CANINDÉ
Vicente Alencar
(Da Academia Fortalezense de Letras)
Canindé,
aos pés de tua abençoada Basílica
repousam as esperanças
dos desafortunados
e também filhos de Deus.
Os esquecidos pelos Governantes,
as vitimas da seca inclemente,
os que nasceram em hora errada,
os que vivem sem saber porque.
Aqueles que não sabem
que problemas seus,
são também meus,
são também vossos.
São nossos.
Canindé,
aos pés de tua abençoada Basílica,
soam lamentos,
soam gemidos,
soam preces,
dos não lembrados pela sorte.
A reza, a fé, o terço,
a mensagem,
os lábios secos em oração.
Os olhos já doentes que pedem
atenção,
o corpo, coitado, martirizado,
que pede perdão,
sem saber por quê.
Em toda a vastidão da fé,
em todo momento de oração,
São Francisco
faz o que pode,
com suas benções e sua força,
pedindo a Deus por todos
|
e, se encontra, quando vive um grande amor
Vicente Alencar
domingo, 5 de fevereiro de 2012
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Um comentário:
Gostei muito do poema! Sou de Canindé e a partir de agora acompanho seu blog. Admiro poetas que se dedicam a gravar o sentimento do mundo principalmente no que se refere à tradição e cultura do povo nordestino - nesse caso a tradição religiosa das romarias que são marcantes em minha cidade. Parabéns tanto a Vicente Alencar como ao autor do poema Fernando Wellysson.
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