Na Hipocrisia do mundo você se descobre,
e, se encontra, quando vive um grande amor
Vicente Alencar

terça-feira, 28 de setembro de 2021

HINOS

                                  

HINO NACIONAL BRASILEIRO

Letra: Joaquim Osório Duque Estrada

Música: Francisco Manuel da Silva

 

Parte I

 

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas

De um povo heróico o brado retumbante,

E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,

Brilhou no céu da pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade

Conseguimos conquistar com braço forte,

Em teu seio, ó liberdade,

Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,

Idolatrada,

Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido

De amor e de esperança à terra desce,

Se em teu formoso céu, risonho e límpido,

A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,

És belo, és forte, impávido colosso,

E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada,

Brasil!

Parte II

 

Deitado eternamente em berço esplêndido,

Ao som do mar e à luz do céu profundo,

Fulguras, ó Brasil, florão da América,

Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra, mais garrida,

Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;

"Nossos bosques têm mais vida",

"Nossa vida" no teu seio "mais amores."

Ó Pátria amada,

Idolatrada,

Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo

O lábaro que ostentas estrelado,

E diga o verde-louro dessa flâmula

- "Paz no futuro e glória no passado."

Mas, se ergues da justiça a clava forte,

Verás que um filho teu não foge à luta,

Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada,

Brasil!

 

Hino do Estado do Ceará-Letra

 

Letra: THOMAZ POMPEU LOPES FERREIRA

Música: ALBERTO NEPOMUCENO

 

Terra do sol, do amor, terra da luz!

Soa o clarim que a tua glória conta!

Terra, o teu nome, a fama aos céus remonta

Em clarão que seduz!

- Nome que brilha, esplêndido luzeiro

Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro!

 

Mudem-se em flor as pedras dos caminhos!

Chuvas de prata rolem das estrelas...

E, despertando, deslumbrada ao vê-las,

Ressoe a voz dos ninhos...

Há de aflorar, nas rosas e nos cravos

Rubros, o sangue ardente dos escravos!

 

Seja o teu verbo a voz do coração,

- Verbo de paz e amor, do Sul ao Norte!

Ruja teu peito em luta contra a morte,

Acordando a amplidão.

Peito que deu alívio a quem sofria

E foi o sol iluminando o dia!

 

Tua jangada afoita enfune o pano!

Vento feliz conduza a vela ousada;

Que importa que teu barco seja um nada,

Na vastidão do oceano,

Se, à proa, vão heróis e marinheiros

E vão, no peito, corações guerreiros?!

 

Sim, nós te amamos, em ventura e mágoas!

Porque esse chão que embebe a água dos rios

Há de florar em messes, nos estios

Em bosques, pelas águas!

Selvas e rios, serras e florestas

Brotem do solo em rumorosas festas!

 

Abra-se ao vento o teu pendão natal,

Sobre as revoltas águas dos teus mares!

E, desfraldando, diga aos céus e aos ares

A vitória imortal!

Que foi de sangue, em guerras leais e francas,

E foi, na paz, da cor das hóstias brancas!

 

Hino do município de Fortaleza

Letra por Gustavo Barroso

Melodia por Antônio Gondim

 

Junto à sombra dos muros do forte

A pequena semente nasceu.

Em redor, para a glória do Norte,

A cidade sorrindo cresceu.

No esplendor da manhã cristalina,

Tens as bênções dos céus que são teus

E das ondas que o sol ilumina

As jangadas te dizem adeus.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

O emplumado e virente coqueiro

Da alva luz do luar colhe a flor

A Iracema lembrando o guerreiro,

De sua alma de virgem senhor.

Canta o mar nas areias ardentes

Dos teus bravos eternas canções:

Jangadeiros, caboclos valentes,

Dos escravos partindo os grilhões.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

Ao calor do teu sol ofuscante,

Os meninos se tornam viris,

A velhice se mostra pujante,

As mulheres formosas, gentis.

Nesta terra de luz e de vida

De estiagem por vezes hostil,

Pela Mãe de Jesus protegida,

Fortaleza és a Flor do Brasil.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

Onde quer que teus filhos estejam,

Na pobreza ou riqueza sem par,

Com amor e saudade desejam

Ao teu seio o mais breve voltar.

Porque o verde do mar que retrata

O teu clima de eterno verão

E o luar nas areias de prata

Não se apagam no seu coração.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

HINO DO ESTUDANTE CEARENSE

Letra: Filgueiras Lima

Música: Sílva Novo

 

I - CORO

Ideal grandioso e puro,

Ilumina o nosso afã

pelo Ceará do futuro

pelo Brasil de amanhã.

 

II

È chegado o momento da luta,

Mocidade vibrante e viril,

Este brado de angústia se escuta;

vinde, jovens, salvar o Brasil.

 

III

Pelejemos em prol da instrução,

Estudantes, patriotas em flor,

na batalha em que o livro é clarão,

quem mais sabe será vencedor.

 

IV

Antes os mares revoltos e fortes,

sob os céus estrelados e azuis

marcharão nossas rijas coortes,

aureoladas de glória e de luz.

RÁDIO GUARANI DE FORTALEZA

                         RÁDIO GUARANI DE FORTALEZA


Programação 24 horas no ar com muita Música Popular Brasileira (a verdadeira MPB não confundir com a outra MPB - Música Péssima Brasileira), noticias e comentários.

Faça o seguinte: 
coloque no Google para poder identifica-la:


Pronto, você vai se deliciar com nossa programação onde quer que esteja. 
No Brasil ou no Exterior.

Pela Internet não há distância que nos separe.    

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segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Sefaz comemora 185 anos com reinauguração de Centro de Memória na próxima segunda (27)

 Sefaz comemora 185 anos com reinauguração de Centro de Memória na próxima segunda (27)

A Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz-CE) completa 185 anos de trajetória ligada à história política e econômica do Estado. E para celebrar o aniversário, o órgão reinaugura, na próxima segunda-feira (27), às 16h, o Centro de Memória da Fazenda, com a presença da titular da Sefaz, Fernanda Pacobahyba; e do secretário da Cultura do Estado, Fabiano Piúba.

O equipamento cultural ganhou um novo espaço e agora vai funcionar em uma área de 255 m², no térreo do Palácio da Fazenda, prédio histórico que abriga a sede principal da Sefaz. O edifício, inaugurado em 27 de novembro de 1927, foi o primeiro bem tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Ceará, em 1982.

O local foi revitalizado para expor o acervo da Secretaria, que reúne mobiliário, fotos, documentos, livros e objetos de valor histórico; alguns do início do século 19. A reforma foi conduzida com todo zelo para manter as características originais do edifício, dentre elas o piso de ladrilho hidráulico.

O novo espaço passa a integrar um conjunto arquitetônico, do qual faz parte um vitral de seis metros de altura que retrata atividades econômicas realizadas no Ceará no início do século 20.

Nesta primeira etapa, o Centro de Memória oferecerá ao público três ambientes, compostos por uma galeria de fotopinturas de ex-secretários da Fazenda e duas salas que vão exibir a exposição de longa duração “Notas de Memória”. A curadoria é da Sefaz, Secretaria da Cultura do Ceará e Butuca Produções Culturais.

A mostra vai utilizar recursos de multimídia para possibilitar uma maior interatividade com a história fazendária, que se confunde com a própria história do Ceará. Na exposição, o visitante poderá mergulhar no mundo dos tributos e refletir sobre a finalidade da arrecadação para a sociedade.

Um dos destaques é a Sala-Cofre, que em sua origem cumpriu a função de guardar os recursos arrecadados no Estado. Com 14 m² de área, o recinto tem paredes com espessura de 60 cm. Nesse ambiente, o visitante será chamado a refletir sobre a desmaterialização do dinheiro e a transformação em políticas públicas. Também poderá conferir a instalação artística “Valor”, de Lara Albuquerque e Vítor Grilo.

Agendamento
O horário de funcionamento do Centro de Memória da Fazenda será de segunda a sexta, das 8h30 às 17h, com última entrada às 16h. Nesta fase inicial, em função dos protocolos sanitários contra a Covid-19, a visitação será permitida apenas mediante agendamento online a partir da próxima terça-feira (28). O limite de visitantes é de dez pessoas por horário. Para ter acesso ao equipamento, o usuário deverá agendar no site centrodememoria.sefaz.ce.gov.br . Outras informações podem ser obtidas pelo email  centrodememoria@sefaz.ce.gov.br .

Selo e carimbo comemorativos
Durante a reinauguração do Centro de Memória da Fazenda, serão lançados o selo postal e o carimbo comemorativos aos 185 anos da Sefaz, celebrado no dia 26 de setembro.

Programação aniversário Sefaz
Como parte da programação do aniversário de 185 anos, a Sefaz lançará, na próxima terça-feira (28), às 9h, no auditório do órgão, a segunda edição do livro “Sefaz: Tributo à História”. Na ocasião, será comemorado o Dia do Servidor Fazendário, celebrado em 28 de setembro.

No dia 29, às 16h, será promovida uma celebração ecumênica virtual, com a participação do pastor Mário Levy, do padre Dom Gabriel do Amaral e do conferencista espírita Nilton Sousa. Já o dia 30 será marcado pela homenagem a servidores que se aposentaram ou faleceram no período de setembro de 2020 a julho de 2021. O encontro será às 15h por videoconferência.

A agenda se encerra no dia 1º de outubro, com a realização de uma sessão solene na Assembleia Legislativa para comemorar o aniversário da Sefaz e homenagear os ex-secretários da Fazenda.

HOMENAGEM AO DIA DO RADIALISTA

 


HINOS

                                 

HINO NACIONAL BRASILEIRO

Letra: Joaquim Osório Duque Estrada

Música: Francisco Manuel da Silva

 

Parte I

 

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas

De um povo heróico o brado retumbante,

E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,

Brilhou no céu da pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade

Conseguimos conquistar com braço forte,

Em teu seio, ó liberdade,

Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,

Idolatrada,

Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido

De amor e de esperança à terra desce,

Se em teu formoso céu, risonho e límpido,

A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,

És belo, és forte, impávido colosso,

E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada,

Brasil!

Parte II

 

Deitado eternamente em berço esplêndido,

Ao som do mar e à luz do céu profundo,

Fulguras, ó Brasil, florão da América,

Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra, mais garrida,

Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;

"Nossos bosques têm mais vida",

"Nossa vida" no teu seio "mais amores."

Ó Pátria amada,

Idolatrada,

Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo

O lábaro que ostentas estrelado,

E diga o verde-louro dessa flâmula

- "Paz no futuro e glória no passado."

Mas, se ergues da justiça a clava forte,

Verás que um filho teu não foge à luta,

Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada,

Brasil!

 

Hino do Estado do Ceará-Letra

 

Letra: THOMAZ POMPEU LOPES FERREIRA

Música: ALBERTO NEPOMUCENO

 

Terra do sol, do amor, terra da luz!

Soa o clarim que a tua glória conta!

Terra, o teu nome, a fama aos céus remonta

Em clarão que seduz!

- Nome que brilha, esplêndido luzeiro

Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro!

 

Mudem-se em flor as pedras dos caminhos!

Chuvas de prata rolem das estrelas...

E, despertando, deslumbrada ao vê-las,

Ressoe a voz dos ninhos...

Há de aflorar, nas rosas e nos cravos

Rubros, o sangue ardente dos escravos!

 

Seja o teu verbo a voz do coração,

- Verbo de paz e amor, do Sul ao Norte!

Ruja teu peito em luta contra a morte,

Acordando a amplidão.

Peito que deu alívio a quem sofria

E foi o sol iluminando o dia!

 

Tua jangada afoita enfune o pano!

Vento feliz conduza a vela ousada;

Que importa que teu barco seja um nada,

Na vastidão do oceano,

Se, à proa, vão heróis e marinheiros

E vão, no peito, corações guerreiros?!

 

Sim, nós te amamos, em ventura e mágoas!

Porque esse chão que embebe a água dos rios

Há de florar em messes, nos estios

Em bosques, pelas águas!

Selvas e rios, serras e florestas

Brotem do solo em rumorosas festas!

 

Abra-se ao vento o teu pendão natal,

Sobre as revoltas águas dos teus mares!

E, desfraldando, diga aos céus e aos ares

A vitória imortal!

Que foi de sangue, em guerras leais e francas,

E foi, na paz, da cor das hóstias brancas!

 

Hino do município de Fortaleza

Letra por Gustavo Barroso

Melodia por Antônio Gondim

 

Junto à sombra dos muros do forte

A pequena semente nasceu.

Em redor, para a glória do Norte,

A cidade sorrindo cresceu.

No esplendor da manhã cristalina,

Tens as bênções dos céus que são teus

E das ondas que o sol ilumina

As jangadas te dizem adeus.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

O emplumado e virente coqueiro

Da alva luz do luar colhe a flor

A Iracema lembrando o guerreiro,

De sua alma de virgem senhor.

Canta o mar nas areias ardentes

Dos teus bravos eternas canções:

Jangadeiros, caboclos valentes,

Dos escravos partindo os grilhões.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

Ao calor do teu sol ofuscante,

Os meninos se tornam viris,

A velhice se mostra pujante,

As mulheres formosas, gentis.

Nesta terra de luz e de vida

De estiagem por vezes hostil,

Pela Mãe de Jesus protegida,

Fortaleza és a Flor do Brasil.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

Onde quer que teus filhos estejam,

Na pobreza ou riqueza sem par,

Com amor e saudade desejam

Ao teu seio o mais breve voltar.

Porque o verde do mar que retrata

O teu clima de eterno verão

E o luar nas areias de prata

Não se apagam no seu coração.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

HINO DO ESTUDANTE CEARENSE

Letra: Filgueiras Lima

Música: Sílva Novo

 

I - CORO

Ideal grandioso e puro,

Ilumina o nosso afã

pelo Ceará do futuro

pelo Brasil de amanhã.

 

II

È chegado o momento da luta,

Mocidade vibrante e viril,

Este brado de angústia se escuta;

vinde, jovens, salvar o Brasil.

 

III

Pelejemos em prol da instrução,

Estudantes, patriotas em flor,

na batalha em que o livro é clarão,

quem mais sabe será vencedor.

 

IV

Antes os mares revoltos e fortes,

sob os céus estrelados e azuis

marcharão nossas rijas coortes,

aureoladas de glória e de luz.

RÁDIO GUARANI DE FORTALEZA

                        RÁDIO GUARANI DE FORTALEZA


Programação 24 horas no ar com muita Música Popular Brasileira (a verdadeira MPB não confundir com a outra MPB - Música Péssima Brasileira), noticias e comentários.

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sexta-feira, 24 de setembro de 2021

NOTA DE FALECIMENTO E MISSA DE SÉTIMO DIA



O PEN Clube do Brasil, tendo em vista o falecimento da grande poetisa
MARITA VINELLI,
ocorrido no dia 18 de setembro próximo passado, cumpre o doloroso dever de informar que a Missa de sétimo dia será realizada, às 10h, dia 25 de setembro de 2021, próximo sábado, na Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus (Av. Lauro Sodré, 83 - Botafogo, Rio de Janeiro/ RJ). Secretaria da Paróquia: 
(21) 2295-5197.

A missa também será transmitida pelo link: https://www.instagram.com/missamaritavinelli/
(para assistir pelo link é necessário ter conta no Instagram)


A poetisa e decana do PEN conheceu Cláudio de Souza, fundador do Clube literário, ainda garota – ele era amigo de seu pai, também médico, e chegou a ler seus primeiros poemas, incentivando-a com delicadeza
em carta escrita em setembro de 1948.


No momento em que nos unimos às demais entidades literárias e culturais brasileiras neste momento de pesar e de dor, em nome dos filiados deste Clube Literário Internacional, manifestamos nossos pêsames aos familiares e nosso reconhecimento e emotivo agradecimento, por sua trajetória de vida sempre
contribuindo e incentivando a cultura do país.


Estamos comunicando à nossa sede Internacional em Londres
o luto por esta perda do Brasil e da literatura.

Rio de Janeiro, 22 de setembro de 2021. 

Ricardo Cravo Albin
Presidente do PEN Clube do Brasil
 
***

Prezados,  peço registrarem  meu   profundo   pesar   pela  morte  de  Marita Vinelli.  Alinho  abaixo   algumas  razões  do  meu luto   pessoal.  

No   momento  em que  me  candidatei   à   ACL recebi um  primeiro  telefonema.  Ao   telefone  Marita   Vinelli, que, com   voz   pausada e  firme,  me disse    que  não  votaria  em  mim pelo   simples   fato   de   ela não   ter    lançado  meu nome  como  havia sido  combinado   com o  então   Presidente. Como  sempre, ao longo  de  nossa    amizade  de     muitos  anos,  concordei  com  ela em  todas  ;   suas refle xões. Ela   agradeceu  e  me   enviou  horas  depois   um  belo  poema em  saudação ao Cravo   do  meu  nome, que   ela  exigira  da  Academia ser lido  em  lugar  do   voto    ausente. A  partir  daí nossa    bem querença   se    fechou em  caixa de Pandora. E  ao    longo  de  tantos   anos    como  Presidente  sempre   atendia   a   qualquer   desejo    da   sólida   figura  de nossa; Marita  Vinelli.  Marita  de  fato    não seria   jamais   encerrada  em papel   de  presente; ao  chegar; aos     90   anos.  Ao  contrario,   abria-se    como  flor  tépida ao  convívio,  aos   amigos,  até   a   envolvimentos   amorosos  deliciosamente  guardados  em   secretas    correspondências com   um poeta  de Portugal,   não  fugindo   jamais   de  textos   sensuais a   flor  da   pele,  em  que   esgrimia   sua   apetência  poética  pelo ato  de    viver  e   celebrar  a   vibratilidade  do   amor.  Mesmo  sensual.   Um   puro  encanto e   natural  admiração para  ; toda  a Academia. & nbsp;Deus  estará  reservando   lugar   próximo  a  seu  colo  para   abrigar    este  ser  iluminado.

Ricardo  Cravo Albin

HINOS

                                 

HINO NACIONAL BRASILEIRO

Letra: Joaquim Osório Duque Estrada

Música: Francisco Manuel da Silva

 

Parte I

 

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas

De um povo heróico o brado retumbante,

E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,

Brilhou no céu da pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade

Conseguimos conquistar com braço forte,

Em teu seio, ó liberdade,

Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,

Idolatrada,

Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido

De amor e de esperança à terra desce,

Se em teu formoso céu, risonho e límpido,

A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,

És belo, és forte, impávido colosso,

E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada,

Brasil!

Parte II

 

Deitado eternamente em berço esplêndido,

Ao som do mar e à luz do céu profundo,

Fulguras, ó Brasil, florão da América,

Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra, mais garrida,

Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;

"Nossos bosques têm mais vida",

"Nossa vida" no teu seio "mais amores."

Ó Pátria amada,

Idolatrada,

Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo

O lábaro que ostentas estrelado,

E diga o verde-louro dessa flâmula

- "Paz no futuro e glória no passado."

Mas, se ergues da justiça a clava forte,

Verás que um filho teu não foge à luta,

Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada,

Brasil!

 

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Terra do sol, do amor, terra da luz!

Soa o clarim que a tua glória conta!

Terra, o teu nome, a fama aos céus remonta

Em clarão que seduz!

- Nome que brilha, esplêndido luzeiro

Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro!

 

Mudem-se em flor as pedras dos caminhos!

Chuvas de prata rolem das estrelas...

E, despertando, deslumbrada ao vê-las,

Ressoe a voz dos ninhos...

Há de aflorar, nas rosas e nos cravos

Rubros, o sangue ardente dos escravos!

 

Seja o teu verbo a voz do coração,

- Verbo de paz e amor, do Sul ao Norte!

Ruja teu peito em luta contra a morte,

Acordando a amplidão.

Peito que deu alívio a quem sofria

E foi o sol iluminando o dia!

 

Tua jangada afoita enfune o pano!

Vento feliz conduza a vela ousada;

Que importa que teu barco seja um nada,

Na vastidão do oceano,

Se, à proa, vão heróis e marinheiros

E vão, no peito, corações guerreiros?!

 

Sim, nós te amamos, em ventura e mágoas!

Porque esse chão que embebe a água dos rios

Há de florar em messes, nos estios

Em bosques, pelas águas!

Selvas e rios, serras e florestas

Brotem do solo em rumorosas festas!

 

Abra-se ao vento o teu pendão natal,

Sobre as revoltas águas dos teus mares!

E, desfraldando, diga aos céus e aos ares

A vitória imortal!

Que foi de sangue, em guerras leais e francas,

E foi, na paz, da cor das hóstias brancas!

 

Hino do município de Fortaleza

Letra por Gustavo Barroso

Melodia por Antônio Gondim

 

Junto à sombra dos muros do forte

A pequena semente nasceu.

Em redor, para a glória do Norte,

A cidade sorrindo cresceu.

No esplendor da manhã cristalina,

Tens as bênções dos céus que são teus

E das ondas que o sol ilumina

As jangadas te dizem adeus.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

O emplumado e virente coqueiro

Da alva luz do luar colhe a flor

A Iracema lembrando o guerreiro,

De sua alma de virgem senhor.

Canta o mar nas areias ardentes

Dos teus bravos eternas canções:

Jangadeiros, caboclos valentes,

Dos escravos partindo os grilhões.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

Ao calor do teu sol ofuscante,

Os meninos se tornam viris,

A velhice se mostra pujante,

As mulheres formosas, gentis.

Nesta terra de luz e de vida

De estiagem por vezes hostil,

Pela Mãe de Jesus protegida,

Fortaleza és a Flor do Brasil.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

Onde quer que teus filhos estejam,

Na pobreza ou riqueza sem par,

Com amor e saudade desejam

Ao teu seio o mais breve voltar.

Porque o verde do mar que retrata

O teu clima de eterno verão

E o luar nas areias de prata

Não se apagam no seu coração.

 

Fortaleza! Fortaleza!

Irmã do Sol e do mar,

Fortaleza! Fortaleza!

Sempre havemos de te amar

 

HINO DO ESTUDANTE CEARENSE

Letra: Filgueiras Lima

Música: Sílva Novo

 

I - CORO

Ideal grandioso e puro,

Ilumina o nosso afã

pelo Ceará do futuro

pelo Brasil de amanhã.

 

II

È chegado o momento da luta,

Mocidade vibrante e viril,

Este brado de angústia se escuta;

vinde, jovens, salvar o Brasil.

 

III

Pelejemos em prol da instrução,

Estudantes, patriotas em flor,

na batalha em que o livro é clarão,

quem mais sabe será vencedor.

 

IV

Antes os mares revoltos e fortes,

sob os céus estrelados e azuis

marcharão nossas rijas coortes,

aureoladas de glória e de luz.