Na Hipocrisia do mundo você se descobre,
e, se encontra, quando vive um grande amor
Vicente Alencar

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Histórica Emoção Gonzaga Mota Prof. aposentado da UFC

Histórica Emoção
Era o ano de 1968. Estava cursando a Escola de Pós- Graduação em Economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas), no Rio de Janeiro, no bairro de Botafogo. Casado há dois anos e já tendo um filho, morávamos num pequeno apartamento em Copacabana. Vida dura, mas feliz. As aulas eram de 2ª a 6ª feira. Os alunos almoçavam no “bandejão”. Ia e voltava de ônibus, o que era agradável. Completei dois anos de casado no dia 3 de setembro do referido ano. Nossa vida era simples, pois além da escassez de recursos financeiros, dedicava-me de forma significativa aos estudos. Pois bem, no dia 3 de setembro, após as aulas, voltando para casa, resolvi passar numa floricultura, perto de onde morávamos, disposto a comprar um modesto buquê de flores para presentear minha mulher Mirian. O dia tinha sido muito puxado. O professor Mario Henrique Simonsen, passou 3 horas dando uma estafante aula de matemática sobre “equações em diferenças finitas”. Apesar da exposição ser difícil e complicada, a preleção do mestre foi fantástica e brilhante. Não obstante o cansaço físico e mental, fui à floricultura. A dona da loja, uma senhora muito educada, imediatamente preparou o buquê e me deu um cartão para eu fazer o oferecimento. Olhei para o lado e percebi a presença do grande poeta brasileiro, Carlos Drummond de Andrade. Fiquei nervoso e não consegui escrever uma palavra. A senhora, de forma gentil, amiga de Drummond, perguntou ao poeta se ele poderia escrever a dedicatória para mim. Atencioso, redigiu um poema de sua autoria com 4 versos: “A gente sempre se amando/ nem vê o tempo passar./ O amor vai nos ensinando/ que é sempre tempo de amar”. Agradeci perplexo e emocionado. Verdade, admirável poeta, penso hoje, pois breve faremos 54 anos de casados, temos 4 filhos, 9 netos e 1 bisneto. Assim é a vida.  
Gonzaga Mota
Prof. aposentado da UFC

O DISCURSO DA PALAVRA


10 de junho, Dia da Língua Portuguesa

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O DISCURSO DA PALAVRA



Há três datas que homenageiam a Língua Portuguesa:



- 10 de junho, "DIA INTERNACIONAL DA LÍNGUA PORTUGUESA" - instituído em 1981 pela Assembleia da República de Portugal (a Câmara de Deputados Federais de lá). 10 de junho é a data da morte do notável escritor Luís Vaz de Camões, autor de "Os Lusíadas", que morreu em 1580. O 10 de junho é feriado em Portugal.



- 5 de maio, "DIA DA LÍNGUA PORTUGUESA E DA CULTURA LUSÓFONA" - decidido em 2005 mas instituído em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Esta data oficialmente absorveu a de 10 de junho, que se mantém por força da tradição, tanto que é dia feriado em Portugal.



- 5 de novembro, "DIA NACIONAL DA LÍNGUA PORTUGUESA" - instituído oficialmente pelo Governo brasileiro (Lei nº 11.310, de 12 de junho de 2006). A data é uma homenagem ao dia de nascimento (05/11/1849) do advogado e escritor Ruy Barbosa, um dos maiores estudiosos da Língua Portuguesa.



- Existe também uma data geral de homenagem a todas as línguas: o "DIA INTERNACIONAL DA LÍNGUA MATERNA", celebrado em 21 de fevereiro. A data foi criada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 17 de novembro de 1999, a partir de um movimento surgido em 21 de fevereiro de 1952, em Bangladesh, país da Ásia. O movimento era liderado por estudantes que queriam o bengalês como uma das línguas oficiais do Paquistão. Forças policiais reprimiram o movimento e todos os estudantes foram assassinados e seus corpos foram queimados.



* * *



O jovem discípulo aprisionou um pequeno pássaro entre as mãos, colocou-se atrás do seu mestre e falou-lhe: “Mestre, tenho um pássaro nas mãos. O senhor, que sabe todas as respostas, diga-me: Ele está vivo ou morto?”



Se o mestre respondesse “Está vivo”, o discípulo esmagaria o pássaro e o exibiria morto. Se a resposta fosse “Está morto”, o discípulo libertaria o pássaro, que voaria frente ao mestre agora desmoralizado.



O que falar? O que dizer? O que responder?



Permitam-me que eu os cumprimente a todos aqui com a tradição, a simplicidade e a educação de duas palavras: Senhoras; Senhores.



O que podemos falar, e o que devemos dizer, em um discurso? Que palavras devemos usar, que sentidos devemos empregar, que emoções devemos expressar, que reações queremos provocar?



Ah!, esse novo jogo verbal, essa nova esfinge vocabular também nos observa e repete: “Decifrem-me, ou lhes devoro”.



Falar sobre o que falar é reabrir a discussão -- tão antiga, tão presente -- entre o ser e o ter. Reflitam comigo: Como comunicadores, queremos ter o poder da voz ou queremos ser a voz do poder? (Guardem com vocês. Advirta-se, desde logo, que a resposta influirá na nossa (form)ação não só de futuros comunicadores, mas, sobretudo, de comunicadores de futuro.)



O mundo ainda não acabou por causa da Arte, por causa dos artistas. Há artistas de todos os naipes: gente que musica e compõe, que esculpe e cinzela, que calcula e escreve, gente que pinta e borda. Gente, boas gentes. E há gente que fala, que canta e encanta, que clama e reclama, gente que declama.



Nisso tudo, a palavra. A palavra base, baldrame, bastião. Fundação, fixação. A palavra resistência, permanência -- e, disse Guimarães Rosa, “resistir é permanecer”. Senão, vejamos: O que valeu mais para Portugal: ter conquistado, com seus navegadores, algumas terras há muito tempo retomadas ou devolvidas, ou conquistar diária e eternamente o mundo inteiro com “Os Lusíadas” de Camões, com a poesia de Fernando Pessoa?



De que valeram os enormes, portentosos, mas ao final destroçados, derrotados tanques de guerra da Alemanha? Porém, as obras de seus pensadores e compositores permanecem inteiras e, elas sim, continuam conquistando todo mundo no mundo todo.



No meu Estado -- que, por sua importância econômica e cultural, em meados do século 19, dividia o território brasileiro em dois: Estado do Maranhão e Estado do Brasil --, no meu Estado havia gigantescas fábricas de tecidos, que teciam o nome e fama nacionais. Hoje, que é daquelas fábricas? Sumiram. De-sa-pa-re-ce-ram. Tornaram-se pó (ou tornaram ao pó), como prova da efemeridade, da transitoriedade, da impermanência a que estão submetidas, "ab initio", as coisas materiais.



Mas é igualmente da terra das palmeiras, onde cantam os sábios e os sabiás, que vem a obra de Gonçalves Dias, Coelho Netto, Humberto de Campos, Ferreira Gullar, Josué Montello, sem esquecer um dos maiores -- e menos divulgados -- gênios matemáticos que o mundo já teve: Gomes de Sousa, o jovem “Sousinha”, que também era médico, literato e poliglota, e que deixou perplexa a Europa com seus conhecimentos sobre tudo, mas, sobretudo, sobre Matemática, Física e Astronomia, antes de morrer com pouco mais de trinta anos.



Senhores: Da bíblica Jerusalém, da Grécia do século oito quase não restou pedra sobre pedra, mas a palavra de Cristo e os versos de Homero estão aí, a encantar o mundo, a edificar o homem.



Que lição isso traz? A lição, tão bem dada e tão mal recebida ou mal aprendida, o exemplo tão bem demonstrado e muito pouco seguido, é a lição de que aquilo que nos parece ser mais frágil, mais débil, mais fraco, é o que resiste, é o que permanece. A palavra, passada oralmente, escrita em papel, às vezes moldada no barro ou emoldurada no ferro, a palavra é o edifício que não rui, a construção que não desaba, o prédio que não tomba, a casa que não cai.



No princípio, e depois do fim, será sempre o Verbo.



Senhores, estamos vivendo em um mundo de virtudes rarefeitas. Neste momento empregados estão contrafeitos, clientes são desfeitos, cidadãos mostram-se insatisfeitos e patrões, administradores e governantes podem levar tiro nos peitos porque não estão sendo humildes e honestos no que tinham a falar, no que deviam dizer; porque, mesmo quando lhes é exigido serem duros no falar, não devem perder a ternura jamais. E comunicar também sugere isso. Afinal, ternura não é frescura, delicadeza não é patente de dama inglesa. Não há como confundir, não há porque confundir educação com bajulação, boas maneiras com maneirismos. Servir não é ser vil, ou servil. Comunicação é ação única, ação comum, como um, como única ação.



E por que assuntos como este, discussões como esta, sobre palavra e virtudes, por que isso tudo parece ser tão incompreensível, inadmissível, tão "demodè", às vezes tão estranho, hoje?



O que foi que aconteceu? Houve a banalização da fala? A vulgarização da palavra? A dessensibilização dos sentidos? A dessacralização dos sentimentos?



É o mau uso da Língua, a incorreção da linguagem, a palavra de duplo sentido ou a vida sem nem um significado?



É a precariedade ética, a prevenção cética, o primarismo estético, o pragmatismo técnico?



É a miopia política, a ausência de crítica, a repetição cíclica, a deseducação típica?



É a inafeição cultural, a inaptidão intelectual, a indisposição literal, a desinformação atual, a decomposição moral e coisa e tal, o que é, Senhoras e Senhores? É a falta da virtude rara, da vergonha na cara?



Desculpem-me -- peço-lhes -- se, em vez de um fraseado bonito e soluções confortantes, trago-lhes eu aqui um leriado, um palavreado feio e dúvidas cortantes, constantes. Mas até nisto há de se entrever algum mérito, porque o homem também cresce quando duvida.



Dúvidas, pois, à mão cheia... e deixa o povo pensar. Dúvidas, pois, à mão cheia, para todos vocês, fiéis e únicos depositários de suas próprias respostas.



Trago-lhes a dúvida não da palavra, mas a do que fazer com ela. A mesma dúvida que pensou gerar o jovem discípulo (lembram-se?) ao aprisionar um pequeno pássaro entre as mãos e testar seu próprio mestre: “O pássaro está vivo ou está morto, mestre?”



“Filho -- respondeu o mestre --, o futuro do pássaro está em tuas mãos. Como o queiras.”



Senhoras e Senhores, usei da palavra para conceder-lhes, para conceder-nos o benefício da dúvida. Pois a resposta, o futuro -- vivo, alegre, de altos vôos aos céus, ou morto, cinzento, ao rés do chão e no pó da terra --, esse futuro, e o que fazer da palavra, dependerá dos Senhores, dependerá de nós. U-ni-ca-men-te. Como assim o decidirmos.



Façam o jogo, senhoras e senhores.



A sorte novamente está lançada.



EDMILSON SANCHES

edmilsonsanches@uol.com.br

SAUDADES... 12/06/2020


SAUDADES...

"Não esqueça as pessoas queridas" (Jornalista Vicente Alencar).

CEARENSES PARA SEMPRE



- Poeta Antonio Girão Barroso.
- Poeta Francisco Carvalho.
- Astrônomo Cláudio Pamplona.
- Pintor Raimundo Cela.
- Médico Carlos Alberto Studart.
- Jornalista e Médico Quixadá 
  Felício.
- Jornalista e Escritor Stênio 
  Azevedo.
- Jornalista e Escritor G.S. Nobre.
- Jornalista, Escritor e Poeta F. S.
  Nobre.
- Radialista Almir Pedreira.
- Professor Filgueira Sampaio.      (Instituto Valdemar Falcão)
- Professor Filgueiras Lima.          (Colégio Lourenço Filho).
- Jornalista Jáder de Carvalho.
- Jornalista Bastos Tigre.
- Jornalista Carvalho Nogueira.
- Jornalista, Radialista, Poeta César 
  Coelho.
- Jornalista e Escritor Durval Aires.
- Jornalista e Escritor Osmundo 
   Pontes.
- Pintor Nilo de Brito Firmeza
  (Estrigas).
- Professor Newton Gonçalves.
- Jornalista Perboyre e Silva.
- Jornalista, Escritor, Pesquisador e 
  Historiador Gustavo Barroso.
- Escritor e Médico Airton Monte.
- Professor e Poeta José Valdevino
  de Carvalho.
- Maestro Eleazar de Carvalho.
- Radialista João Ramos.
- Advogado Tiago Otacílio de Alfeu. 
- Cantor José Auriz Barreira.
- Cantor e Compositor José Jataí.
- Jornalista Aliatar Bezerra.
- Cientista João Ramos (O "fazedor"
  da Chuva).
- Radialista e Jornalista Armando 
   Vasconcelos).
- Poeta Artur Eduardo Benevides.
- Jornalista Rodolfo Espínola.
- Radialista Jurandir Mitoso.
- Advogado Itamar Espíndola.
- Advogado Luiz Cruz de 
  Vasconcelos.
- Monsenhor Andre Camurça.
- Engenheiro Militar Virgílio Távora.
- Comentarista Saraiva Neto (KK)
- Professor Antonio Martins Filho.
- Livreiro Luiz Cruz.
- Marechal Humberto de Alencar
  Castelo Branco.
- General Tácito Teóphilo Gaspar  de
  Oliveira.
- Radialista Wilson Machado.
- Professor Mena Barreto.
- Professor Mardônio Botelho.
- Professor Ferdinando Tamburini.
- Jornalista Pantaleão Damasceno.
- Jornalista Eduardo Campos.
- Jornalista Antonio Carlos Campos   de Oliveira.
- Jornalista Olavo Carioca.
- Radialista Ulisses Silva.
- Jornalista Jonas Sampaio 
   (Galeguinho).
- Jornalista José Raimundo Costa.
- Jornalista Flávio Ponte.
- Jornalista Carlos Ponte.
- Radialista Luiz Flávio.
- Escritor Alberto Galeno.
- Médico Carlos Studart Filho.
- Radialista Elias Nobre.
- Radialista Geraldo Fontenelle.
- Radialista Peixoto de Alencar.
- Professor Osmirio Barreto.
- Professor e Violonista João Lima.
- Professor Juarez Brasil.
- Professora Maria de Lourdes        
  Vasconcelos Pinto.
- Professor Antunes Ferreira.
- Jornalista Lima Freitas.
- Jornalista Paiva Lima.
- Jornalista Neno Cavalcante.
- Professora Luisa Mendonça de 
  Alencar.
- Professor Salomão de Moura 
  Brasil.
- Professor Jaime Medeiros.
- Cineasta Eusélio Oliveira.
- Radialista Jota Oliveira.
- Radialista e Bancário Sérgio 
  Bomfim.
- Radialista Manuel Morais.
- Médico Adolfo BEZERRA DE
  MENESES Cavalcante.
- Professor Djacir Meneses.
- Radialista e Desenhista Sérgio 
  Freitas.
- Professora Maria José Mendonça 
  Ferreira.
- Professor e Padre Hélio Campos.
- Advogado e Empresário Tonzito    Cavalcanti.
- Padre Fred Solón.
- Publicitário Alfredo Figueiredo.
- Jornalista Carlos Figueiredo.
- Padre Arquimedes Bruno.
- Historiador e Pesquisador  
  Chistiano Câmara.
- Dom Helder Câmara.
- Jornalista Gilberto Câmara.
- Jornalista Torres Câmara.
- Teatrólogo Carlos Câmara.
- Jornalista Índio do Jaguaribe.
- Publicitário Assis Santos.
- Jornalista Roberto Antunes.
- Professor Antonio Pessoa Pereira.
- Professor e Jornalista Heitor Faria   Guilherme.
- Jornalista Antonio Alcantara 
  Nogueira.
- Jornalista J. Lindemberg de 
  Aquino.
- Comentarista José Eudes.
- Padre Jessé de Sousa Oliveira.
- Escultor Francisco de Assis 
  Carneiro de Mendonça.
- Professor José Rebouças 
  Macambira.
- Engenheiro Agrônomo Antonio 
  Sousa de Bastos Freitas.
- Pensador e Coletor Fazendário         José Maria Souza.
- Farmaceutico Francisco Souza. 
- Farmaceutico Manuel de Souza.
- Radialista e Jornalista Newton
  Sales.
- Médico e Poeta Mozart Cardoso 
  de Alencar. 
- Radialista Almino Meneses.
- Industrial Raymundo Bastos de 
  Freitas.
- Poeta Cego Aderaldo.
- Engenheiro César Cals de Oliveira 
  Filho.
- General Manuel Cordeiro Neto.
- Jornalista Aníbal Bonavides.
- Jornalista José Martins Rodrigues.
- Jornalista Paulo Sarasate Ferreira 
   Lopes.
- Jornalista João Jaques Ferreira 
  Lopes.
- Professora Maria Antonieta Sousa 
  de Bastos Freitas.
- Jornalista J. C. de Alencar Araripe.
- Escultor Zenon Barreto.
- Maestro Henrique Jorge.
- Jornalista e Radialista Ivonete 
   Maia.
- Professor e Advogado Manuel  
  Lima Soares (Néo).
- Ourives João Mendonça.
- Radialista Jurandir Mazza.
- Radialista Irapuan Lima.
- Médico e Escritor Antero Coelho 
  Neto.
- Publicitário Melquisedeque
  Cavalcanti.
- Mestre Vicente Feijão.
- Radialista Mattos Dourado.
- Professor Francisco das CHAGAS 
  OLIVEIRA.
- Jornalista Alfredo Sampaio.
- Escritor Moreira Campos.
- Professor Sinésio Cabral.
- Jornalista e Radialista Afrânio
   Peixoto.
- Médico Abner Brigido Costa.
- General Aldenor da Silva Maia.
- Coronel Breno Vitoriano.
- Professor Clóvis Reis.
- Desportista Otoni Diniz.
- Desportista Renato Brito Bastos.
- Desportista José Elias Bachá.
- Desportista e Médico Antonio da 
  Mota Pontes.
- Médico Luís Gualter de Alencar 
  Araripe.
- Professor José Cláudio de 
  Oliveira.
- Professor Jeremias Liberalino 
  Lôbo de Meneses.
- Político Manuel de Castro Filho.
- Professor e Escritor Claudio 
  Martins.        
- Poetisa Hilma Montenegro.
- Poeta José Telles.
- Professor José Alves Fernandes.
- Rotaryano Paulo Afonso Pinheiro
  de Negreiros.
- Jornalista e Advogado Paulo Maria    Aragão.
-  Professor Gil de Andrade Furtado.
-  Administradora Glorinha  
   Cavalcante Nogueira.  
- Professor Benjamim Moreira de 
  Souza.  
- Escritor Leonardo Mota.
- Radialista Luciano Lima.
- Administrador Juarez Bessa  
  Bessa Drummont.  
- Poetisa Déa Campos Frota.      
- Radialista Jaime Rodrigues.
- Radialista João Jaime Rodrigues.
- Jornalista e Radialista Edvar de 
  Sousa.
- Radialista Nemésio Conrado.
- Advogado e Radialista Jair
  Monteiro.
- Advogado e Radialista José
  Monteiro.
- Jornalista Thales Bezerra Veras.
- Historiador Hélio Pinto Vieira.
- Jornalista Cidrack Ratts.
- Escritor Moacir Gadelha.
- Jornalista e Radialista Edilmar 
   Norões.
- Desportista Ubiratan Távora.
- Escritor Reginaldo Vasconcelos 
  Athayde.
- Jornalista Fenelon Gonçalves.
- Engenheiro Roberto Pires.
- Poetisa Carmosa Soares.
- Escritora Margarida Saboia.
- Poeta Gerardo Mello Mourão.
- Professor Arnaldo Vasconcelos.
- Professor José Nascimento Braga.
- Desportista Ezequiel Meneses.
- Repórter Fotográfico José Rosa de   Araújo.
- Repórter fotográfico Geraldo 
  Oliveira.
- Repórter Fotográfico Manuel Lima.
- Repórter Fotográfico Gumercindo 
  Gomes.
- Repórter Fotográfico Edson Pio.
- Professor Abdias Lima.
- Professor Mário Baratta.
- Professor José Alves Fernandes.
- Radialista e Ator Antonio Mendes
  (O Toinho).
- Radialista Neide Maia.
- Jornalista Tancredo Carvalho.
- Jornalista Adérson Braz.
- Radialista Cirênio Cordeiro.
- Radialista Astrolabio Queiroz.
- Radioatriz Franciran Cavalcante.
- Teleatriz Sandra Gentil.
- Jornalista Daniel Carneiro Job.
- Radialista Lindemberg Ramos.
- Radialista Aldenor Maia.
- Radialista Edson Martins.
- Escritor e Jornalista Juarez 
  Barroso.
- Cantor Gilberto Silva.
- Jornalista Fenelon Almeida.
- Cantor Nozinho Silva.
- Professor Oscar Rodrigues.
- Escritor R. Magalhaes Junior. 
- Professor Francisco Teixeira 
  Brilhante.
- Administrador José de Paula 
  Barbosa.
- Empresário Edson Queiroz.
- Escritora Maria Luísa Cavalcante
  de Abreu.
- Professor Edilson Brasil Soarez.

- Piloto Euclydes Pinto Martins.
- Professor Hesíodo Facó.
- Cantor Francisco Carlos (Branco).
- Radialista Victor Sales.
- Radialista Mozart Marinho.
- Radialista Carlos Fred.
- Radialista Baman Vieira.
- Desportista Cid Paracampos.
- Professor e Desportista Jocelino
  Costa.
- Administrador Francisco 
  Monsueto  de Paula Barbosa.
- Jornalista e Radialista Fernando
  Silveira.
- Desembargador José Maria Melo.
- Médico Antonio da Mota Pontes.
- Jornalista Marcos Nunes.
- Professor José Braga Paiva.
- Jornalista, Radialista Paulino Rocha.
- Jornalista José Hilário
  de Moura. 
- Jornalista Cândido Colares.
-  Major Raul Loiola de Alencar.
- Desportista Zelito Leite Campos.
- Jornalista Lúcio Sátiro.
- Jornalista Hermenegildo de Sá 
   Cavalcante.    
- Desportista Eládio Bedê.
- Radialista Mauro Oliveira.
- Radialista Juarez Silveira.
- Radialista Orlando Ramalho.
14.01.2018 (Pesquisa VA.-)
- Jornalista J. Arabá Matos.
- Professor Itamar Filgueiras. 
- Professor Arnaldo Vasconcelos.
- Desembargador Hugo Alencar.
- Desembargador Joaquim Jorge 
  de Sousa Filho.
- Professor Edmílson Monteiro 
  Lopes.
- Professor Rogério Fontenelle 
  Bessa.
- Jornalista Antonio Ferreira Lima
  Neto. 
- Jornalista e Professor Aurelino 
   Mota de Aquino.
- Jornalista e Advogado Alcy
   Ibiapina Montenegro.
- Professor e escritor Abelardo 
   Montenegro.
- Professor Francisco Pinheiro 
   (criador da meia passagem para
   estudantes).
- Escritor Adolfo Caminha.
- Professora Alba Frota.
- Jornalista Luis Celso de Oliveira.
-  General e Professor Osvaldo
   Riedel.
- Professor Magdaleno Girão.
- Desportista Armando Aguiar.
- Publicitário Chico Theophilo.
- Jornalista Magalhaes Neto.
- Jornalista Liberato Barroso.
- Radialista Erivaldo Aírton. 
- Professor Francisco  Alves 
  Andrade.
- Escritor Darcy Costa.
- Desembargador Francisco 
  Adalberto Barros Leal.
- Radialista Remy Coutinho.
- Radialista Fernando Coutinho.
- Engenheiro Elzir Cabral.
- Radialista e Jornalista Mauro
  César Uchôa.
- Radialista Luis Antonio (Narrador 
  Esportivo).
- Desportista Otony Diniz.
- Desportista Otony Diniz Filho.
- Radialista Eduardo Fernandes.
- Jornalista Ciro Colares.
- Jornalista Felizardo Mont' Alverne.
-  Árbitro Gilberto Ferreira.
- Árbitro José Nogueira Filho (Planika).
- Desportista Fares Candido Lopes.
- Arbitro e Radialista José Tosta.
- Professor e Futebolista Adhemar
  "Pintado" Nunes Freire.
-  Secretário Aldenor Nunes Freire,
    'Capotinho".
- Jornalista e radialista Peixoto de
  Alencar.
- Desportista Afonso Ésulo 
  de Oliveira.
- Desportista Edmílson Bindá.
- Compositor Elano de Paula.
- Trovador Fernando Câncio.
- Farmacêutico Edgar de Paula.
- Professora Ebe Braga.
- Poeta Edgard de Alencar.
- Trovador Osvaldo Evandro
  Carneiro Martins.
- Radialista Leôncio Macambira.

PROGRAMA VICENTE ALENCAR - RÁDIO ASSUNÇÃO CEARENSE AM 620

PROGRAMA VICENTE ALENCAR
(EDUCAÇÃO,  CULTURA E ESPORTE)
RÁDIO ASSUNÇÃO CEARENSE AM 620

  Também no seu Celular, no seu Tablet,
no seu Computador
NÃO HÁ DISTÂNCIA QUE NOS SEPARE
NOS 5 CONTINENTES
HORÁRIO: 22 ÀS 23 HORAS
(DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA)
exceto quando há futebol
Direção e Apresentação:
VICENTE ALENCAR
Coordenação:
EMANUELA CAVALCANTI
O corpo do Programa conta com noticias culturais, comentários, informações, pensamentos, um comentário esportivo as 22h30min, poesias, trovas e uma Crônica de encerramento as 22h55min, além de Música Popular Brasileira da ÉPOCA DE OURO
(1930 até 1970).
 PS.- O único Programa do gênero no Brasil!


LEIA E PRESTIGIE OS AUTORES BRASILEIROS


quinta-feira, 11 de junho de 2020

Banco do Nordeste seleciona 17 projetos de pesquisa e inovação para combate ao novo coronavírus

Banco do Nordeste seleciona 17 projetos de pesquisa 
e inovação para combate ao novo coronavírus

A instituição está destinando R$ 5 milhões, não reembolsáveis,  para minimizar impactos da pandemia

Fortaleza (CE), 10 de junho de 2020 - O Banco do Nordeste selecionou 17 projetos de pesquisa e inovação que propõem soluções de combate ao novo coronavírus (Covid-19) e para os quais serão destinados R$ 5 milhões. Os projetos selecionados participaram de edital do Fundo de Desenvolvimento Econômico, Científico, Tecnológico e de Inovação (Fundeci), lançado pelo Banco do Nordeste com objetivo de apoiar a pesquisa e inovação em ambiente produtivo para o combate à pandemia e aos seus efeitos sobre o sistema de saúde, de bem-estar social e produtivo.
Os recursos são não reembolsáveis e contemplam micro e pequenas empresas e empresas de pequeno-médio porte de cinco estados do Nordeste - Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe - e são oriundos (Fundeci), administrado pelo BNB.
Ao todo, foram inscritos 195 projetos. Das empresas selecionadas, sete são do Ceará, quatro, de Pernambuco, três, da Bahia, duas, do Rio Grande do Norte, e um, de Sergipe.
As propostas de pesquisa e inovação abrangem o desenvolvimento de soluções como higienização à base de probióticos e de ácido cítrico para inativação do vírus em ambientes públicos; diagnóstico rápido da doença a custo competitivo; monitoramento em tempo real integrado a IoTS (internet das coisas) e wearables para controle de aglomerações; automatização do processo de prescrição de medicamentos baseado em blockchain, sistemas de telemedicina, dentre outras.
O resultado está disponível no portal do Banco do Nordeste, no endereço: https://www.bnb.gov.br/web/guest/fundeci/editais.
Ceará
Uma das sete empresas selecionados do Ceará, a Sítio Juá Soluções Agroambientais estuda soluções de inovação em saneamento básico rural. Já a Rio Elba soluções Digitais pesquisa a possibilidade de uma rede de diagnóstico de imagem contra a Covid-19.
O projeto da Arquimedes Guimarães Eloia idealiza um sistema de prescrição de receitas e integração com drogarias e farmácias para telemedicina, enquanto a Rav Soluções Tecnológicas ME estuda a construção de barreiras sanitárias digitais utilizando visão computacional e técnicas de inteligência artificial.
Desenvolver saneante com nanoencapsulado de nanometal e ativos químicos com atividade antiviral para Sars Cov-19 é a intenção da Tecnoquímica Indústria e Comércio, ao tempo que a Softbuilder Informática  quer desenvolver dispositivo vestível para combater a transmissão da Covid-19.  
No caso da Concema - Consultoria em Ciências, Engenharia, Gestão de Sistemas e Meio Ambiente, a ideia é ter solução modular de grande escala para ventilação pulmonar.
IMPRENSA - Banco do Nordeste
(85) 3299-3141 / (85) 99965-0339

AS LETRAS, A VIDA (UM DISCURSO À ARTE DE ESCREVER COM ARTE)


10 de junho, Dia da Língua Portuguesa

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AS LETRAS, A VIDA
(UM DISCURSO À ARTE DE ESCREVER COM ARTE)



“Letras não são só cantiga de ninar, mas, também, toque de despertar, sinal de alarmar, hino de guerrear, canção de cantar vitória.” (E. S.)

*




Senhoras e Senhores:



Hoje, 10 de junho, é o Dia da Língua Portuguesa.



*



Há coisas que, para serem feitas, precisam de dinheiro -- pagar contas, por exemplo.



Há coisas que, para serem feitas, precisam de esforço -- descarregar um navio no porto, um caminhão no armazém, por exemplo.



Há coisas que, para serem feitas, precisam de paixão -- entregar-se aos abraços nos braços da pessoa amada, numa noite enluarada, por exemplo.



Há coisas que, para serem feitas, precisam de amor -- morrer na cruz, em nome de toda a Humanidade, por único exemplo. Ou abraçar um ser durante nove meses da forma mais íntima possível... só explicável pelos mistérios da criação.



Há coisas que, para serem feitas, sobretudo para serem aceitas, precisam de tempo -- uma Academia de Letras, por exemplo.



Sintonizada com o espírito de uma cidade, uma Academia é feita de esforço, paixão, amor, tempo. Diferentemente do comum das academias, deve-se negar a “imortalidade” para os acadêmicos, ou seja, quem entrou pode sair, a pedido. Com isso, implode-se a tradição da tal “imortalidade” e resgata-se o primado da vontade das pessoas acima da norma das instituições. Fica quem quer crescer e ajudar a crescer, quem quer trabalhar pelas Letras, pela Cultura, pela Cidade. Imortal será sempre o trabalho, o exemplo, não o indivíduo.



Para se habilitar a uma vaga em uma Academia, o candidato, além de ter alma de humanista e escrita de artista, deve ter disposição para fazer a cidade crescer naquilo que uma comunidade tem de mais representativo: sua cultura. Ciganos, judeus, palestinos, entre tantos outros povos, não têm ou não tiveram territórios fisicamente delimitados para morar, mas, ainda assim, são respeitados por todo mundo no mundo todo pela força de seu saber, pela expressividade de sua história e cultura.



Senhoras e Senhores:



O local mais seguro para um navio é o porto onde ele está fundeado. Mas não é para portos que se constroem navios.



O lugar mais seguro para um automóvel é a garagem, onde ele fica guardado. Porém, não é para as garagens que se fabricam carros.



O melhor lugar para um bebê que se gera ou para uma criança que nasce é o ventre da mãe ou os braços do pai. Entretanto, não é para ficar vitalícia e umbilicalmente no ventre da mãe nem permanentemente debaixo das vistas do pai que se geram filhos.



Uma Academia igualmente é um local razoável para um intelectual, para um humanista. Mas, ouso dizer, não é somente para reunir gentes de saberes que se formam academias.



Não, Senhores. Apesar de ali estarem seguros, não é para portos, mas sim para os mares, que navios são construídos. É para a probabilidade da tempestade, é para a possibilidade da bonança, é para a certeza da viagem que navios são feitos e são lançados à água e singram mares já ou nunca dantes navegados. Navios são feitos porque os mares, e não os portos, existem.



Também é para roer distâncias, encurtar tempos, transportar pessoas e coisas em velocidade, mas sobretudo com segurança, que se fazem carros. Eles são para as ruas e estradas, pois das vielas e becos cuidam nossos pés. É porque existem espaços para transitar, e não garagens para guardar, que se industrializam carros.



É para a vida, para o mundo, para a certeza das buscas e incerteza do encontro, que se geram filhos. Sobre eles, pais, no máximo, têm autoridade, não propriedade.



É principalmente para unirem-se em torno de um ideal, e não em frente uns dos outros, que pessoas se juntam em clubes de serviço. E uma Academia de Letras também é, ou deve ser, um clube de serviços, ou melhor: menos clube, e mais serviço. Prestar serviços que prestam.



Porque é urgente e preciso organizar as pessoas para que elas organizem, para melhor, o mundo. Abrir não o leque que espalhe um arzinho de conforto, mas um fole, que resfolegue, que crie, espalhe e trabalhe também o desconforto, donde poderão sobrevir respostas e realidades -- assim como do desconforto, da irritação da ostra nasce a preciosidade da pérola. As Letras não são somente canto de acalanto, as Letras não são só cantiga de ninar, história pra boi e gente dormir, mas também, senão principalmente, as Letras são toque de despertar, sinal de alertar, sirene de alarmar, aviso de marchar, hino de guerrear, canção de cantar... vitória.



Senhores:



O que legaliza uma Instituição é seu registro, mas o que a legitima é a qualidade de sua ação. Os Cartórios e as Juntas Comerciais estão cheios de certidões de fantasmas, de escrituras de vivos-mortos. Nesse caso, não há muita diferença entre uma certidão de nascimento e um atestado de óbito.



Não tem jeito. O mundo exige, as cidades precisam, o ser reclama: pessoas e instituições têm de fazer diferença. Há muita inércia no mundo, muita energia estática.



Em uma Academia, não basta assinar a ata de fundação. Não basta assinar o ato de posse -- temos de tomar posse dos nossos atos. Pelo menos nós aqui, gente escolada na vida e no ofício, sabemos que o ato de posse não se exaure, ou não se deve exaurir, nesta noite de aniversários, destaques e discursos. Não basta tomar posse NA Academia; e indispensável tomar posse DA Academia...



Que ninguém se sinta pleno aqui e agora. Academia não é mais reverência; quando muito, é referência. É, em igual tempo, museu e laboratório, conservação e criação, pensamento e ação, contemplação e trabalho.



Por mais inusual, por pouco comum que pareça, também cabe a uma Academia -- como caberia a qualquer Instituição -- auxiliar na desinstalação das pedagogias criminosas. Da pedagogia que não adiciona valor, embora subtraia rendas. Do ensino prendedor, e não da educação empreendedora. Da política da passividade, que se alimenta da dependência, e não da competência.



A dependência cria, no máximo, a revolta; a competência faz a revolução. A revolta muda as pessoas do poder. A revolução muda o poder das pessoas, mostra às pessoas que elas são e têm o poder.



O revolucionário preexiste à revolução. Uma revolução inicia-se pelo nível da consciência. Uma revolta, pelo nível da emoção. O que se inicia pela consciência fortalece a emoção; o que começa pela emoção, fragiliza a consciência. O revolucionário tem consciência da necessidade. O revoltado tem necessidade da consciência.



Uma Academia é um laboratório -- e não um repositório -- de consciências.



Senhoras e Senhores:



Minha cidade, pode-se dizer, é uma das raras cidades das mais de 5 mil que existem no País que não se diz apenas berço de homens de letras: mais que escrever livros, seus filhos -- meus conterrâneos -- construíram Literatura, deram início a Escolas, criaram gêneros, tornaram-se estilo, gentes que influenciaram e influenciam. Porque foram seres que não só usaram as Letras; eles ousaram com elas.



Ousadia. Talvez isso, quem sabe, seja a grande fórmula do desenvolvimento, um desenvolvimento onde aos haveres econômicos se aliem os valores culturais.



Tudo tem de estar integrado. Onde a Engenharia erga prédios, a Estética espalhe sensibilidade.



Onde a Geografia imponha limites, a Cultura interponha pontes.



Onde a Economia fixe preços, a Arte destaque valores.



Enfim, onde o Homem faz corpo, Deus sopre alma.



Porque, à maneira de Vieira, prédios sem pessoas viram ruínas senão escombros.



Países sem pontes viram isolamentos senão ditaduras.



Economia sem cidadania vira exploração senão barbárie.



Política sem Humanismo vira escravidão senão tirania.



E pessoas sem cultura viram máquinas senão monstros.



É preciso mais. É urgente dar mais vida à vida.



Senhoras e Senhores:



Em uma cidade, uma Academia de Letras não é um contraste -- é do contexto. Não é um confronto -- é um encontro. Nasce de espíritos interessados, não de mentes interesseiras. A lógica de sua ação baseia-se em argumentos, não em argúcias.



É demagógico o discurso de que uma academia não é necessária a uma cidade, de que uma comunidade tem outras prioridades.



Claro, ninguém vai à vernissage nem à avant-première, ninguém vem a uma solenidade como esta com olhos e bucho de fome de muitos dias. Mas Terra e gente foram dotados de recursos suficientes para que, explorados de forma inteligente e íntegra, integral e integrada, a vida se faça plena, dispensando, pois, prioridades isolacionistas, hierarquias mecanicistas, vícios segregacionistas, dimensões divisionistas.



A vida não é excludente; ela é inclusiva: não é isso OU aquilo, mas isso E aquilo. Não se trata do ou eu OU ele, mas do eu E ele.



Visão de conjunto, percepção do todo: É perfeitamente possível transformar em complementar o que se diz concorrente. Tornar compatível o que se julga contraditório. Fazer amigo no que é adversário.



Como vêem, por tudo o que disse aqui, Academia não é só um fardão: ela é também um grande fardo. O qual, pessoal e coletivamente, devemos ajudar a carregar.



Senhoras e Senhores:



Seja a Humanidade cada vez mais cidadã.



Seja a Cidadania cada vez mais humana.



Seja cada vez mais vigilante. Seja cada vez mais solidária.



Sobretudo, sejamos cada vez mais felizes.



EDMILSON SANCHES

edmilsonsanches@uol.com.br

PROGRAMA VICENTE ALENCAR - RÁDIO ASSUNÇÃO CEARENSE AM 620

PROGRAMA VICENTE ALENCAR
(EDUCAÇÃO,  CULTURA E ESPORTE)
RÁDIO ASSUNÇÃO CEARENSE AM 620

  Também no seu Celular, no seu Tablet,
no seu Computador
NÃO HÁ DISTÂNCIA QUE NOS SEPARE
NOS 5 CONTINENTES
HORÁRIO: 22 ÀS 23 HORAS
(DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA)
exceto quando há futebol
Direção e Apresentação:
VICENTE ALENCAR
Coordenação:
EMANUELA CAVALCANTI
O corpo do Programa conta com noticias culturais, comentários, informações, pensamentos, um comentário esportivo as 22h30min, poesias, trovas e uma Crônica de encerramento as 22h55min, além de Música Popular Brasileira da ÉPOCA DE OURO
(1930 até 1970).
 PS.- O único Programa do gênero no Brasil!