA COM RUA JOSÉ VILAR NO BAIRRO DIONÍSIO TORRES). CONTAMOS COM SUA PRESENÇA. DENTRE OUTROS ASSUNTOS TEREMOS AS PRÉVIAS DO PRÓXIMO CARIRI CANGAÇO.

ATENCIOSAMENTE

Angelo Osmiro Barreto
Fortaleza-CE

Câncer de tireoide


Câncer de tireoide

O Dr. Oz fez uma exposição sobre o tipo de câncer que mais cresce em mulheres, o câncer de tireoide. Foi um programa muito interessante e ele mencionou que o aumento poderia possivelmente estar relacionado com o uso de raio-x odontológico e mamografias. 
Ele demonstrou que no avental que o dentista coloca em você no raio-x odontológico existe uma pequena aba que pode ser levantada e envolver o seu pescoço. Muitos dentistas não se preocupam em usá-lo.
Também, há algo chamado de "guarda da tireoide" para ser usado durante a mamografia.


Por coincidência, ontem eu tive a minha mamografia anual. Me senti um pouco tola, mas perguntei sobre a proteção e certamente, o técnico tinha uma em uma gaveta. Eu perguntei porque não era utilizado rotineiramente.
Resposta: "Eu não sei. Você tem que pedir". 
Bem, se eu não tivesse visto o programa, como é que eu poderia saber para perguntar?


Precisamos transmitir isso para nossas filhas, sobrinhas, mães, a todas nossas amigas e para os maridos contarem a suas esposas.


Recebi esse texto por e-mail e como não sabia se a mensagem era verdadeira, fui pesquisar e encontrei o 
artigo original no site do Dr. Oz, onde ele fala sobre outros perigos do câncer e de outros problemas de
tireoide.

DISCURSO DE POSSE NA PRESIDÊNCIA DA ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS - 2013/2014


Academia de Letras empossa nova diretoria

30.01.2013
O novo presidente, José Augusto Bezerra, sucede no cargo o acadêmico Pedro Henrique Saraiva Leão, que estava a frente da entidade desde 2009
O Palácio da Luz, sede histórica da Academia Cearense de Letras, recebe hoje convidados para a cerimônia de posse de sua nova diretoria. Os imortais das letras cearenses terão como presidente para o biênio 2013-2014 o escritor e bibliófilo José Augusto Bezerra. A solenidade é realizada a partir das 19 horas.

O novo presidente sucede no cargo o acadêmico Pedro Henrique Saraiva Leão, que estava a frente da entidade desde 2009.

José Augusto Bezerra ocupa a cadeira de número 12, cujo patrono é Heráclito Graça. Natural de Alto Santo (a 241 km de Fortaleza), o bibliófilo possui um dos mais completos acervos particulares do País, totalizando mais de 27 mil títulos.

Seu currículo a frente de entidades que atuam em prol da cultura no País inclui a presidência do Instituto do Ceará - Histórico, Geográfico e Antropológico e da Associação Brasileira de Bibliófilos, a qual é também fundador. É membro ainda da Academia Fortalezense de Letras, Academia Cearense da Língua Portuguesa e Academia Cearense de Retórica.

Perfil
José Augusto viveu parte da infância em Recife, onde começou a formar sua biblioteca e ingressou na Escola de Administração da Universidade Federal de Pernambuco. O curso foi concluído em 1975 em Fortaleza, transferido para Universidade Federal do Ceará.

A partir de 1969 atuou como executivo da Philips do Brasil dirigindo os negócio da empresa em estados como Ceará, Piauí e Maranhão. Paralelamente, exerceu a docência durante um breve período na Universidade Estadual do Ceará (UECE, atuando ainda em palestras e seminários sobre o mundo empresarial.

A vida movimentada permitiu que José Augusto aprimorasse gradualmente sua biblioteca a ponto de, já na década de 1980, ser considerada uma referência nacional.

Entre os estudiosos que visitaram seu acervo, estão Gilberto Freire, Aurélio Buarque de Holanda e Paulo Rónai.

O acervo foi base para o livro "Uma história do Brasil em manuscritos", lançado por José Augusto em 2011, editado pelo Instituto do Ceará, que inclui documentos manuscritos entre o período da descoberta do País, em 1500, até a queda do Império, em 1889.

Reconhecimento
O trabalho dedicado as letras lhe renderam alguns prêmios, incluindo o diploma de Mérito Cultural da Academia Cearense de Letras, em 2005, a Medalha Boticário Ferreira (2009), mais alta comenda da Câmara Municipal de Fortaleza e o Troféu Sereia de Ouro (2010).

Membro da ACL, José Augusto Bezerra é agora eleito para a presidência da entidade, considerada a mais antiga do Brasil - fundada em 15 de agosto de 1984, três anos antes da Academia Brasileira de Letras - e instância máxima das letras no Estado.

Mais informações:
Solenidade de posse da diretoria da Academia Cearense de Letras. Hoje, às 19h, no Palácio da Luz (Rua do Rosário, 1 - Centro). Traje: Passeio Completo. Contato: (85) 3226-0326 

DIRCURSO DE POSSE NA
PRESIDÊNCIA DA
Academia Cearense de Letras - 2013/2014
 
Digníssimos membros da mesa diretora dos trabalhos desta solenidade, os quais saúdo na figura do atual Presidente desta casa, imortal e amigo Pedro Henrique Saraiva Leão,  que meritoriamente encerra a sua missão. 
Na antiguidade, os membros das comunidades se reuniam nos portos para desejar boa sorte à tripulação e aos passageiros das naus que iniciavam importantes viagens. Era um instante sagrado em que se pedia aos Deuses que orientassem, principalmente, os que iam comandar por entre mares e perigos desconhecidos.
Contrariamente, quando os navios voltavam, era o momento da alegria. Agradecia-se às divindades que permitiram, e aos homens que souberam, vencer desafios e voltar ao porto seguro da sua gente.
Cremos que hoje devemos, primeiramente, agradecer à administração anterior, capitaneada pelo ilustre Acadêmico Pedro Henrique, por haver  trazido, após longa viagem de quatro anos, por entre dificuldades de toda ordem, a nau Academia Cearense de Letras, ao nosso porto de origem, sem nenhuma avaria e pronta para nova viagem e nova aventura. Em seu nome, portanto, Pedro, reverenciamos todas as Diretorias passadas, que comandaram tão bem cada viagem desta gloriosa embarcação, a mais antiga do gênero no Brasil, pelos últimos cento e dezoito anos. Dentre estes comandantes anteriores ressalte-se que está aqui presente o nosso querido e admirado confrade Murilo Martins, o qual cuidará do memorial da entidade, por ele concebido e implantado, ao lado desse genial estudioso da literatura cearense, Sânzio de Azevedo. Pedimos ainda ao Pedro que estenda nosso reconhecimento a sua esposa Mana, pelo empenho e entusiasmo com que o apoiou durante esta sua jornada.                                                                                                                  
Prezados acadêmicos deste Silogeu, os quais deram à chapa Barros Pinho, aquele meu irmão espiritual, por nós encabeçada, trinta e quatro dos trinta e cinco votos possíveis. Recebemos esta demonstração de confiança, praticamente unânime, com humildade e como se fora um recado de que poderemos contar com todos na tarefa de, na medida do possível, decidirmos em conjunto, com transparência, unidos e tendo como objetivo irrecusável a evolução da Academia e da inteligência da nossa terra.
Estimados parceiros, públicos e privados, que de certa forma, ao nos dar suporte e apoio, também adentram neste barco e para esta viagem.  Nomeamos, primeiramente, os empreendedores privados, esses poetas que escrevem no grande livro da vida, representados pela Fundação Edson Queiroz, pela Fundação Beto Studart, pelo Grupo Ivens Dias Branco e pela FIEC. Simbolizando também o espírito e a visão dos homens públicos, nos honram como companheiros nesta jornada, a nossa Câmara Municipal, a Prefeitura de Fortaleza e a Secretaria de Cultura do Estado Ceará.
Saudamos os demais presentes, que aqui representam a sociedade. A sociedade é a razão de ser de uma Academia e vocês emolduram glamorosamente esta solenidade, com as expressões dos seus rostos e a dignidade das suas figuras.
Reverencio os familiares e amigos na imagem de uma menina que conheci aos quinze anos de idade, numa festa de São João. Na realidade éramos dois meninos. Casamo-nos aos dezoito, e hoje, cinquenta anos após, ainda continuamos unidos, pela vida e pelos sonhos: a minha esposa Bernadete.
Senhoras e senhores, observe-se que, fisicamente, o ser humano quase não mudou desde a idade da pedra. É o único animal que evoluiu por dentro, na mente, invisivelmente, e, não por acaso, os países que mais cresceram foram e ainda são, os que mais têm investido em educação e cultura.
As Academias, por mais de dois mil anos, tem sido centros propagadores desta evolução interior, coerentes com o pensamento de Sócrates que pregava  existir apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância.
Na origem da primeira academia houve também o surgimento do alfabeto e com ele o grande debate. Insignes filósofos acreditavam que só a palavra oral, viva e contundente, continuaria a desenvolver plenamente a memória. Temiam que as facilidades da escrita e da leitura enfraquecessem o raciocínio, o diálogo e a capacidade de questionamento.
Os temores não se justificaram. As linguagens oral e escrita delimitaram suas áreas de atuação e se somaram numa verdadeira revolução intelectual. As Academias acompanharam o namoro do homem com a sabedoria, preconizado por Platão, e esse relacionamento com o conhecimento, ampliado pela invenção da imprensa, impulsionou a humanidade ao estágio atual.
O homem contemporâneo, acreditando, como imaginava Nietzsche, que não há fatos eternos, nem verdades absolutas, penetra em um novo e misterioso universo, por ele criado, o mundo virtual.
A geração pós-papel já nasceu, conforme podemos observar em nossos filhos e netos, os quais ainda crianças têm mais afinidades com o computador e suas sutilezas do que nós adultos. Os textos de papiros, de pergaminho ou de papel, transformaram-se em telas reluzentes que interagem diretamente com a nossa consciência, sem contato tátil. Grandes jornais do mundo transformaram-se em virtuais. Muitas cadeias de livrarias fecharam. A Amazon, líder nas vendas do varejo on-line, já vende mais livros eletrônicos que livros físicos nos mercados americano e europeu, e as importantes bibliotecas estão reestudando seus investimentos, seu formato e o seu futuro.
Essa transição para a era digital talvez seja a maior das revoluções humanas e precisamos descobrir também o novo papel das Academias dentro desse contexto.
 Emerge novamente, após 2.500 anos da criação do alfabeto, o debate sobre qual será o impacto dessas novas e profundas mudanças na leitura, na escrita e, por decorrência, nos cérebros humanos. Alguns argumentam que os jovens estão limitando rapidamente o seu vocabulário e que há uma assustadora tendência a se ler apenas e-mails e blogs,desprezando-se as leituras em profundidade. Outros acreditam que a comunicação virtual, tal qual foi a escrita, é uma maravilhosa conquista e poderá ser a ponte para o Olimpo do conhecimento humano.
Mas não importa o que acontecerá. Deveremos estar atentos e adaptarmo-nos, pois, parodiando Fernando Pessoa, poder-se-ia dizer: É o tempo da travessia e, se não ousarmos fazê-la, ficaremos, para sempre, à margem de nós mesmos.
Para esta nossa travessia contamos com quarenta experientes membros na tripulação, denominados acadêmicos. O lema desta Academia é Forti Nihil Difficile, ou seja, para o forte nada é difícil.
É uma grande honra poder trabalhar com o grupo de confrades deste Sodalício, o qual representa a inteligência literária da nossa terra. A jornada não será fácil, mas pela votação que nos foi dada, estamos unidos. Unidos somos fortes e para o forte nada é difícil.
Registre-se nosso reconhecimento e gratidão ao dedicado trabalho do grupo de apoio logístico e administrativo, formado por nossos funcionários: Madalena Figueiredo, Bibliotecária; Cláudia Queiroz, Secretária; Nunes Veríssimo, Valter Soares e José Arteiro, nos serviços gerais, internos e externos, sob a liderança da Diretora-Administrativa desta Academia, há vinte anos, Regina Pamplona Fiuza.
Preliminarmente, declaramos que trataremos com carinho os seguintes temas: Organização das finanças da instituição; esforço para recuperação da Praça dos Leões, incluindo o coreto; Melhoramento da segurança no entorno da entidade. Restauração do Prédio e da biblioteca da ACL; Interiorização da nossa atividade, com visita da ACL a cidades do interior; Reforma do Estatuto; Exposições temáticas; Continuidade dos Ciclos de Conferências; Cursos específicos para estudiosos, em convênio com o estado e a Prefeitura; Empenho para edição de livros de autoria dos sócios e reedição de livros raros.
Trabalharemos com paciência, ouviremos a todos e tomaremos decisões baseadas nos interesses maiores da entidade. Nestes noventa dias iniciais, ainda estarei também como Presidente do Instituto do Ceará, concluindo a missão que me foi confiada por aquela veneranda e querida instituição.
Feitas tais considerações, concluo dizendo que temos consciência da nobre missão de ser Presidente da mais antiga Academia de letras do Brasil, bem como das dificuldades e desafios que isto representa. 
Entendemos que cada administração é apenas o elo de uma grande corrente que se estende, infinitamente, no tempo e no espaço.
Machado de Assis no lançamento da primeira pedra da estátua de José de Alencar, inaugurada em 1º de maio de 1897, no RJ, lembrou que Alencar terminara o livro Iracema, dizendo que a jandaia ainda cantava no olho do coqueiro, mas já não repetia o mavioso nome de Iracema, pois, tudo passava sobre a terra. Machado de Assis, entrementes, concluiu dizendo que a posteridade é aquela jandaia que não deixa o coqueiro e que, ao contrário da que emudeceu, repete e repetirá sempre o nome da linda tabajara e do seu imortal autor, pois, nem tudo passa sobre a terra.
Os séculos tem-nos mostrado que assim são as Academias. Os confrades e as administrações passam, mas não as entidades. São elas aquelas jandaias que jamais deixam de cantar, porque estão comprometidas com a posteridade.
Assim, senhoras e senhoras, levantemos as âncoras e deixemos o barco fluir lentamente, iniciando esta viagem. Peçamos aos céus, como os antigos Gregos já o faziam à época da primeira Academia, que os ventos nos sejam favoráveis e que saibamos honrar os que nos antecederam durante os cento e dezoito anos anteriores.
Muito Grato,
José Augusto Bezerra – Jan. 2013    

Martelo dos Juízes


Martelo dos Juízes

A tragédia de Santa Maria

Antonio Sbano*

“A cobiça cega e o Estado surdo.
..No meio do caminho entre o fogo dos sinalizadores e a falta de uso do martelo dos juízes figura a incapacidade do Estado brasileiro – de produzir leis para proteger o cidadão...” (José Neumann, jornal “O Estado de São Paulo”, de 30/1/2013)
       
Vivemos sob o trauma do infausto acontecimento e, perplexos, buscamos explicações e culpados. Isto é comum depois das grandes tragédias!
        Torna-se comum, também, oportunistas de plantão, com palavras e gestos demagógicos, afirmar que se editarão leis para evitar eventos futuros, pura balela!
        Leis existem, dizem cerca de 300 mil, basta cumpri-las, nada mais!
        O Editorial acima mencionado dá a entender que os juízes brasileiros são omissos e deixam de adotar medidas para coibir todo e qualquer mal.
        Com o devido respeito devotado ao ilustre articulista, é preciso colocar o trem nos trilhos.
        Em primeiro lugar, vamos fixar sucintamente a competência legal de cada Poder:
- Executivo, o administrador e executor, competindo-lhe os atos de autorização e de fiscalização das atividades por si liberadas;
- Legislativo – o produtor de leis que, por sua natureza, devem proteger o cidadão, tendo como norte o bem estar coletivo;
- Judiciário – a este compete, apenas e tão só, aplicar a lei ao fato concreto, sendo-lhe vedado agir de ofício (iniciativa própria), salvo quando expressamente autorizado pela própria lei.
        Assim, o juiz somente pode usar o martelo quando a parte interessada, o cidadão, ou o Ministério Público ou outro agente público, provocar a manifestação judicial através do devido processo legal.
        Infelizmente, para acalmar os ânimos, tornou-se comum, lançar a culpa sobre os juízes:
- Cadeias infectas e superlotadas, presos ociosos ou com mordomias, a culpa é dos juízes que decretam prisões e não do Executivo que deveria mantê-las como centro de recuperação social, . A partir de então, os Tribunais Superiores, de composição política, interpretam a lei de forma magnânima e se instala o ideal de esvaziar cadeias. A culpa sempre recai nos ombros do juiz que está próximo a população, vivendo na Comarca e de sua vida participando;
- No Piauí, se proibiu as férias dos juízes criminais porque as cadeias estão com quase 80% dos presos aguardando julgamento. O Conselho Nacional de Justiça aprovou a medida, aliás, com forte influência dos advogados, o órgão criado para dar à Justiça um perfil mais dinâmico, se esmera em campanhas populistas, sem atender a seu fim principal. Esquecem que por aquelas bandas, como no resto do Brasil, faltam juízes (há quem acumule exercício em Comarcas diferentes, distantes centenas de quilômetros uma da outra), cartórios sem estrutura física, material e humana. Diz-se: “os juízes não trabalham”, como então se explicar: 15.000 juízes, proferiram 22 milhões de sentenças em um ano?;
- Preventivamente, interpretando o ECA como fator de proteção social ao jovem, alguns juízes restringiram, sob aplausos dos pais, a presença de menores em certos lugares prejudiciais à sua formação. O STJ revogou os atos, sob argumento de que o juízes extrapolaram suas atribuições.
- Planos de saúde, aviação, bancos, telefonia e outros serviços públicos desrespeitam o cidadão; as agências reguladoras nada fiscalizam e as reclamações na Justiça aumentam a cada dia, congestionando os serviços e aumentando a espera pelo julgamento, mas a culpa é dos juízes!
        Voltando-se a Santa Maria, antes de se atribuir aos juízes o “não uso do martelo” é preciso responder:
- Quem concedeu Alvará sem que as condições de segurança fossem observadas?
- Por que a Prefeitura não interditou a casa, quando o Alvará venceu e não foi renovado?
- O Corpo de Bombeiros, quantas vezes exerceu seu papel fiscalizador e, se o fez, por que não interditou o estabelecimento?
- Por que o Comandante dos Bombeiros insiste em declarar publicamente que a boate estava em dia com as normas segurança, quando imagens e depoimentos afirmam exatamente o contrário?
- Em algum momento, alguém requereu à Justiça Gaúcha a interdição da boate?
Evidente que se os Juízes de Santa Maria não foram provocados através de um processo – ASSIM EXIGE A LEI – eles jamais poderiam usar o martelo, como pretende o nobre articulista.
        Com certeza, sem paixões, sem demagogia, se o Ministério Público e as famílias propuserem ações criminais e cíveis, a Justiça brasileira, representada pelos magistrados gaúchos, dará a devida resposta julgando com isenção e respeito ao amplo direito de defesa, como determina nossa Constituição.
        Finalizando, a Justiça, devidamente provocada pela Autoridade Policial, de forma célere, estritamente dentro da previsão legal, decretou as prisões provisórias requeridas, ou seja, O MARTELO FUNCIONOU.

*Juiz de Direito
 Presidente da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais – Anamages.

"O êxito é fácil de obter. O difícil é merecê-lo".(Albert Camus). 

Informativo da OAB-CE Nº 441


Informativo da OAB-CE Nº 441 - Enviado em 01/02/2013
Marcus Vinicius Furtado Coêlho é eleito presidente nacional da OAB

Marcus Vinicius Furtado Coêlho é eleito presidente nacional da OAB

Brasília – O advogado Marcus Vinicius Furtado Coêlho foi eleito presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e comandará a entidade, que reúne 750 mil advogados em todo o País, nos próximos três anos. A chapa “OAB Independente, Advogado Valorizado”, vencedora no pleito, ...
Diretoria eleita para conduzir a OAB Nacional toma posse nesta sexta

Diretoria eleita para conduzir a OAB Nacional toma posse nesta sexta

A nova diretoria eleita na noite desta quinta-feira (31) para conduzir o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tomará posse na manhã desta sexta-feira (01) em solenidade administrativa a ser realizada no plenário da entidade, em Brasília. Tomarão posse os integrantes da chapa “OAB Independente, Advogado ...

FERREIRA GULLAR E o lobo virou cordeiro


São Paulo, domingo, 08 de maio de 2011


FERREIRA GULLAR

E o lobo virou cordeiro


--------------------------------------------------------------------------------
Se Lula aderiu às ideias do adversário, foi porque estas correspondiam às necessidades do país
--------------------------------------------------------------------------------


O LEITOR sabe muito bem que não sou nem pretendo ser cientista político, mas apenas alguém que, como qualquer cidadão, acompanha com atenção o que ocorre em nossa vida política e procura, tanto quanto possível, compreendê-la. Mas não o esgoto, dou palpites. Não obstante, pelos muitos anos que tenho de observar, ler e refletir sobre os fatos políticos, creio às vezes perceber algo que ainda não foi formulado claramente pelos analistas profissionais.
Mas, também, pode ocorrer que me engane, claro. Ainda assim, me atrevo a dizê-lo, correndo o risco de não ir além do óbvio. É o que farei agora. Mas, antes, advirto os petistas de que, se lerem esta crônica até o fim, podem até concordar comigo.
Começo pelo que todo mundo sabe e que Lula e sua turma tudo fazem para ocultar: sem o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Proer e outras medidas tomadas por Itamar e Fernando Henrique, o êxito do governo Lula teria sido simplesmente impossível.
Não se trata, aqui, de uma simples opinião, mas de um fato incontestável de que nenhum economista ou cientista político que veja os fatos com isenção discordará. Todos sabemos, o Plano Real foi o que pôs fim à inflação galopante que arrasava os salários e a economia brasileira como um todo.
A criação do Real e os procedimentos que possibilitaram uma atitude disciplinadora em face dos problemas estruturais de nossa economia assinalaram o início de uma nova fase em nossa história.
Em seguida, a Lei de Responsabilidade Fiscal liquidou com uma das principais fontes do processo inflacionário: os gastos sem controle promovidos sobretudo pelos governos estaduais.
Essa lei, que condiciona as despesas públicas à arrecadação efetivamente conseguida, só foi posta em prática porque Lula e o PT não lograram impedir sua aprovação pelo Congresso. Foram derrotados na Câmara, depois no Senado, mas não desistiram e entraram com uma ação no Supremo Tribunal Federal para sustá-la.
A campanha do PT contra o Plano Real foi igualmente feroz, chegando Lula a afirmar que se tratava de um lance eleitoral demagógico, feito para não durar mais que três meses. O Proer, que evitou uma crise bancária de consequências imprevisíveis, contou igualmente com a furiosa oposição dos petistas.
A conclusão inevitável é que, se dependesse deles, nenhuma dessas medidas teria sido adotada e a economia brasileira não teria alcançado o equilíbrio e a consistência que permitiram ao governo Lula realizar o que realizou.
Cabe agora perguntar: não foi bom para o país que o governo Lula tenha dado certo? Claro que foi. Então, não tem sentido criticá-lo por ter feito o que era certo fazer.
Ideologia é uma coisa, realidade é outra. Quando Lula se deu conta de que sua pregação radical não o levaria ao poder, mudou de tom e de mensagem, assumindo uma posição moderada que lhe possibilitou ganhar as eleições. À frente do governo, adotou tudo o que seu adversário implantara, desde os programas assistenciais até a política econômica "neoliberal", imprimindo àqueles um colorido populista e à política externa um cunho antiamericano para salvar a face.
Com esses toques, que chegavam aos ouvidos do povão ampliados pela retórica de Lula, construiu-se a imagem de um governo que contou com a simpatia popular e ganhou a confiança do empresariado.
Nada melhor para o capital do que um país sem greves nem crises econômicas.
Uma visão simplista atribuiria tudo isso ao carisma e à sagacidade política de Lula quando, na verdade, se trata de coisa bem mais complexa, conforme entendo. Se Lula mudou de retórica e de visão social, aderindo às ideias do adversário, foi porque a visão e os projetos deste é que correspondiam às necessidades reais do país.
As mudanças que ele introduziu, por serem necessárias, tornaram-se irreversíveis. E, assim, o PT virou PSDB, como um lobo que se metesse em pele de cordeiro. Com a diferença de que, se o lobo da fábula continuou lobo, o lobo Lula virou cordeiro mesmo. E Dilma, mais ainda, se não quiser fracassar.
Daí por que o PSDB tem dificuldade de fazer oposição, pois seria como opor-se a si mesmo.
E também por isso Serra defendeu um salário mínimo de R$ 600, como se fosse possível cordeiro virar lobo, de repente.

--------------------------------------------------------------------------------


VOCÊ É BRANCO? Que azar, hein?


VOCÊ É BRANCO? Que azar, hein?  
Se Vc fosse afrodescendente, Indio ou Homosexual teria mais direitos...   

   Ives Gandra da Silva Martins*

Hoje, tenho eu a impressão de que o "cidadão comum e branco" é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se autodeclarem Assim é que, se um branco, um índio e um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles! 
Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.

Os índios que, pela Constituição (art. 231), só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado.
Menos de meio milhão de índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios,
uruguaios, que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 185 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele. Nessa exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não-índios foram discriminados.

Aos "quilombolas", que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.

Os homossexuais obtiveram do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências (algo que um cidadão comum jamais conseguiria!)

Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem esse "privilégio", porque cumpre a lei.

Desertores, assaltantes de bancos e assassinos que, no passado participaram da guerrilha,
garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para "ressarcir" aqueles que resolveram pegar em armas contra o governo ou se disseram perseguidos.

E são tantas as discriminações, que é de perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?

Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios. 
(*Ives Gandra da Silva Martins é renomado professor emérito das universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado Maior do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo). 

UFC inicia amanhã (1º) matrícula da segunda chamada do SiSU



UFC inicia amanhã (1º) matrícula da segunda chamada do SiSU

Começa nesta sexta-feira (1º) a realização das solicitações de matrículas para os convocados na segunda chamada do Sistema de Seleção Unificada (SiSU). As solicitações de matrículas devem ser feitas até terça-feira (5) nas instituições de ensino que convocaram os candidatos. Na Universidade Federal do Ceará (UFC), há 2.628 vagas em 107 cursos, em todos os campi da UFC (os três de Fortaleza e os do Cariri, Quixadá e Sobral). Para efetuar a solicitação de matrícula em Fortaleza, o candidato deverá comparecer à Coordenadoria de Concursos (CCV), no Campus do Pici. Nas outras cidades, deve procurar a diretoria do campus específico. Ele precisará ter em mãos uma fotocópia autenticada de cada um dos seguintes documentos: certificado de conclusão do Ensino Médio (ou declaração), documento de identificação oficial com foto e CPF (Cadastro de Pessoa Física).

Para a matrícula por procuração, são exigidos também o original da procuração estabelecida em cartório e fotocópia autenticada do documento de identificação oficial do procurador com foto (ou fotocópia simples acompanhada do original). Caso o candidato seja menor de idade e não possa comparecer na data marcada para solicitação de matrícula, os pais ou um responsável legal poderão solicitá-la sem procuração. Cotistas precisam apresentar também histórico escolar de todo o Ensino Médio cursado em escola pública. De acordo com a classe de cotas à qual deseja concorrer, é necessário ter ainda documentos específicos que comprovem sua renda, tais como comprovantes de rendimento familiar e autodeclaração de cor/raça assinada. A lista completa de documentos pode ser conferida na página da Pró-Reitoria de Graduação sobre o SiSU: www.prograd.ufc.br/sisu.

Candidatos selecionados na primeira chamada para sua segunda opção de curso, independentemente de terem efetuado ou não solicitação de matrícula, continuam concorrendo na segunda chamada às vagas que escolheram como primeira opção no SiSU. Após as duas chamadas regulares, o Ministério da Educação divulgará, no dia 14 de fevereiro, a lista de espera, com convocação marcada para o dia 18. O prazo para participar dessa lista segue até 8 de fevereiro.

VAGAS – A maioria das vagas da UFC na segunda chamada do SiSU está em Fortaleza: 1.784 vagas, sendo 250 delas destinadas à reserva de cotas para estudantes que cursaram todo o Ensino Médio na rede pública. Considerando o total de vagas, os cursos com maior vacância na capital são Agronomia (50 vagas), Farmácia (49 vagas), Enfermagem (46 vagas), Engenharia Elétrica (45 vagas) e Engenharia de Pesca (42 vagas). Há oportunidades também no Interior, com 458 vagas no Cariri (47 destas destinadas às cotas), 291 em Sobral (29 para cotas) e 95 em Quixadá (12 para cotas). Os três cursos com mais vagas para a segunda chamada nos campi do Interior são Engenharia Elétrica – Sobral (79 vagas), Agronomia – Cariri (74 vagas), Engenharia da Computação de Computação – Sobral (69 vagas), Engenharia Civil – Cariri (64 vagas) e Engenharia de Materiais – Cariri (63 vagas).

No curso de Medicina de Fortaleza, o terceiro mais procurado em todo o País em número de inscrições no SiSU, há 29 vagas, sendo quatro delas para cotistas. Em Medicina – Cariri são 23 vagas e em Medicina – Sobral mais 16 vagas. Também existe disponibilidade de vagas para a segunda chamada no curso de Direito, em Fortaleza: 33 vagas para o curso noturno e mais 32 no integral.

UFC NO SISU – A Universidade aderiu ao SiSU em 2010, com ingresso em 2011, com 100% de suas vagas ofertadas no Sistema. Este ano, foi a instituição de ensino superior mais procurada do País, com 133.923 estudantes inscritos. Em 2013, a Universidade ofertou 5.258 vagas no Sistema, tendo preenchido 3.630 vagas na primeira chamada, o que corresponde a 58%. O índice é equivalente ao do ano passado e um dos maiores do Brasil.

Mais informações podem ser obtidas nos sites http://www.sisu.mec.gov.br/ e www.prograd.ufc.br/sisu.

Fonte: Prof. Miguel Franklin, coordenador do SiSU na UFC – 85 3366 9036


---
Universidade Federal do Ceará - UFC
Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional
(85) 3366.7331 / 3366.7332


POETISA GANHA HOMENAGEM


POETISA GANHA HOMENAGEM


Cumpre-me comunicar-lhes, que a poetisa sorteada hoje para ser homenageada em nosso programa " Momentos com os nossos poetas" no próximo sábado, dia 02.02.2013. foi a poetisa , trovadora e escritora maringaense, JEANETTE DE CNOP. esperamos poder contar com a participação dos meus amigos e irmãos, ouvintes de todos os sábados. A Jeanette é queridissima nos meios literários da poética Maringá.


Lembretes:

Acesse: www.radiocaico.com.br ( para ouvir o programa)

Ligue: 0xx.84.3421.4181 ( para participar ao vivo)

Horário: das 17 às 18 horas. Para quem tem horário de verão: das 18 às 19 horas

Boa escuta e boa sorte, não perca, o próximo poderá ser você.

Abraços

do Prof. Garcia.

RECOMENDO: Toda segunda-feira das 19:08 às 20 horas, pela www.radiobelemvelho.blogspt.com, ouça HORA DA TROVA, com o mestre Flávio Stefani.

Aos sábados, das 20:00 às 20:30 horas pela www.radiofriburgoam,
ouça a poetisa Elisabeth Souza Cruz com outro belo programa.

Abraços,

Prof. Garcia

A DOR DE UMA SAUDADE

A DOR DE UMA SAUDADE
 Vem a saudade e, de repente, adentra As terras férteis do meu coração. Desaparece aquela inquietação De uma vela com a chama ardente. Não sei por que pisaste o meu viver, Se não és alma de jorrar constância E, para ti, só valem alguns instantes, Depois de um tempo, nada mais tem vez! Não conhecia teus senões volúveis: Um dia, és sol banhando a terra o mar, No outro, queres imitar a lua. Devias ser alguém com várias faces, Mas u`a fechada para não deixar Partir o sonho de uma alma, e fácil!
 (Eliane Arruda)